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quinta-feira, 24 de outubro de 2019

FORD TESTA NOVA PLATAFORMA DE SOLUÇÕES DE MOBILIDADE EM CIDADES DOS EUA


A Ford usou a cidade de Ann Arbor, em Michigan, EUA, como laboratório para testar uma plataforma de software inovadora que permite enxergar todo o sistema local de transporte e simular novas soluções de mobilidade – a Ford City Insights. A experiência foi um sucesso e, agora, ela está sendo levada para outras cidades norte-americanas, incluindo Austin, Indianápolis, Pittsburgh e Detroit.

Além de informações do trânsito, a plataforma combina dados demográficos, de estacionamento e de segurança da cidade para que os planejadores possam testar várias propostas antes da sua adoção no mundo real. A visualização da cidade e das simulações é facilitada por um modelo digital construído com seis telas de LCD e prédios em miniatura impressos em 3D – o City Insights Studio.

Para enfrentar a complexidade de reunir todos esses dados numa única plataforma a Ford contou com várias parcerias. O projeto em Ann Harbor foi feito junto com a autoridade municipal de trânsito, órgãos municipais e estaduais de desenvolvimento econômico e o Instituto de Pesquisa do Transporte da Universidade de Michigan. Com um centro movimentado, um grande sistema hospitalar e uma famosa universidade, a cidade cresce 11% ao ano e havia a preocupação de saber se teria vagas suficientes para acomodar todo esse tráfego.

Com as ferramentas da Ford City Insights os administradores puderam ter, pela primeira vez, uma visão abrangente de todas as vagas de estacionamento da cidade e do fluxo de trânsito num período médio de 24 horas. Inicialmente, pensava-se que ela necessitava de mais vagas, mas o estudo mostrou que seria melhor facilitar o acesso dos motoristas aos estacionamentos – um desafio menos dispendioso.

No aspecto de segurança, a plataforma permite combinar os registros de acidentes da polícia e de outras fontes com os dados de veículos conectados para identificar as áreas com alta probabilidade de acidentes. Locais onde os motoristas freiam ou aceleram bruscamente, por exemplo, podem indicar cruzamentos perigosos.

A plataforma Ford City Insights pode contribuir também para melhorar os serviços municipais. As autoridades de Ann Arbor usaram essa funcionalidade para estudar a dificuldade de acesso dos caminhões de lixo em becos, que gera congestionamentos e afeta a qualidade de vida dos moradores. Futuramente, ela servirá também para explorar como os veículos autônomos poderão ser integrados à rede de transporte de cidades de todo o mundo.

sexta-feira, 2 de agosto de 2019

FORD ADQUIRE A QUANTUM SIGNAL PARA ACELERAR O DESENVOLVIMENTO DE CARROS AUTÔNOMOS


A Ford anunciou a aquisição da Quantum Signal, empresa especializada em robótica, sensores, simulação em tempo real e desenvolvimento de algoritmos  para acelerar o seu plano de entrada no negócio de veículos autônomos. Embora seja pouco conhecida do público, a pequena empresa fundada em 1999 na cidade de Saline, Michigan, EUA, atua na vanguarda da robótica móvel para diversos clientes, incluindo o Exército dos Estados Unidos.

A Quantum Signal ajudou os militares a desenvolver um software que permite controlar veículos robóticos a milhares de quilômetros de distância. Ela também construiu um ambiente de simulação robusto para projetos de veículos autônomos que é usado até hoje.

A ampla experiência desse grupo de trabalho vai apoiar a Ford em numerosas áreas para a criação de um negócio de serviços de transporte com veículos autônomos, incluindo o desenvolvimento de software e protótipos. A Quantum Signal é conhecida pela criação do ambiente de modelagem e simulação ANVEL, usado em programas de robótica militar com sistemas remotos e autônomos não-tripulados. Essa experiência ajudará no desenvolvimento de ambientes de simulação abrangentes, nos quais a Ford poderá testar e melhorar o desempenho de seus veículos e seu modelo de negócios.

A Quantum Signal realizou também um extenso trabalho no desenvolvimento de algoritmos para a direção de veículos autônomos militares. Além de softwares, a empresa tem experiência em robótica e sistemas de detecção e percepção, que ajudarão os veículos autônomos da Ford a melhorar sua capacidade de analisar o ambiente ao redor.

Instalada no prédio de uma antiga escola em Saline, a Quantum Signal desenvolveu uma cultura própria que a Ford quer preservar nesse processo de integração. “Todos os engenheiros querem realizar um trabalho significativo que faça a diferença, não para ficar parado numa prateleira”, diz Randal Visintainer. “Assim como Henry Ford trouxe a liberdade de locomoção para as massas com o Modelo T, agora os engenheiros da Quantum Signal terão a oportunidade de influenciar diretamente o mundo e ampliar essa liberdade.”

segunda-feira, 27 de maio de 2019

Ford apresenta robô inteligente para entregas com veículos autônomos



A Ford apresentou um robô desenvolvido pela Agility Robotics para trabalhar junto com os veículos autônomos, que promete revolucionar o sistema de entregas a domicílio. Dotado de duas pernas e braços, o robô “Digit” se parece com um ser humano e caminha como tal para levar as encomendas até a porta do cliente. 

O humanoide foi projetado para se dobrar automaticamente e ser transportado na traseira do veículo, entrando em ação quando ele chega ao seu destino para completar a última etapa da entrega.

“As pessoas usam cada vez mais as compras on-line e o volume de entregas expressas nos EUA dobrou nos últimos 10 anos. Os carros autônomos podem transportar tanto pessoas como produtos e os robôs oferecem uma solução para aquela que é, surpreendentemente, considerada a etapa mais difícil da entrega: o trecho final do veículo até a porta de casa”, diz Ken Washington, vice-presidente de Pesquisa e Engenharia Avançada da Ford.

Feito de material leve, o robô Digit consegue levantar pacotes com até 18 kg, subir e descer escadas, andar em terrenos irregulares e até sofrer esbarrões sem perder o equilíbrio. Como a maioria das residências tem acesso por escadas, sem rampas, seria difícil para um robô com rodas se movimentar nesses locais. Para mapear o ambiente e contornar obstáculos, além de câmeras e sensor óptico LiDAR, o androide usa outro recurso inovador: recebe informações sem fio do poderoso sistema de sensores e computação do veículo. Assim, consegue transitar com agilidade nos mesmos locais que as pessoas sem ter de carregar o peso de um sistema de hardware próprio.

Isso contribui também para economizar energia, um item essencial para negócios de carros autônomos que precisarão operar durante a maior parte do dia.

“Nosso objetivo principal ao trabalhar com os robôs é garantir que eles sejam seguros, confiáveis e capazes de interagir com as pessoas de modo inteligente”, completa Ken Washington. “Nessa parceria com a Agility, buscamos determinar como nossos carros autônomos podem operar com o Digit da melhor forma e entender as vantagens desse futuro método de entrega.”

sexta-feira, 1 de fevereiro de 2019

JAGUAR LAND ROVER ILUMINA O PERCURSO PARA VEÍCULOS AUTÔNOMOS


A Jaguar Land Rover desenvolveu um sistema que projeta a direção da viagem na estrada à frente dos veículos autônomos, para informar aos outros usuários o caminho que fará em seguida. A tecnologia inteligente lança uma série de projeções no asfalto para mostrar as futuras intenções do veículo – por exemplo, parar e virar para a esquerda ou direita – como parte da pesquisa sobre como as pessoas podem desenvolver sua confiança na tecnologia autônoma. No futuro, as projeções poderiam até mesmo ser usadas para compartilhar a detecção de obstáculos e atualizações de jornadas com pedestres.

Essas projeções, testadas em “pods” autônomos desenvolvidos pela Aurrigo — empresa britânica especializada nesse tipo de tecnologia em mobilidade —, apresentam uma série de linhas ou barras com espaçamento ajustável. As lacunas encurtam à medida que o “pod” se prepara para frear antes de parar completamente. Conforme a cápsula se afasta e acelera, o espaçamento entre as linhas se expande. Ao se aproximar de uma curva, as barras se espalham para a esquerda ou para a direita para indicar a direção da viagem.

Os testes foram configurados por uma equipe de engenheiros avançados – que trabalham na divisão de Mobilidade Futura da Jaguar Land Rover – e apoiados por psicólogos cognitivos, depois que estudos mostraram que 41% dos motoristas e pedestres estão preocupados em dividir a estrada com veículos autônomos*.

O sistema inovador foi testado em uma rua cenográfica, dentro de uma instalação de Coventry, com engenheiros registrando os níveis de confiança relatados por pedestres com e sem projeções.

O programa de testes de confiança – que também incluiu o ajuste de "olhos virtuais" aos pods inteligentes em 2018 para verificar se o contato visual aumentou a confiança na tecnologia – foi conduzido como parte do projeto Autodrive, do Reino Unido, apoiado pela Jaguar Land Rover.

A segurança continua sendo a prioridade, já que a Jaguar Land Rover investe em tecnologia de auto direção, tornando-se líder automotiva em mobilidade autônoma, conectada, elétrica e compartilhada. O teste está alinhado com os objetivos estratégicos de longo prazo da marca: tornar os carros mais seguros, otimizar o tempo e melhorar a mobilidade para todos.

Esse compromisso se estende aos modelos atuais da Jaguar Land Rover, que possuem um conjunto de Sistemas Avançados de Assistência ao Motorista incluindo Adaptive Cruise Control, Blind Spot Assist e Intelligent Speed Limiter disponíveis em toda a sua gama de veículos, incluindo o Jaguar F-PACE e o Range Rover Velar.

sexta-feira, 11 de janeiro de 2019

Ford anuncia na CES o lançamento de carros com a tecnologia C-V2X em 2022


A Ford anunciou na CES, a maior feira de tecnologia do mundo, em Las Vegas, nos EUA, que vai oferecer a tecnologia de comunicação do veículo-com-tudo pelo celular – a chamada C-V2X – em todos os seus veículos novos nos Estados Unidos a partir de 2022. O anúncio ocorre exatamente um ano depois de a marca firmar um acordo com a Qualcomm para esse desenvolvimento.

A C-V2X é uma tecnologia de comunicação sem fio altamente avançada que permite aos veículos “ouvir” e “conversar” uns com os outros, com os pedestres e com a infraestrutura de trânsito para transmitir informações de segurança e ajudar a criar um sistema de transporte inteligente e conectado.

A C-V2X foi planejada para operar com a rede de celular 5G, que está avançando rapidamente no mundo. Ela permite a comunicação direta entre os dispositivos conectados – ou seja, o sinal não precisa viajar primeiro para uma torre de celular –, por isso é muito rápida. Ela também complementa outros sistemas de assistência ao motorista, como sensores de radar e câmera, que usam processos computacionais similares. As comunicações C-V2X indiretas (do veículo para a rede e todo o resto) são o próximo passo na evolução da tecnologia 5G e estarão disponíveis em um futuro muito próximo.

A comunicação C-V2X com a infraestrutura urbana – como semáforos e sinais de trânsito – permitirá que o motorista receba informações para rodar com mais liberdade e segurança. Um semáforo, por exemplo, pode alertar quando vai ficar verde ou vermelho e se o motorista corre o risco de passar no sinal fechado.

As tecnologias atuais de assistência ao motorista, assim como os futuros veículos autônomos, usam sensores que basicamente “veem” o que está ao redor. A C-V2X aprimora essa capacidade, permitindo que os veículos também “escutem” e “conversem” com os demais, com os pedestres e com a infraestrutura viária. Isso pode ser comparado, grosso modo, a como as pessoas combinam a visão e a audição para se locomover em ambientes complexos.
Usando um chip avançado de computador, o veículo compartilha seus dados em tempo real e recebe informações que permitem “ver” nas curvas e identificar objetos que estão fora do alcance dos seus sensores LIDAR e câmeras. O sistema permite também enviar alertas atualizados de obras, engarrafamentos e acidentes, dando ao motorista a opção de escolher outro caminho.

Os veículos autônomos são totalmente capazes de operar sem a C-V2X, mas essa tecnologia pode complementar o sistema formado por sensores LiDAR, radar e câmera. Veículos de emergência equipados com transmissores C-V2X, por exemplo, poderão avisar os carros autônomos à frente para abrir caminho, estacionando ou mudando de rota.

Para expandir o ecossistema de mobilidade, a Ford está investindo também na oferta de serviços inovadores como o GoRide, que transporta pessoas a consultas médicas, e alternativas como as scooters elétricas Spin – empresa adquirida em 2018 pela divisão Ford Smart Mobility.

Para criar uma rede de transporte abrangente capaz de conectar as diferentes opções de mobilidade, a Autonomic criou a plataforma chamada Nuvem de Mobilidade do Transporte (Transportation Mobility Cloud). Ela gerencia o fluxo de informações e as transações básicas do ecossistema formado por provedores de serviço, veículos pessoais, bicicletas, pedestres, sistemas de transporte de massa e infraestrutura das cidades, incluindo semáforos e vagas de estacionamento.

A Autonomic trabalha com várias empresas, como a rideOS, criadora de tecnologias de transporte e mapeamento que fornecem estimativas de viagem altamente precisas. Com essa integração, as solicitações de carona podem ser facilmente combinadas tanto com veículos dirigidos por motoristas como com os futuros veículos autônomos para sugerir a melhor forma de chegar a um destino.

A Autonomic também está trabalhando com a TribalScale para implementar a Dashero, uma plataforma de inteligência artificial que permite a compra de produtos e serviços por comandos de voz diretamente do veículo. Usando dados na nuvem, o serviço poderá prever com exatidão o tempo de chegada do consumidor ao destino para fazer a entrega.

No final do ano, a Autonomic também vai disponibilizar o kit de desenvolvimento da Nuvem de Mobilidade do Transporte para desenvolvedores que quiserem criar novos aplicativos e serviços com essa plataforma. Ao mesmo, o time City Solutions da Ford trabalha com governos e comunidades para definir como as novas soluções de mobilidade podem ser implementadas.

quarta-feira, 31 de outubro de 2018

Academia BMW Group Brasil SENAI-SP vai formar os profissionais do futuro


A mobilidade global atravessa um período de rápida e profunda transformação e se torna cada vez mais autônoma, eletrificada, conectada e compartilhada. Como consequência imediata deste cenário, a demanda por profissionais qualificados aumenta exponencialmente. E como uma resposta concreta a esta necessidade, a Academia BMW Group Brasil SENAI-SP surge para atender este complexo panorama de negócios potencialmente ávido por liderar a transformação da indústria de mobilidade premium em produtos e serviços. Erguido em uma área de 1.000 m² nas dependências da Escola SENAI-SP do Ipiranga, na capital paulista, este empreendimento inédito e pioneiro do BMW Group Brasil, abriu oficialmente suas portas à comunidade, na segunda-feira (29).

Fruto de um investimento compartilhado que totaliza R$ 4 milhões – sendo R$ 3 milhões em instalações, área construída e infraestrutura, somados a R$ 1 milhão, em modernos equipamentos e produtos –, a Academia BMW Group Brasil SENAI-SP possui tecnologia de última geração para formação de profissionais em veículos elétricos e híbridos, sistemas de diagnóstico e programação, assim como
agrega ferramental voltado para reparação de carrocerias feitas de alumínio. 

O novo local também está capacitado para treinar toda a rede BMW e alunos do SENAI–SP em tecnologias assistentes de condução semiautônoma presentes em veículos como o BMW X3 M40i, produzido na fábrica do BMW Group em Araquari (SC).

O novo centro de treinamento está apto a atender 1.200 acadêmicos/ano, aprimorando a capacitação técnica para as novas tecnologias em produtos e serviços das marcas BMW, MINI e BMW Motorrad. 

Esta iniciativa também permitiu a unificação das áreas de capacitação específica de funilaria e pintura, de mecânica e eletrônica embarcada, além de favorecer a logística, reduzindo o tempo de deslocamento de equipamentos e de pessoal. 

O local conta ainda com um Brand and Customer Institute (BACI), um espaço voltado para imersão nos valores das marcas do BMW Group e do segmento premium.  Com esta atuação, o BMW Group Brasil espera também atrair alunos técnicos do SENAI-SP para abastecer sua rede de concessionários no Brasil. Os primeiros treinamentos de acadêmicos começam a partir da 2ª quinzena de janeiro de 2019.

quarta-feira, 29 de agosto de 2018

Jaguar apresenta Tecnologia “olhos virtuais” para veículos autônomos



A Jaguar Land Rover, empresa britânica de veículos premium, desenvolveu a tecnologia “olhos virtuais” para veículos autônomos compactos, chamados de pods na Inglaterra. A tecnologia tem o objetivo de entender como as pessoas confiarão em veículos autônomos no futuro, já que estudos sugerem que até 63% dos pedestres se dizem preocupados com a segurança ao atravessar a rua.

Com aparência amigável, os "pods com olhos" têm uma função essencial: ajudar a descobrir a quantidade de informações que carros autônomos do futuro devem compartilhar com usuários ou pedestres para garantir que as pessoas confiem na tecnologia.

Como parte do projeto de engenharia, a Jaguar Land Rover contou com a ajuda de uma equipe de psicólogos cognitivos para entender melhor como o comportamento do veículo afeta a confiança humana em novas tecnologias. Os testes de confiança fazem parte do projeto UK Autodrive, promovido pela Jaguar Land Rover com o apoio do governo do Reino Unido.

Os veículos inteligentes pods funcionam de forma autônoma em uma rua fictícia em Coventry, na Inglaterra. Ao mesmo tempo, o comportamento dos pedestres é analisado enquanto eles esperam para atravessar a rua. Os "olhos virtuais" foram desenvolvidos por uma equipe de engenharia avançada que atua na divisão de Mobilidade do Futuro da Jaguar Land Rover. Os pods procuram os pedestres - aparecendo por meio de um "olhar" diretamente para eles - sinalizando aos usuários da estrada que eles foram identificados e que o dispositivo pretende tomar medidas preventivas.
  
A segurança continua sendo prioridade número um para a Jaguar Land Rover, uma vez que a marca tem investido em tecnologias autônomas, tornando-se uma das líderes automotivas em veículos autônomos, conectados, elétricos e em mobilidade compartilhada. O teste está alinhado com os objetivos estratégicos de longo prazo da marca: tornar os carros mais seguros, fazer com que as pessoas tenham mais tempo e melhorar a mobilidade para todos.

Pete Bennett, Gerente de Pesquisa de Mobilidade no Futuro da Jaguar Land Rover, diz: “Faz parte da natureza humana olhar para o motorista do veículo que se aproxima antes de entrar na estrada. Entender como isso se traduz no mundo mais automatizado no futuro é importante. Queremos saber se é benéfico fornecer as pessoas informações sobre as intenções de um veículo ou se simplesmente deixar que um pedestre saiba que ele foi reconhecido é suficiente para melhorar a confiança."

Os testes são parte de um estudo mais amplo que explora como veículos conectados e autônomos do futuro podem replicar o comportamento humano e as reações ao dirigir. Como parte do estudo, mais de 500 participantes foram avaliados enquanto interagiam com os veículos autônomos pods, desenvolvidos por UK Autodrive, consórcio do Reino Unido que testa veículos autônomos, em parceira com a empresa Aurrigo.

quinta-feira, 9 de agosto de 2018

Coluna do Fernando Calmon - Fascínio da mobilidade

Alta Roda nº 1005/355 – 09/08/2018
Fernando Calmon
Discutir o futuro nunca foi tão fascinante como nos tempos atuais. E a indústria automobilística faz parte ao ter sob sua responsabilidade produzir os meios de mobilidade terrestre. Tudo passa por longas discussões e apostas cautelosas ou até radicais. O 26º Simpósio Internacional de Engenharia Automotiva (Simea), organizado pela Associação Brasileira de Engenharia Automotiva (AEA), semana passada em São Paulo, destacou muitas facetas e soluções. 


Sobre carro elétrico, espera-se um grande fosso entre o que pode acontecer no Hemisfério Norte e no Hemisfério Sul. O Brasil e países de renda média e baixa terão enormes dificuldades para avançar. Aqui, a frota de elétricos a bateria é estimada em cerca de 300 unidades. Em 2016, a China emplacou 350.000 elétricos e híbridos ou 1,4% das vendas totais de 25 milhões de unidades. Já na Noruega os 25.000 elétricos e híbridos comercializados representaram 25% do total. Na Alemanha, França e Japão os alternativos atingiram 1% das vendas. Portanto, não existe ainda cenário claro. Mesmo países ricos deverão eletrificar-se em ritmo heterogêneo. 

No entanto, motores a combustão interna ainda receberão várias melhorias em especial com ajuda de assistência elétrica. E também poderão atuar apenas como gerador para carregar baterias mais baratas e aumentar a autonomia. O potencial dessas aplicações mistas é bem razoável, sem contar novos ciclos de combustão (Mazda) ou motores com taxa de compressão variável (Nissan). 

Luciano Driemeier, da Ford, chamou a atenção para o caminho dos veículos autônomos. Ao mesmo tempo em que as pessoas se estressarão menos e usarão melhor o seu tempo em deslocamentos, em países como o nosso as preocupações decorrentes da violência urbana devem ser levadas em conta. Também fazem parte das incertezas as mudanças de legislação e os dilemas éticos em caso de acidentes (matar ou morrer?). Porém, a tecnologia avançará tanto que, tudo indica, nunca se chegaria a uma situação na qual a colisão é a única opção. Em teoria, possível. 

O engenheiro admite que custos muito altos ainda precisam baixar, sem contar investimentos em infraestrutura e os de interação total veículo-veículo, além destes com as vias. Deu exemplo do Lidar, espécie de radar que usa raios laser para detecção e distância com altíssima precisão. No início custava US$ 70.000. Em 2016 já havia abaixado para US$ 250 e pode chegar a apenas US$ 90, além da rápida miniaturização. 

Especificamente sobre carros autônomos no Brasil, ele traça um primeiro cenário otimista de cinco anos para as primeiras aplicações práticas. Mas não descarta que esse prazo se estenda por até 20 anos. “As pessoas estão abertas para a ideia de possuir um produto autônomo. Aqui até acima da média mundial, à frente de países que receberão a tecnologia primeiro”, acrescentou. 

Na opinião desta Coluna, só após se saber o preço efetivo do “carro à prova de acidente”, algo ainda meio escondido pela indústria, poderiam-se fazer previsões mais acuradas de aceitação no mercado. 

Leimar Mafort, da Bosch, acredita na alta redundância de sistemas e assim se conseguiriam evitar falhas. Desastres envolvendo veículos que dispensam o motorista tenderiam a zero. 

ALTA RODA 

VENDAS no mercado interno voltaram, no mês passado, ao mesmo bom ritmo de antes da greve dos caminhoneiros: em torno de 10.000 unidades/dia. No acumulado do ano estão 15% superiores a 2017. Estoque total em julho diminuiu para 34 dias contra 36 em junho. Forte queda de exportações para Argentina e México fez produção recuar 4% no mês, mas se mantém 13% acima no ano. 

ANFAVEA espera resultados bons este mês na comercialização interna. Mas como o segundo semestre do ano passado foi de recuperação muito forte, trará efeitos estatísticos nos números comparativos de 2018. A entidade mantém sua previsão do início do ano de crescer 11,7% para 2,5 milhões de unidades. Recorde anual é de 2012: 3,8 milhões de veículos. 

GOLF GTI é caro, mas deixa o motorista apreciador do prazer de dirigir realmente sem palavras. Muito difícil achar pontos fracos, apesar de puristas preferirem o inexistente, no Brasil, câmbio manual. Conjunto transborda alto desempenho e sensações sonoras e de solidez, sem deixar de lado conforto e itens de segurança. Pena que hatches médios, como este, estejam em declínio. 

FALECIMENTO aos 66 anos de Sergio Marchionne, presidente da FCA, não foi o primeiro de um alto executivo da indústria automobilística em atuação. Heinrich Nordhoff, que construiu a Volkswagen a partir de ruínas da II Guerra Mundial, comandou a empresa de 1948 a 1968. Faleceu pouco meses antes de se aposentar, com sucessor já escolhido, aos 69 anos. 

PROJETO em tramitação no Congresso Nacional cria carteira de habilitação específica para quem utiliza apenas veículos com câmbio automático. O interessado não poderia dirigir com câmbio manual. Há temor de formar maus motoristas, porém isso depende mais de bom treinamento e disciplina. Observar regras de trânsito independe do tipo de câmbio usado. 

PERFIL

Fernando Calmon (fernando@calmon.jor.br), jornalista especializado desde 1967, engenheiro, palestrante e consultor em assuntos técnicos e de mercado nas áreas automobilística e de comunicação. Sua coluna automobilística semanal Alta Roda começou em 1999. É publicada em uma rede nacional de 85 jornais, sites e revistas. É, ainda, correspondente no Brasil do site just-auto (Inglaterra).
Siga também através do twitter:  www.twitter.com/fernandocalmo fernando@calmon.jor.br e www.facebook.com/fernando.calmon2

sábado, 15 de julho de 2017

Por que os mapas são essenciais para a mobilidade autônoma?

Quando pensamos em veículos autônomos, imaginamos (ainda) um futuro distante, no qual o motorista só precisa apertar um botão no painel antes de estender as pernas e ver o cenário passar. 

Entretanto, por trás de toda a tecnologia envolvida, há um sistema integrado em pleno funcionamento e que já está presente, de diversas formas, nos automóveis de algumas montadoras – entre elas Audi, BMW e Mercedes-Benz – que usam a plataforma integrada da HERE Technologies.

Dentro desse sistema, os mapas desempenham um papel fundamental para a mobilidade autônoma. Em primeiro lugar, os veículos terão de assimilar completamente o ambiente que os cerca e despertar a total segurança e confiança dos ocupantes dos veículos, dos demais veículos e dos pedestres.

Para isso, os carros são abastecidos em tempo real com milhões de dados, de modo a identificar desde objetos móveis e imóveis no caminho até os diferentes níveis da rodovia, placas, sinalizações, limites de velocidade e pontos de interesse, antecipando as manobras do veículo e o seu comportamento dinâmico em relação a uma determinada via.

Enquanto um motorista normal pode ter um obstáculo para a leitura da placa, um carro autônomo, por outro lado, pode identificar o conteúdo e mapear com antecedência todos os limites de velocidade de uma viagem de longa distância, planejando dessa forma o melhor momento para realizar frenagens e acelerações, por exemplo, contribuindo para o fluxo de veículos e para uma viagem mais segura, confortável e previsível.

Ou seja, os mapas podem ser considerados o “cérebro” dos veículos autônomos, responsáveis pela a orientação do carro pela via, o que inclui a realização de curvas ou redução da velocidade até a frenagem nos semáforos, paradas para reabastecer o combustível, manter distância segura do veículo dianteiro e traseiro, ou simplesmente manter velocidade de cruzeiro.

Dispositivos da HERE Technologies

O mapa digital em alta definição - HD Live Map da HERE ajuda o veículo a realizar a leitura antecipada da via, por meio de uma base de dados na nuvem e de sensores que fornecem uma posição precisa do veículo. 

O protocolo padrão SENSORIS, também desenvolvido pela HERE, padroniza a comunicação entre os veículos, permitindo aos carros conectados à plataforma a visibilidade uns dos outros, recebendo as informações dos veículos ao redor para antecipar os movimentos, tomar decisões cada mais inteligentes e melhorar o fluxo do trânsito. Nesse ano, os carros da BMW já começaram a colaborar com a Plataforma de Localização Aberta da HERE (OLP), compartilhando dados coletados durante o trajeto.

segunda-feira, 26 de junho de 2017

VEÍCULOS DA JAGUAR LAND ROVER MAIS PRÓXIMOS DE DIRIGIR NAS RUAS DA CIDADE DE FORMA AUTÔNOMA

A Jaguar Land Rover demonstrará hoje a tecnologia do protótipo autônoma nomeada de Autonomous Urban Drive (Condução Urbana Autônoma) pode permitir que um veículo funcione de forma autônoma dentro de uma cidade, obedeça semáforos e trafegue em intersecções rodoviárias e rotatórias.

A Autonomous Urban Drive foi projetada e desenvolvida no Reino Unido. É o passo mais próximo de alcançar a autonomia "nível quatro" nos futuros veículos da Jaguar Land Rover na próxima década.

Os veículos autônomos de nível quatro são capazes de realizar toda a tarefa de condução para ambientes específicos, como vilas e cidades, sem qualquer intervenção do motorista. Usando a tecnologia do protótipo de Autonomous Urban Drive, os passageiros podem selecionar um local e o veículo de estudo Range Rover Sport decidirá a melhor rota. Ele pode navegar em um ambiente urbano complexo que está sendo testado no terreno de prova HORIBA MIRA.

A Jaguar Land Rover está desenvolvendo tecnologias de veículos totalmente e semiautônomos para oferecer aos clientes a escolha de uma unidade de carro ou autônoma, mantendo uma experiência de condução agradável e segura. A visão da empresa é tornar o carro autônomo viável na mais ampla gama de ambientes de condução de vida real, fora de estrada e variações climáticas.

Tony Harper, diretor de pesquisa em engenharia da Jaguar Land Rover, disse: "O cenário automotivo está mudando mais rápido do que nunca. Como uma empresa de tecnologia, nossa inovação é contínua e nossos carros do futuro se tornarão mais capazes, mais limpos, mais conectados, mais desejáveis e inteligentes".

A Autonomous Urban Drive está sendo demonstrada como parte do projeto de pesquisa e desenvolvimento de £ 20 milhões do Autodrive do Reino Unido, que está levando o país para a vanguarda da inovação conectada e autônoma. A Jaguar Land Rover está trabalhando com o Centro Técnico Europeu da Ford e da Tata Motors testando tecnologias conectadas que permitirão que os carros conversem entre si, bem como com a infraestrutura da estrada, como os semáforos.

Após os testes finais provado hoje, o primeiro conjunto de ensaios nas estradas públicas deve ser feito em Milton Keynes e Coventry até o final deste ano. Estes ocorrerão inicialmente em estradas fechadas antes de evoluir para ensaios e demonstrações abertas à medida que o projeto chega ao fim no verão de 2018.

Tecnologias de veículos conectados:

Intersection Collision Risk Warning (ICRW) avisa o motorista antecipadamente quando não é seguro entrar em uma intersecção em razão de uma alta probabilidade de uma colisão. O ICRW poderia reduzir o número (e gravidade) das colisões e reduzir o congestionamento.

In Vehicle Signage (IVS) envia as informações rodoviárias e de trânsito, tais como obras na estrada ou mudança de limite de velocidade, diretamente na exibição do carro, minimizando a dependência de sinais físicos na estrada. Esta tecnologia conectada visa a reduzir acidentes e congestionamentos.

Emergency Vehicle Warning (EVW) diz aos motoristas quando e de onde um veículo de emergência se aproxima. Esta tecnologia conectada visa a melhorar a segurança, reduzir o tempo de viagem para o veículo de emergência e reduzir o congestionamento, ajudando os motoristas a ir para o acostamento mais rapidamente e de forma menos estressante.

quinta-feira, 9 de fevereiro de 2017

Fernando Calmon - Alta Roda - Dedos cruzados

Alta Roda nº 927/27630– 093– 0oda nº852/0211508– 2oda nº851/2017

Fernando Calmon
Sinais ambíguos nesse começo de ano quanto à evolução do mercado brasileiro. Em janeiro passado, comparado ao mesmo mês de 2016, as vendas internas caíram 5,2% (147,2 mil unidades entre automóveis e comerciais leves e pesados). Número desanimador para quem acreditava que o País parou de cavar o fundo do poço. No entanto, a produção, puxada por crescimento expressivo de 56% no número de veículos exportados, subiu 17%. 

Exportações não explicam todo o crescimento da produção. O número de veículos em estoque passou de 36 para 38 dias, mas existe um pormenor interessante. Os dois dias a mais em relação a dezembro de 2016 (normalmente um mês bom para comercialização) estão nos pátios dos fabricantes, depois de vários meses de esforço da indústria para diminuir a produção e controlar o estoque. 

Se o número de veículos nos pátios das concessionárias ficou estável de dezembro para janeiro, pode significar alguma sinalização de aumento das encomendas para os fabricantes. Fatores sazonais também influenciaram as vendas de janeiro. O consumidor talvez tenha resolvido esperar mais um pouco para verificar se a redução da taxa primária de juros (Selic) alteraria as condições de financiamento ao longo do ano. Juros no financiamento de veículos dependem mais da inadimplência do que da Selic, embora algum benefício sempre venha. 

Fato incontestável é a dificuldade de entender o que ocorre agora no mercado automobilístico e as tendências para o resto do ano. Sondagem da Fundação Getúlio Vargas aponta uma subida de 6,2 pontos percentuais no índice de confiança do consumidor em geral. Até a proporção de famílias endividadas, segundo a Confederação Nacional do Comércio, atingiu o número mais baixo desde meados de 2010. Continuam, ainda, as incertezas políticas e se o esforço pelas reformas econômicas para tirar o Brasil da recessão, mesmo em médio prazo, se transformaria em leis no Congresso. 

Produção recorde da agricultura brasileira é a única certeza de que dinheiro novo irá irrigar a economia nos próximos meses, ajudando a manter a inflação cadente. 

Há outro fato novo e positivo. A partir de março próximo o dinheiro de contas inativas do FGTS – montante mais do que generoso de R$ 40 bilhões – será liberado parceladamente. Servirá para pagamento de dívidas, aumento de poupança e até de consumo. Quanto caberá a cada destinação fica difícil de prever, segundo analistas. Quem cogita de, finalmente, depois de três anos de abstinência forçada, trocar de carro por um zero-quilômetro, talvez queira colocar a mão naquele dinheiro inesperado para aumentar o valor da entrada e gastar menos com juros de financiamento. 

Se essa última hipótese prevalecer, o primeiro trimestre do ano continuará fraco. Em compensação os trimestres seguintes tenderiam a ser melhores. Por enquanto, a Anfavea não mudou sua previsão: 2017 teria números 4% melhores no mercado interno do que 2016. A General Motors, atual líder de vendas e primeira a vislumbrar o enorme tombo ocorrido em 2015 e 2016, espera recuperação de até 10% do mercado brasileiro em 2017. 

Mantenhamos os dedos cruzados. 

RODA VIVA

HONDA revelou o interior do seu crossover WR-V e todas as modificações estruturais em relação ao Fit. Não se trata de um carro todo novo e sim uma opção interessante entre seu modelo de entrada e o HR-V. O preço só será anunciado em meados de março. Desenvolvimento meticuloso feito no Brasil atenderá à procura crescente de veículos com esse porte e visual. 

ENCERRADAS as tratativas entre a chinesa Chery e o Grupo Caoa para que a empresa brasileira assumisse a comercialização total ou parcial dos produtos da marca oriental. Conversas até avançaram, sem chegar a bom termo. Caoa, além de produzir veículos Hyundai, importa estes modelos sul-coreanos e os japoneses da Subaru. Situação ruim do mercado foi uma das razões. 

ALEMANHA é o primeiro país a regulamentar a circulação de carros autônomos, abrindo espaço para circulação em vias públicas. O motorista continuará responsável por intervir em situações emergenciais, monitorado por dados armazenados no veículo. Não se sabe, porém, se os fabricantes de veículos aceitarão o risco jurídico associado ao mundo real. 

POR sua vez, o Ministério dos Transportes dos EUA decidiu que a partir de 1º de setembro de 2019 todos os novos veículos elétricos ou híbridos de até 5 t de peso bruto total (inclui picapes e furgões) terão de emitir sons audíveis para alertar pedestres sobre a sua aproximação. A exigência será para velocidades de até 30 km/h, tanto em marcha à frente quanto à ré. 

MAIS um aplicativo para telefones aproxima, sem intermediários, quem quer vender e comprar veículos seminovos e usados. Segundo a Car4Sale “ofertas dos compradores são progressivas, a partir de preço inicial definido pelo algoritmo do aplicativo com base no cruzamento de informações de carros do mesmo modelo vendidos na própria plataforma e em sites”. 


PERFIL
Fernando Calmon (fernando@calmon.jor.br), jornalista especializado desde 1967, engenheiro, palestrante e consultor em assuntos técnicos e de mercado nas áreas automobilística e de comunicação. Sua coluna automobilística semanal Alta Roda começou em 1999. É publicada em uma rede nacional de 85 jornais, sites e revistas. É, ainda, correspondente no Brasil do site just-auto (Inglaterra).
Siga também através do twitter:  www.twitter.com/fernandocalmo fernando@calmon.jor.br e www.facebook.com/fernando.calmon2


domingo, 23 de outubro de 2016

JAGUAR LAND ROVER IMPULSIONA TECNOLOGIAS PARA VEÍCULOS AUTÔNOMOS E CONECTADOS

A Jaguar Land Rover apresentou novas tecnologias para veículos autônomos e conectados como parte das demonstrações UK Autodrive que aconteceram hoje. Primeiro no Reino Unido, a Jaguar Land Rover está trabalhando com a Ford e a Tata Motors para testar tecnologias conectadas que irão permitir que, no futuro, carros conversem uns com os outros, bem como com infraestruturas das ruas, como semáforos.

As tecnologias de carros autônomos e conectados são uma das prioridades de pesquisa da Jaguar Land Rover. Está sendo criada uma frota de mais de 100 veículos para pesquisa, para desenvolver e testar uma vasta gama de tecnologias de veículos autônomos nos próximos quatro anos. Em última análise, essas tecnologias irão melhorar a experiência de direção, bem como torná-la mais inteligente, segura e até mais limpa nos próximos anos.

Tony Harper, chefe de Pesquisa da Jaguar Land Rover, afirmou: “Nós sabemos que existe um enorme potencial para essas tecnologias em futuros veículos ao redor do mundo. Até agora nós focamos em comunicação entre veículos Jaguar Land Rover, essa abordagem colaborativa é um passo maior para a todos os veículos autônomos cooperarem uns com os outros no futuro.”

A Jaguar Land Rover está desenvolvendo tecnologias para veículos totalmente autônomos e também semi-autônomos que poderão ajudar o condutor em situações difíceis – ou até entediantes – e torná-las mais fáceis e agradáveis. A visão da empresa é fazer dos carros autônomos uma alternativa viável na vida real, tanto no asfalto como fora de estrada e em diversas condições climáticas.

Tecnologias para veículos autônomos e conectados
Com o Avançado Highway Assist o veículo pode fazer ultrapassagens automaticamente ou se manter em sua faixa na estrada sem que o motorista tenha que tocar no volante ou nos pedais

O Electronic Emergency Brake Light Assist avisa os motoristas quando o veículo à frente freiou bruscamente. Isso é particularmente usado quando se está dirigindo sob uma densa névoa ou quando o veículo à frente está fora de vista.

Imagine trafegar pelo centro de Londres ou Paris sem precisar parar nos semáforos porque eles estão sempre verdes. Isso será possível com o Green Light Optimal Speed Advisory. O carro se conecta com os semáforos, avisando o motorista qual a melhor velocidade para trafegar que garanta que todos os semáforos estarão verdes. Isso irá melhorar o trânsito, emissões de CO², assim como a experiência de direção do motorista.

UK Autodrive
UK Autodrive é um consórcio de empresas automotivas, líderes de tecnologia, autoridades locais e instituições acadêmicas que trabalham juntas em uma seleção de carros de auto-condução e tecnologias conectadas. Ele está ajudando a estabelecer o Reino Unido como um centro global para a investigação, desenvolvimento e integração de veículos automatizados e conectados na sociedade. O consórcio também irá investigar outros aspectos da condução automatizada, incluindo segurança e questões de cyber-segurança, bem como a aceitação do público para os veículos conectados e autônomos.


segunda-feira, 1 de fevereiro de 2016

JAGUAR LAND ROVER TESTA TECNOLOGIA “CONNECTED AND AUTONOMOUS VEHICLE” NO REINO UNIDO

A Jaguar Land Rover está investindo num “laboratório vivo” de 66 quilômetros para testar a tecnologia Connected and Autonomous Vehicle (CAV), ou veículos autônomos e conectados, em situações reais de condução. O primeiro corredor CAV do Reino Unido compreende ruas das cidades de Coventry e Solihull, onde se localizam os endereços da matriz da empresa.

Intitulado UK-CITE (Connected Intelligent Transport Environment, ou ambiente de transporte inteligente e conectado), o projeto de £ 5,5 milhões vai criar a primeira rota britânica para testar a tecnologia dos sistemas carro-a-carro e carro-a-cidade. Por isso, novos materiais de comunicação para os motoristas serão instalados pela rota ao longo de três anos. Dessa forma, será possível testar uma frota de até 100 veículos autônomos e conectados, incluindo cinco modelos Jaguar e Land Rover.

Os carros em teste provarão diferentes tecnologias de comunicação que visam compartilhar dados entre si e entre os carros, bem como a infraestrutura de trânsito disponível nas cidades, incluindo semáforos e sinalizações.

O ministro britânico de Inovação e Negócios, Sajid Javid, informou hoje que o governo do Reino Unido participa com £ 3,41 milhões do total, por meio de um fundo criado especificamente com o propósito de desenvolver veículos autônomos e conectados.

O Dr. Wolfgang Epple, diretor de Pesquisas e Tecnologia da Jaguar Land Rover, diz: “Este laboratório em tempo real permitirá que nossas equipes e parceiros testem tecnologias desenvolvidas para veículos autônomos e conectados em cinco tipos diferentes de ruas e interesecções. Corredores como esses competem com outros similares na Europa continental e numa escala global.” 

Para o executivo, “essas tecnologias devem melhorar a segurança nas estradas e a experiência ao dirigir, além de reduzir congestionamentos e auxiliar o fluxo de trânsito em geral. Isso também nos permite atender a uma crescente demanda de clientes que pedem veículos conectados”. Essas tecnologias também contribuem para melhor monitoramento e gerenciamento do trânsito nas grandes cidades, pois capturam dados de todos os carros conectados e, consequentemente, fornecem uma análise de volta aos motoristas.

Com a tecnologia Cooperative Adaptive Cruise Control (CACC), os carros conectados cooperarão entre si com troca de informações sobre troca de faixas e saída de entroncamentos rodoviários de maneira eficiente e segura.

Avisos “além do horizonte”
No futuro, as mensagens de aviso que hoje aparecem nas placas eletrônicas das estradas inglesas serão compartilhadas diretamente com os painéis dos carros conectados, o que seria uma oportunidade de diminuir custos com sinalizações de rua. No Reino Unido, a instalação dessas placas custa aproximadamente £ 1 milhão aos cofres públicos.

A equipe da Jaguar Land Rover vai testar em tempo real o sistema. Além de avisar os motoristas, a tecnologia avisa os próprios carros autônomos, possibilitando que eles reajam rapidamente a acidentes e congestionamentos à frente.

Dr. Epple afirma: “Um motorista bem informado é um motorista mais seguro, enquanto que um veículo autônomo precisa receber boletins sobre a situação do trânsito à frente. Os benefícios para os carros e motoristas são enormes, como trocar informações sobre freadas bruscas que acabaram de ocorrer ou carros fazendo fila por causa de um congestionamento que se forma adiante. O carro, portanto, pode agir e alterar a rota ou até intervir na direção.”

Carros autônomos menos robóticos
Paralelamente, em projeto da Jaguar Land Rover, funcionários públicos do bairro de Greenwich começam a testar veículos autônomos das marcas que estão sendo estudadas para terem reações mais parecidas com a de motoristas humanos. A intenção é que esses carros registrem como vários motoristas humanos reagem ao se depararem com situações como congestionamentos pesados, cruzamentos de ruas travadas, tempestades e interferências do tempo, além de obras nas vias.

Sensores instalados nos carros marcam as reações naturais dos motoristas em situação de estresse e que exigem tomadas de decisões complexas. Os sensores captarão também o comportamento de motoristas ao darem passagem em rotatórias e intersecções, ao entrarem em faixas com mais ou menos carros ou ao notarem a aproximação de carros de emergência, como ambulância e polícia.

As informações obtidas serão usadas no projeto MOVE-UK do governo local para desenvolver políticas de seguro para carros autônomos futuros.

Dr. Wolfgang Epple comenta: “Para lançar carros autônomos, precisamos focar ainda mais o motorista em si. Entender como diversas pessoas reagem em tantas situações reais e distintas do dia a dia é essencial para fazer carros autônomos no futuro, pois os clientes precisam confiar totalmente no carro antes de optar por comprar um autônomo. Um Jaguar ou Land Rover autônomo do futuro não pode ser robótico.”