sexta-feira, 8 de janeiro de 2016

Roberto Nasser - De carro por aí

Coluna 0216 - 08.01.2016 edita@rnasser.com.br  

Temporada de anúncios: Nissan Kicks, Ford Ranger, Renault Alpine

2016 começou bem. Dia 3 o presidente mundial da aliança Renault-Nissan, queimado de sol, aparência tropical, recuperando a cor após ano em avião e reuniões na Europa, Japão e USA, surpreendeu jornalistas sem férias: anunciou a produção do Kicks, conceito a se materializar em SAV nos próximos meses. 

Carrinho ajeitado, mostrado como protótipo de estilo no último Salão do Automóvel, 2014, S Paulo, agradou e o mercado sinalizou a oportunidade de produção. Hoje o segmento pretendido é o de maior expansão. Não é de SUV – Sport Utility Vehicle – aqui utilitários esportivos, marcados pelas formas e pela tração nas 4 rodas. Mas desdobramento, opção dos consumidores satisfeitos em aparentar inexistentes ares de disposição e valentia. São os SAV –Sport Athletic Vehicle – tem jeito mas sem apetrechos para ousadia fora do asfalto.

Segmento amplo, nele está o Honda HR-V, lançado neste ano, superando em vendas tradicionais Ford EcoSport, Renault Duster, Peugeot 2008, disputando mês a mês com o Jeep Renegade. Na prática e no segredo da rentabilidade, são versões sobre plataformas mecânicas já existentes – Ford Fiesta, Renault Logan, Peugeot 208. Apenas o Renegade é de nova formulação.
O Kicks é proposta nova e o Brasil será o primeiro país a produzi-lo. Tem traços típicos da Nissan – planos, cortes, reentrâncias, uma agonia para proprietários: qualquer pequeno amassão e a peça é condenada.

Fórmula é a mesma tão aviada: plataforma comum ao March e ao Versa; motor Nissan 1,6, ambos produzidos em Resende, RJ. Novidade será o uso de transmissão com polias variáveis, dita CVT, antes aplicada ao Tiida. Prazo para lançamento, rápido. O eng Ghosn autorizou gastar R$ 750 M para viabilizar o produto. A exiguidade indica colocá-lo nos revendedores logo após o grande efeito multiplicador de divulgação oferecido pelos Jogos Olímpicos, dos quais a Nissan é co patrocinadora. Entre 5 e 21 de agosto será multi exposto como carro de deslocamento de atletas e cartolas, gerará imensurável mídia em mercados de interesse na fábrica nipo-fluminense: Brasil e América Latina.

Choro, riso
Filho de árabes, o eng Ghosn é atavicamente hábil com números, porém substituiu o raciocínio e a conversa concêntricos, pelo rápido uso da cimitarra no cortar custos e pessoas. No Japão a katana nipônica de oposição não deu para a saída, e no Japão cortou 16 mil empregos na Nissan, salvou a empresa, criou jurisprudência, virou lenda. 

Sussurros no mercado sugeriam, durante a temporada na costa brasileira, o eng Ghosn, nascido em Porto Velho, Ro, entre um mergulho e outro dedicara-se a afiar sua confiável cimitarra usando os dados de descumprimento de suas ordens para a Nissan Brasil, obter 2,5% do mercado – ficou em 2,1%, 20% menos que o demandado. E a poli-la com a informação da grande e moderna fábrica estar ociosa. Cabeças rolariam foi vaticínio e motivo para alguns brindes na virada do ano.

Entretanto um problema industrial no México deu sobrevida à questão: a Nissan cresceu no mercado dos EUA, em boa parte abastecido pela mesma fábrica supridora de Sentra ao Brasil e à América Latina. Assim, como uns choram perdas e outros contabilizam lucros vendendo colírio e lenços, Ghosn-bey deu sobrevida à questão, correndo com o lançamento do Kicks e mandando estruturar canal de vendas deste, do Versa e do March brasileiros aos países da América Latina, forma de aumentar a atividade industrial, a participação no mercado doméstico e fazer lucros.

O corcoveio econômico previsto para o Brasil em 2016 ajudaram a manter François Dossa na presidência da Nissan Brasil. Ex-banqueiro, dele a Aliança espera a expertise necessária para a travessia do deserto ondulado que se nos afigura.

Ford Ranger 2. série
Ford divulgou ilustrações sobre painel e interior do Ranger 2ª. Série, melhorias aplicadas sobre o picape totalmente revisado e no mercado há três anos. Na Argentina, onde produzido, já foi apresentado a revendedores e jornalistas. A foto de ilustração foi tomada em restaurante da avenida Costanera, Buenos Aires.
Mudanças cosméticas. Alteração no desenho da grade frontal e faróis, aplicação de tela com 20 cm de superfície. Previsão para março.

Alpine volta
Veículo e marca icônicos a quem tem mais de 50 anos, os Alpine foram criação de Jean Rédélé revendedor Renault em Dieppe, França. Fórmula mágica de plataforma com intrincada mistura de tubos de ferro e de plástico reforçado com fibra de vidro, foi a grande marca francesa nas competições dos anos ’70. O Brasil foi base, ponto, apoio e alavanca para isto.

Cresceu, foi comprada pela Renault e, como acontece em sociedades entre a finura da tecnologia com a grosseria do capital, encerrou-se.
Nome com enorme potencial num país onde a indústria não dispõe de nenhum esportivo verdadeiro; tecnologia esportiva disponível em sua área de competições; a Renault entendeu re-ativá-la. Fez sociedade com a inglesa Caterham, projeto, protótipo, mas o negócio não deu certo. Assumiu e tem feito apresentações em corridas, nas míticas 24 Heures Du Mans, e no circuito inglês de Goodwood, meca europeia de carros antigos.

Agora, entretanto, Carlos Ghosn, le patron, avocou a si o projeto, e definiu: será nova linha de veículos performáticos Renault. Não apenas a Berlinetta – o GT esportivo -, mas terá um SAV. Nada de produto solitário, mas uma família, uma inspiração na linha DS da patrícia Citroën.

Plataforma em alumínio, peso total em 1.100 kg, grupo moto propulsor sobre o eixo traseiro. Será o 1.8 turbo do Clio RS, produzindo entre 250 e 300 cv, transmissão com duas embreagens, sete velocidades. Quer competir em performance e vendas com Porsche Cayman e Alfa Romeo 4C, sofreando o preço em E 50 mil. Apresentação de veículo e planos em 16 de fevereiro.

Aqui
Tomara, eflúvios e divulgação maciça fendam o duro coração da Renault no Brasil. Aqui, onde produzimos o Alpine A 108 com o nome de Willys Interlagos e criamos rótulo inteiramente diversificado, de vencedor em provas de velocidade, estuda proposta do designer João Paulo Melo para produção, parceria ou auxílio para reedição do Interlagos. Projeto assemelhado, ora em análise para receber o conjunto recém desenvolvido para o Sandero RS.

Aniversários: VW Brasil e Jeep
Dia 03 marcaram-se 57 anos do início da produção oficial do VW 1200, o Fusca, no Brasil. Antes a operação local se dividiu entre a VW e a representante Brasmotor, mas era contida, simplória montagem. História importante, o Brasil foi o primeiro país para onde a VW se espraiou, e a resistência do pequeno e simplório carro era – e continua sendo no Brasil sem estradas asfaltadas – adequada ao país começando a ser amanhado pelas rodas. Fez-se presente por mais de 3 milhões de unidades. (Há amplo texto sobre tal performance no sítio Autoentusiastas, matéria assinada pelo professor Alexander Gromow ).

E com data imprecisa, entretanto em 1941, nascia o Jeep, como exigência do estado norte-americano para veículo aplicável às operações na II Guerra Mundial – o conflito ainda estava do outro lado do mundo, mas como previsto chegou até estas bandas.

Projeto mágico e recordista: em uma semana o projetista Carl Probst, da fechada American Bantan deu forma e listou fornecedores para fazê-lo. E construiu-o em 44 dias. Deixou sem graça todos as grandes marcas, então insistindo na impossibilidade. Daí, a partir do projeto da Bantam, a Willys fez um modelo e a Ford, outro. Avaliados pelo governo chegou-se a um mix final, indo à produção em três versões. Bantan com morfologia própria, Willys e Ford quase iguais. Foi uma das ferramentas responsáveis pelo êxito dos Aliados no conflito.

Marca persiste e hoje é a parte mais rentável da operação norte americana da FCA – a Chrysler comprou-a e a Fiat assumiu-a formando a FCA. Para comemorar, faz séries especiais para cada uma de suas famílias – Compass, Cherokee, Grand Cherokee, Renegade, Wrangler e Wrangler Unlimited. Variações de Verde, rodas em liga leve pintadas em bronze, personalização na decoração interna.

Roda-a-Roda
Líder – Toyota manteve liderança mundial de vendas. Volkswagen, em marcha batida para ocupar a primeira posição, perdeu aceleração no último trimestre com o Dieselgate, problema com as emissões poluentes superiores às normas mundiais.

Polêmica – Alessandro Maccolini, responsável pelo estilo do novo Alfa Romeo Giulia contestou críticas do automóvel ter sido inspirado no BMW Series 3. Refutou dizendo ser a base de inspiração o mítico 156. O Giulia, apresentado ano passado, tem tido início de vendas adiado. Previsão é para maio/junho.


Será? – Polêmico Sergio Marchionne, CEO da FCA anunciou mudança de planos: deixa de procurar marca para associação – mais recente foi a GM -, e marcou data de aposentadoria: 2018, fim do programa de 5 anos, aos 63.

Foco – Teoria de Marchionne é simples: a briga de foice para sobrevivência em tempos de globalização passa por volumes. Conseguiu com a Fiat incorporando a Chrysler, e caminhando para vender 7M unidades em 2018.

Ação – Apesar das medidas de reconhecimento, investigação à questão das emissões superiores às normas legais, e reparos em curso para mitigar o problema, o governo dos EUA através da EPA, a agencia de proteção ambiental, intentou ação contra a matriz da Volkswagen.

... ações – Pretende re-call a mais de 600 mil veículos sob a marca, incluindo VW, Porsche, Audi equipados com motores diesel L4 2,0 e V6 3,0. Multas pelo quantitativo alcançariam US$ 21B. Ainda haverá muita discussão.

Del Año – Fipa, federação latino americana de jornalistas especializados, elegeu os melhores ao olhar dos associados: Carro do Ano, BMW Series 7;SUV do Ano, Volvo XC90; Elétrico com 4 rodas, Nissan Leaf; e 3 rodas Toyota Prius 1.8. Piloto do Ano, argentino José Maria Pechito López, de rallies.

Baixa – Novo governo argentino por Mauricio Macri reduziu os impostos sobre veículos. Haviam sido elevados dentro da torta óptica veno-bolivariana de fazer tesouro sobre o consumidor. A grosso modo calcula-se redução de preço final aos consumidores em 46 % sobre veículos importados e 25% sobre argentinos.Mercado virará um tango entre estoque e novos, mas crescerá bastante.

Liderança – Disputa charmosa a traçada entre as marcas com veículos caros, os ditos Premium, mostrou a Audi na liderança, crescendo 40,4% em relação a 2014, comercializando 17.539 unidades, recorde nacional no segmento. Não é sorte ou dado episódico. Desde 2013 ao decidir fazer fábrica no Brasil se prepara.

Mobi – Dito como descoberto por Car and Driver, Mobi será o nome do novo Fiat, o X1H, pequeno para suprir o espaço aberto pelo fim do Uno. Lançamento em abril/maio.

Classificação – Lifan, chinesa complementando veículos no Uruguai, vendendo-os no Brasil, feliz com o rótulo de BOM pelo sítio Reclame Aqui, ferramenta on line para reclamação dos consumidores. Para a Lifan, assumindo sua marca ao antigo representante, Bom é ótimo
.
Tecnologia – Para se harmonizar com o Mustang Shelby GT350R, o mais potente em cinquenta anos, Ford aplicou-lhe rodas em fibra de carbono. 
Mais leves, melhoram a suspensão. Para isolar o material do calor gerado pelos freios, revestiu em plasma cerâmico utilizado nos ônibus espaciais.

Caminho – Prefeitura de S Paulo vedou licenciamento como taxis de carros com menos de 2,45m de distância entre eixos. Decisão busca oferecer mais conforto aos passageiros. Na prática barra no baile o Chevrolet Classic e o Fiat Siena. A nova regulamentação exige ABS, duas almofadas frontais de ar, ar condicionado e sistema de pagamento em cartão de crédito.

Razão – Reflete a concorrência com o serviço Uber, com carros e confortos superiores à frota dos taxis comuns, e inicia aproximar os dois conceitos.

Mudança – Branco se incluiu na ditadura do Preto e Prata como cores preferidas para veículos. Levantamento do sítio WebMotors diz nos últimos 12 meses a demanda pelos veículos alvos dobrou.

Giro – Assembleia Legislativa paulista aprovou boa ideia, apta a ser seguida por outros estados: entendimento entre órgãos executivos de trânsito e rodoviários para rápido trocar de informações e providências enviando a leilão público veículos apreendidos pelo Detran estadual.

Limpa – Quer resolver o assunto de falta de área de estacionamento, com estoque se acumulando por lentidão de procedimentos. Dá celeridade a nova definição por legislação federal: veículo apreendido e não reclamado em 60 dias, será enviado a leilão. Prazo curto significa menor desvalorização.

Proteção – Empresa Endure se instalou em Nova Lima, beiradas de Belo Horizonte, para aplicar blindagens opacas Nível IIA – armas de 9mm e Magnum 44. Capital de Minas é o terceiro mercado da especialidade, com 5% das 12 mil blindagens/ano. Custo entre R$ 40 mil e R$ 80 mil.

Evento – Nem Mercedes semi novo, nem automóvel antigo, preferidos para uso em casamentos. Noiva da Praia Grande, litoral paulista, chegou à igreja em ônibus urbano. Graça da Viação Piracicabana, onde trabalha.

Imprensa – Sítio Argentina Autoblog festeja 10 anos. É dos melhores do setor, rico em informações, análises, testes, tudo em exaltada argentinidade. Tem, ainda, ação social recrutando apoios e meios a entidades desassistidas.

SP1 – 4 – Durante anos contaram-se apenas duas unidades restantes de VW SP1: uma, prata na fábrica VW, outra azul em Belo Horizonte. Há dias Coluna contou localização de unidade branca, no Rio de Janeiro. Agora, indica Enio Brandenburg, de Santa Catarina, há 4º. exemplar, Verde Mentol, comprado em Porto Alegre, RS, único dono.

Retífica RN – Derrapagem da Coluna passada. A proposta ao leitor de exibir nova gasolina é para a aditivada, que deveria se tornar padrão, acabando a produção da não aditivada. Petrobrás adiou e promete para o próximo ano.


Nissan Kicks ganha hotsite para clientes

Com o objetivo de divulgar e antecipar informações sobre um dos lançamentos mais aguardados do mercado automotivo neste ano, a Nissan pôs no ar um hotsite para o Nissan Kicks,crossover anunciado esta semana pelo Presidente e CEO da Nissan Motor Company, Carlos Ghosn, na sede brasileira da companhia, no Rio.

O hotsite traz, como imagem de fundo, um ambiente urbano noturno e ainda dá mais informação sobre o design do novo modelo ao conter uma formato do futuro crossover estilizado em lightpaint art.


O Nissan Kicks, que será vendido globalmente, começando por mercados da América Latina em 2016, foi inspirado no Kicks Concept apresentado na edição de 2014 do Salão do Automóvel de São Paulo e, em junho de 2015, foi mostrado no Salão de Buenos Aires, na Argentina. O protótipo do Kicks marcou a evolução do conceito Extrem, que havia sido mostrado no evento de São Paulo em 2012.

ANFAVEA DIVULGA RESULTADOS DE 2015

A Associação Nacional dos Fabricantes de Veículos Automotores, Anfavea, entidade que representa os fabricantes de autoveículos e máquinas autopropulsadas, apresentou na quinta-feira, 7, em São Paulo, suas projeções para o desempenho de licenciamento, exportação e produção da indústria automobilística em 2016.

De acordo com os dados, há expectativa de que a produção registre estabilidade na comparação com o ano passado, com ligeiro aumento de 0,5%. Na visão de Luiz Moan Yabiku Junior, presidente da Anfavea, dois fatores principais contribuem para esta análise:

"Acreditamos que em 2016 haverá um aumento das exportações, ocasionado pelo esforço das empresas em expandir negócios externos em um momento cambial oportuno. Além disso, também em função do câmbio, projetamos redução da participação dos importados, que tendem a ser substituídos por produtos nacionais. Esses dois fatores, aliados a uma estabilidade do contexto macroeconômico, maior número de dias úteis e expectativa de lançamentos, nos levam a crer em aumento da produção este ano, mesmo com alguma retração do licenciamento".

A entidade prevê que os licenciamentos de autoveículos em 2016 devem cair 7,5% quando comparados com 2015. Para exportações, novo crescimento deverá ocorrer este ano: a projeção é de elevação de 8,1%. Para o segmento de máquinas autopropulsadas, os dados apontam aumento de 2% nas vendas internas, elevação de 2,3% da produção e alta de 7% na exportação.

Desempenho da indústria automobilística em 2015
A Anfavea divulgou também na quinta-feira, 7, o balanço do último mês de 2015 e o desempenho consolidado da indústria automobilística em 2015. Os dados mostram que em dezembro foram comercializados 227,8 mil autoveículos, número 16,7% maior que novembro e 38,4% menor que o mesmo mês do ano anterior.

Com o resultado, as 2,57 milhões de unidades negociadas em todo o ano de 2015 representam uma retração de 26,6% com relação as 3,50 milhões de 2014. Para Luiz Moan Yabiku Junior o abalo na confiança foi o principal fator de influência para o resultado:

"O cenário político de 2015 contribuiu para a redução da confiança dos consumidores e investidores. A consequência disso é o adiamento da compra, pois se criou uma expectativa por definições para dar maior previsibilidade e propiciar um melhor planejamento".

Já as exportações, impulsionadas pela valorização do dólar e também pelos acordos comerciais firmados em 2015 - Argentina, Colômbia, México e Uruguai - registraram alta: em 2015 saíram do Brasil 417 mil unidades, o que frente as 334,2 mil de 2014 resultaram em acréscimo de 24,8%. Só em dezembro foram 46,2 mil autoveículos exportados, 26,5% maior que as 36,5 mil de novembro e 97,2% acima das 23,4 mil do último mês de 2014.

A produção de autoveículos terminou 2015 com redução de 22,8% na comparação das 2,43 milhões de unidades do ano passado com as 3,15 milhões de 2014. Em dezembro foram fabricados 142,9 mil autoveículos, baixa de 18,4% sobre os 175,1 mil de novembro e retração de 30% frente as 204 mil de dezembro de 2014.

Caminhões e ônibus
No segmento de caminhões, houve retração no licenciamento de 47,7%, com 71,7 mil unidades em 2015 e 137,1 mil em 2014. No último mês do ano passado, foram comercializadas 5,6 mil unidades, alta de 18,6% sobre as 4,7 mil de novembro e baixa de 59% ante as 13,7 mil de dezembro de 2014.

Nas exportações, a alta foi de 17,7% na comparação anual: foram 20,9 mil unidades em 2015 e 17,7 mil em 2014. Na análise mensal, as 1 mil unidades de dezembro representam diminuição de 59,6% frente as 2,5 mil de novembro, mas elevação de 20,2% em relação as 0,8 mil de dezembro de 2014.

A produção de caminhões também retraiu de um ano para o outro, com 74,1 mil unidades em 2015 e 140 mil em 2014, baixa de 47,1%.

O segmento de ônibus também registrou resultado menor, de 38,9%, ao se defrontar as 16,8 mil unidades licenciadas em 2015 com as 27,5 mil de 2014. A exportação de ônibus encerrou o ano com 7,3 mil unidades, 10,9% acima das 6,6 mil do ano anterior.

A produção de chassis caiu 34,7%: foram 21,5 mil unidades em 2015 e 32,9 mil em 2014. Na análise mensal, os 0,5 mil chassis produzidos em dezembro ficaram 48,2% abaixo dos 1 mil de novembro e 10,4% menores que os 0,6 mil de dezembro de 2014.

Máquinas autopropulsadas
O segmento de máquinas fechou o ano com vendas internas no atacado de 44,9 mil unidades, número 34,5% menor que 2014. O mês de dezembro repetiu exatamente a quantidade de máquinas comercializadas, 2,2 mil unidades, mas caiu 45,9% na comparação com dezembro de 2014.

A produção do segmento registrou queda de 32,8% ao se comparar as 55,3 mil máquinas fabricadas em 2015 com as 82,3 mil de 2014. Nas exportações a contração foi de 27,2%: 10 mil unidades no ano passado contra 13,7 mil do ano anterior.

Triumph inicia vendas da Tiger 800XRx low seat

A Triumph lança no mercado brasileiro, nesta semana, a nova Tiger 800XRx low seat, uma das atrações da marca no Salão Duas Rodas do ano passado. O modelo apresenta a altura do assento 5 cm mais baixa, característica importante que torna a motocicleta acessível a mais pilotos, e oferece exatamente os mesmos recursos disponíveis na versão convencional Tiger 800XRx. 

O preço também permanece idêntico: R$ 42.990,00. A menor altura da nova Tiger 800XRx low seat foi atingida com um assento redesenhado e um novo curso da suspensão. A moto também possui uma proteção do radiador refeita, bem como um protetor de cárter de alumínio. Como as demais motocicletas da linha Tiger 800, o modelo traz como principais diferenciais: novo visual, tecnologia mais focada no piloto com novos itens de conforto e segurança de série, menor consumo de combustível e melhor desempenhooff-road, entre muitas outras inovações.

A nova Tiger 800 é uma motocicleta do segmento “adventure”, bastante dinâmica, projetada para proporcionar ao piloto tudo o que ele precisa, independente do seu estilo de pilotagem. Na estrada ou fora dela, o novo estilo da Tiger, sua posição de condução, dirigibilidade e motor potente oferecem ao piloto tudo o que é necessário para aproveitar cada momento. A tecnologia com foco no piloto é um dos principais pontos que diferencia a nova Tiger dos modelos concorrentes. A motocicleta da Triumph incorpora uma tecnologia que foi desenvolvida para otimizar a pilotagem, tanto na estrada como no off-road.  Isso inclui uma série de recursos de ponta, como o sistema de aceleração eletrônico “Ride by Wire”, freio ABS comutável, controle de tração, diferentes mapas de aceleração, modos de pilotagem selecionáveis e piloto automático, entre outros itens que colocam a nova Tiger 800 na liderança do quesito tecnologia deste segmento, estabelecendo novos parâmetros de segurança, desempenho e conforto.


Uma característica fundamental da Tiger 800XRx low seat é a possibilidade de configurar a moto para determinados tipos de terreno através do acionamento de apenas um botão.  Quando o motociclista desejar passar da pilotagem numa estrada para um terreno off-road, por exemplo, bastará dar um simples toque neste botão, seguido do acionamento da embreagem, para alterar o comportamento da sua motocicleta de “estrada” para “off-road”. Esta ação configura automaticamente o sistema de freios ABS, o controle de tração e os mapas de aceleração, mesmo com a moto em movimento, garantindo uma melhor pilotagem nas novas condições.

Existem três modos de pilotagem disponíveis na nova Tiger 800: “estrada”, “off-road” (que configura automaticamente o sistema de freios ABS, o controle de tração e os mapas de aceleração para o modo “off-road”, reduzindo a ação dos sistemas ABS e de controle de tração, o que permite um maior nível de derrapagem) e “pilotagem programávelOutra inovação do modelo é a inclusão do controle de velocidade de cruzeiro (piloto automático) – é a primeira motocicleta da categoria equipada com este recurso. É um item de série nas duas versões, que é muito útil em longas viagens, reduzindo o cansaço do piloto e melhorando o consumo de combustível. A Tiger 800 também vem equipada, de série, com computador de bordo que fornece ao piloto informações como tempo de viagem, velocidade média, autonomia e consumo instantâneo de combustível.



O tradicional motor Triumph de três cilindros, com 95 cv, proporciona à motocicleta uma personalidade única e sofisticada. Internamente no propulsor, os inúmeros aperfeiçoamentos reduziram ruídos e melhoraram seu desempenho. Assim, a nova Tiger 800 conta com um motor extremamente eficiente que fornece força contínua e suave em baixas velocidades, proporciona uma ampla potência na faixa intermediária de rotações e ainda permite ao piloto utilizar a faixa alta de potência, até o limite de 10.000 rpm. Tirar o máximo da personalidade agressiva do motor se tornou mais fácil graças ao mecanismo mais leve e preciso de troca de marchas, que agora utiliza peças da superesportiva Daytona 675, líder mundial no seu segmento. O consumo de combustível também foi consideravelmente reduzido – em até 17% em um trajeto de “uso misto”, aumentando a autonomia do modelo nas viagens.

A Tiger XRx vem com rodas de alumínio, com 17 polegadas de diâmetro na traseira e 19 polegadas na dianteira, o que garante dirigibilidade e estabilidade superiores.  A Tiger 800 ganhou um novo visual no qual se destacam a nova proteção para o radiador e as linhas mais ousadas do painel lateral do tanque de combustível. O novo design deu à moto um estilo mais arrojado e dinâmico. Além de estéticas, algumas mudanças cumprem outras funções. O novo design do tanque, por exemplo, também proporciona uma canalização do ar quente do motor para longe das pernas do piloto.

O conforto foi melhorado em ambas as versões através de mudanças na geometria, projetadas para reduzir o peso nos punhos e para aumentar o espaço para as pernas. Como ambas as motos possuem assento e guidão ajustáveis, o piloto pode encontrar a melhor posição de condução dentro da categoria.  As proteções contra as intempéries também aumentaram através da combinação do perfil de ombros altos, característico da Triumph, e do novo protetor contra insetos. O para-brisa é ajustável, sem a necessidade de ferramentas. As duas versões também são equipadas com protetores de mão para aumentar a segurança dos pilotos. Um conjunto de pacotes de acessórios foi desenvolvido para a nova Tiger 800.  Com opções “esportivo”, “conforto”, “viagem”, “proteção” e “bagagem”, os pilotos podem personalizar a moto segundo suas necessidades e preferências pessoais.

FCA LIDERA MERCADO BRASILEIRO DE AUTOMÓVEIS EM 2015

A FCA – Fiat Chrysler Automobiles liderou as vendas de automóveis e comerciais leves no Brasil em 2015. O Grupo, presente no Brasil com as marcas Fiat, Jeep, Chrysler, Dodge e RAM, licenciou 483.216 veículos no ano, o que representa um market share de 19,5%. Contribuíram para esse resultado o 14º ano de liderança da marca Fiat no mercado nacional e o relançamento da Jeep no país, com a chegada do Renegade.

Lançado em março, o Renegade encerrou o ano com 39.190 unidades vendidas e a segunda colocação entre os SUVs compactos, tendo liderado o segmento nos últimos três meses do ano. O modelo é sucesso de público e foi eleito Caro do Ano 2016 pela revista AutoEsporte. Além de estilo, conforto e performance, o Renegade também se destacou por sua segurança, tendo obtido cinco estrelas para todos os ocupantes (incluindo crianças) nos testes do Programa de Avaliação de Carros Novos para América Latina e Caribe (Latin NCAP).

A Fiat foi, pelo 14º ano, a marca de automóveis e comerciais leves mais vendida do país em 2015. Sua variada gama de produtos, que atende aos mais diversos perfis de consumidor, assegurou o primeiro posto à fabricante, com 439.178 unidades vendias (17,7% de market share). A picape Fiat Strada novamente liderou o segmento de comerciais leves, com 54,1% de market share (98.633 unidades comercializadas). A marca colocou ainda outros dois modelos entre os dez mais vendidos do mercado: Palio (122.370 unidades), Uno (79.464 unidades).

Marcos históricos
Dois mil e quinze foi um ano de importantes acontecimentos para a FCA no Brasil. Em abril, o grupo inaugurou sua mais moderna fábrica no mundo, o Polo Automotivo Jeep de Pernambuco, localizado na cidade de Goiana. A planta representa o estado-da-arte em termos de produção automotiva e de gestão, incorporando desde sua concepção as melhores práticas orientadas para eficiência, qualidade e desempenho.

A fábrica Jeep ocupa uma área construída de 260 mil metros quadrados e tem capacidade para produzir 250 mil veículos por ano. No perímetro fabril, ergue-se também o Parque de Fornecedores, um complexo de 12 edifícios, que abrigam 16 empresas responsáveis por 17 linhas de produtos. O Parque de Fornecedores ocupa uma área de 270 mil metros quadrados.

O primeiro modelo fabricado no Polo é o Jeep Renegade, que marcou o relançamento da marca no Brasil. A histórica identificação do consumidor brasileiro com a marca ficou ainda mais forte após a produção local do modelo. Tanto que a Jeep fechou o ano na décima colocação entre as marcas mais vendidas do Brasil, com 41.795 unidades licenciadas.

O processo de modernização da fábrica Fiat de Betim, seguiu a pleno vapor. Novos robôs foram inseridos na linha de produção, trazendo tecnologia de ponta e mais precisão para a fabricação de automóveis. Eram 238 robôs em 2013, número que saltou para 619 em 2015, devendo chegar a 974 em 2016. Além disso, para melhorar a logística interna da planta, foram instalados transportadores aéreos de peças e componentes entre os galpões, facilitando a integração entre as diversas áreas.

Por fim, a fábrica de Betim terá uma das maiores e a mais moderna cabine de pintura do mundo, com capacidade para processar 180 carrocerias por hora ou 950 mil por ano. A cabine terá 500 metros de comprimento e é uma das maiores obras de construção civil em curso em Minas Gerais.

A FCA também está investindo para aumentar a produção de inteligência automotiva no Brasil. Em dezembro, foi inaugurado o novo Centro de Pesquisa, Desenvolvimento, Inovação e Engenharia Automotiva, instalado em Pernambuco. O Centro terá quatro unidades (Centro de Software, Projetos, Centro de Testes Veiculares e Campo de Provas), gerando aproximadamente 500 empregos nos próximos anos. Vai operar em conexão com unidades similares nos Estados Unidos, na Itália e em Betim (MG), criando novos sistemas e soluções para os automóveis produzidos pelo Grupo em todo o mundo.


Estes avanços fazem parte do maior ciclo investimentos da FCA no Brasil, iniciado em 2013 e que prevê R$ 15 bilhões até o fim deste ano. O grupo já anunciou novidades para 2016, entre elas o Fiat Toro, que será lançada em breve. Robusto e sofisticado, o modelo chega para unir o melhor de dois mundos. Com 4,915 metros de comprimento, ele tem capacidade para levar uma tonelada de carga com até cinco pessoas a bordo e com o conforto de um automóvel de luxo.

quinta-feira, 7 de janeiro de 2016

Fernando Calmon - Alta Roda - Futuro a hidrogênio?

Alta Roda nº 870/220– 073– 0oda nº852/0108– 2oda nº851/2016

Fernando Calmon
No recente Salão do Automóvel de Tóquio não foram apenas modelos autônomos e futurísticos que roubaram a cena. O governo japonês se empenha em disseminar a ideia da era do hidrogênio e nada como os carros para dar partida a uma verdadeira aposta. Esse elemento químico é o mais abundante do universo e está presente na água (H2O), que representa 70% da Terra.


Uma nova “sociedade baseada no hidrogênio” será difícil de florescer. Para obtê-lo a partir da água é preciso eletricidade em grande escala. Se esta vier de fontes fósseis ou não renováveis – como na maior parte do mundo – o balanço final é negativo em termos de emissões de CO2 e do temido efeito estufa. Mas se pode extrair o gás também de biogás de esgoto ou lixo. 

A pilha a hidrogênio para gerar eletricidade a bordo seria boa solução para carros elétricos, pois emite apenas vapor d’água. Permite tempo de abastecimento e autonomia semelhantes aos combustíveis líquidos, ocupa menos espaço e é mais leve e fácil de reciclar. 

Incentivada pelo governo do Japão, a Toyota desistiu de esperar pela evolução das baterias. Em 2015 passou a fabricar em pequena série e vender apenas no seu país o Mirai, com estética de certa forma discutível por ousar demais. A produção, de 700 unidades no primeiro ano, subirá para 3 mil em 2017, contando com exportações para EUA e Europa. Até os Jogos Olímpicos de Tóquio, em 2020, o fabricante esperar ver 12 mil carros circulando no Japão e 30 mil no mundo. O preço do Mirai, pouco maior que de um Camry, é bem elevado: US$ 70 mil (R$ 280 mil). Mas pelo menos 25% desse valor terá subsídio governamental. 


Mas onde abastecer o tanque com hidrogênio? Há uma meta de abrir 100 postos no Japão até março próximo, mas cada um custa lá US$ 4 milhões (R$ 16 milhões), 15 vezes mais do que um convencional. Apenas 80 estarão inaugurados, quase todos dentro de instituições públicas e privadas. 


A Honda aproveitou o Salão de Tóquio para apresentar a versão definitiva do seu elétrico com pilha a hidrogênio, o Clarity. Chamados de FCX Clarity, 50 carros rodam em quatro cidades da Califórnia, EUA, desde 2008, em leasing por se tratar de unidades experimentais de propriedade do fabricante. Ela perdeu a corrida para oferecer o primeiro automóvel específico fabricado em série no mundo, pois só estará à venda em março próximo, inicialmente no Japão. 

Este modelo, do mesmo porte do Mirai, porém mais elegante, tem autonomia de 700 quilômetros, superior à do rival. O conjunto pilha e motor elétrico ocupa volume um terço menor que no Mirai, equivalente a um motor V-6 convencional. Isso permitiu colocá-lo sob o capô e liberou espaço no habitáculo para cinco adultos e porta-malas mais amplo. A Honda desenvolveu um container transportável para produzir hidrogênio e um conversor para o Clarity fornecer energia elétrica a uma casa ou de forma emergencial. 

Grandes fabricantes mundiais também desenvolvem pilhas a hidrogênio há mais de uma década. A Hyundai tem um Tucson/ix35 adaptado à venda nos EUA. Alguns ainda não consideram a tecnologia suficientemente madura para justificar um modelo específico, como Mirai ou Clarity. O tempo dirá quem, de fato, está certo. 


PERFIL
Fernando Calmon (fernando@calmon.jor.br), jornalista especializado desde 1967, engenheiro, palestrante e consultor em assuntos técnicos e de mercado nas áreas automobilística e de comunicação. Sua coluna automobilística semanal Alta Roda começou em 1999. É publicada em uma rede nacional de 85 jornais, sites e revistas. É, ainda, correspondente no Brasil do site just-auto (Inglaterra).
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Volkswagen olha para o futuro no CES 2016


A Volkswagen apresenta no Consumer Electronics Show (CES), em Las Vegas (Estados Unidos), o inovador conceito BUDD-e, baseado na nova Plataforma Elétrica Modular (MEB), próximo grande passo para veículos elétricos. O CEO da marca Volkswagen, Dr. Herbert Diess, afirmou perante 2.300 visitantes da mostra que "o BUDD-e é um criador de tendências realista". Juntamente com o inovador e-Golf Touch, ele também mostra a nova geração de infotainment para produção em massa, com um novo conceito que inclui controle por gestos e telas maiores.

A Volkswagen se mantém na rota da inovação. A apresentação mundial do BUDD-e mostra o próximo passo rumo à mobilidade do futuro. Seu novo powertrain elétrico permite uma autonomia de rodagem de até 533 quilômetros (norma NEDC). O sistema de tração integral do veículo tem potência total de 317 cv (235 kW). 

Com baterias posicionadas no assoalho, o veículo conceito permite a criação de formas inteiramente novas e irrestritas de design interior. "Estamos desenvolvendo veículos-conceito completamente novos e únicos - especialmente projetados para permitir a eletromobilidade em longas distâncias", disse o Dr. Diess. O BUDD-e é uma interpretação moderna da primeira Volkswagen Kombi. Um de seus pontos altos é o ciclo de carga. É possível carregar a bateria até 80% de sua capacidade em cerca de apenas 30 minutos.

Paralelamente, a Volkswagen apresentou no evento o e-Golf Touch, baseado no modelo de produção. Com seu sistema de infotainment de última geração, o e-Golf Touch reflete uma das principais tendências em conectividade para o futuro próximo. O e-Golf Touch não apenas traz um inovador sistema de controle por gestos, mas também apresenta uma versão ainda mais evoluída do Modular Infotainment Toolkit (MIB), com uma tela de 9,2 polegadas. Esse display sensível ao toque agrega os mundos operacionais dos smartphones e automóveis.


O futuro também será marcado pela condução automatizada. "Ela será parte de nossa vida diária e mudará completamente os conceitos de mobilidade. A Volkswagen tem muitas ideias sobre como usar essas tecnologias de ponta e aproxima-las de nossos clientes”, declarou o Dr. Diess.

Ozz Negri utilizará novo motor Honda na temporada 2016 do SportsCar norte-americano

O piloto brasileiro Oswaldo Negri Junior disputará o WeatherTech SportsCar Championship, campeonato de Endurance da NASCAR, com uma nova versão do motor Honda no Ligier JS P2 da equipe Michael Shank Racing. Será o Honda V6 3.5L biturbo, que substitui o de 2.8L, usado em 2015.

Negri e o teammate John Pew treinaram nesta quarta, 5, no Palm Beach International Raceway, antes de seguirem para o Daytona International Speedway, onde a partir de sexta, 8, acontecem os treinos preparatórios para a “24 Horas de Daytona”, marcada para 30 e 31 de janeiro.

Antes, a Michael Shank Racing havia testado o novo motor também em Daytona, em testes realizados nos dias 17 e 18 de novembro de 2015 por seus dois pilotos titulares. Para o brasileiro, o grande mérito dessa nova versão do motor Honda é o maior torque.


“Isso para a gente será muito bom porque, a partir de agora, vamos ter uma melhor retomada de aceleração em trechos travados e principalmente no tráfego”, disse Negri, destacando a manutenção da eficiência do motor em alta velocidade, já verificada na versão 2.8L.

Chery Comemora a Marca de Cinco Milhões de Carros Produzidos

Após a produção de um Arrizo 5 na linha de produção da fábrica de Wuhu, na China, no dia 18 de dezembro, a Chery International tornou-se a primeira montadora chinesa a fabricar mais de cinco milhões de veículos de passeio. A data foi comemorada com uma cerimônia na sede da empresa, com a presença de autoridades do poder público, empresários, entidades de classe e jornalistas.

Na última década, a Chery alcançou o primeiro estágio do seu plano de expansão de produção e vendas, batizado de “Made in China 2025”, consolidando assim a sua posição de líder entra as automotivas chinesas.  A marca vendeu 475.000 unidades nos primeiros 11 meses de 2015, um aumento de 12,5% em relação ao mesmo período do ano anterior. As vendas totais do Arrizo e do Tiggo representaram mais de 70% do total de vendas da Chery.

Em termos de globalização, a Chery continua dando atenção ao desenvolvimento dos mercados doméstico e externo. Desde a sua fundação, em 1997, a empresa tinha a estratégia de se “internacionalizar”, tornando-se a primeira fabricante de automóveis da China a exportar veículos, motores e tecnologias para países estrangeiros. Até novembro de 2015, a Chery exportou mais de 1,2 milhões de unidades para mais de 80 países e regiões do mundo, estabeleceu 14 bases de produção, mais de 1.100 pontos de venda e mais de 900 redes de serviço pós-venda autorizados fora da China.

Devido ao seu excelente desempenho na globalização, a Chery tem desfrutado da popularidade e influência da marca em alguns mercados no exterior. Na seleção de 2015 do ranking “China Top 20 Empresas em Imagem no Exterior”, organizado por instituições governamentais da China em setembro de 2015, a Chery ficou em terceiro lugar como a fabricante de equipamentos e montadora, à frente de vários gigantes da Internet e de eletrodomésticos.


Segundo Yin Tongyao, presidente global da Chery, a partir de agora a empresa entra na segunda fase do seu plano de transformação estratégica, “momento em que a companhia pretende avançar com inovação independente e consolidar a marca por meio da criação de um novo estilo de vida para seus consumidores, contando com tecnologias de ponta, excelente qualidade e globalização”.

NOVO SENSOR DE PRESSÃO PARA PNEUS CHEGA AO BRASIL PARA EVITAR ACIDENTES COM MOTOS

Os pneus murchos ainda são responsáveis por grande parte dos acidentes com moto em todo o Brasil. Ao trafegarem nessas condições, os motociclistas prejudicam o equilíbrio e  aumentam o risco de acidentes fatais por conta da pequena área de contato dos pneus com o solo.

O novo Kit TPMS Dalgas chega ao Brasil para evitar problemas como este. Trata-se de um acessório de segurança que ajuda o motociclista a controlar a temperatura e pressão dos pneus durante o trajeto em todos os tipos de ruas, avenidas ou rodovias. Para isso, basta que os pneus sejam sempre calibrados de acordo com a fabricante e estejam bom estado de conservação.

Por meio de um display instalado próximo ao painel, o sistema permite que a calibragem seja feita somente quando necessário. Um alerta é emitido assim que ocorre uma repentina queda na pressão ou aumento de temperatura, prevenindo uma provável situação de risco para o condutor. Os sinais sonoros e luminosos indicam qual é o tipo de problema e em qual roda ele foi detectado, possibilitando o reparo com mais rapidez e segurança.


Além de um importante equipamento de segurança, o Kit TPMS Dalgas evita paradas desnecessárias e aumenta a vida útil dos pneus, tornando-se um aliado do condutor. Com instalação simples e rápida, a novidade já está disponível nas principais lojas de acessórios para motos em todo o Brasil.

PIRELLI APRESENTA O PRIMEIRO PNEU DE ALTA PERFORMANCE FABRICADO COM BORRACHA NATURAL EXTRAÍDA DA GUAIÚLE

Alta performance e materiais inovadores com baixo impacto ao Meio Ambiente. Estas são as características do novo protótipo de pneu que a Pirelli testou recentemente nos campos de provas na Itália, de Vizzola Ticino e deBalocco, utilizando uma Maserati Ghibli. Pela primeira vez, a empresa produziu um pneu de Ultra High Performance (UHP) que contém em sua composição a borracha natural da guaiúle. A guaiúle é uma planta, tipo arbusto, que cresce, normalmente, em climas áridos, mas que não serve para consumo humano, e pode ser cultivada com pouca água e sem pesticidas. Assim, torna-se uma alternativa viável para a tradicional Seringueira, árvore tipicamente brasileira.

Este inovador pneu protótipo já estabeleceu um novo recorde. Foram apenas dois anos entre o início do projeto e o primeiro teste prático nas pistas. Tudo começou em 2013, quando a Pirelli assinou um acordo de fornecimento exclusivo de borracha natural extraída da guaiúle com a Versalis (empresa italiana do grupo petroleiro Eni), para a produção dos pneus. Durante este curto espaço de tempo, os pesquisadores da Pirelli estudaram as características da nova matéria-prima em laboratório, a fim de avaliar qual seria a melhor forma de utilização.

O programa para a produção do protótipo UHP foi possível graças a um projeto de pesquisa que a Versalis realizou para desenvolver novas tecnologias para extração de borracha; e, ainda, pela característica da planta, tipicamente resinosa. Essa característica permitiu a Pirelli obter um material capaz de atender às exigências de desempenho, além de ser compatível com as partes não elastoméricas que compõem um pneu.

A pesquisa realizada pela Versalis faz parte do programa de desenvolvimento de uma ampla plataforma tecnológica, que visa incorporar o uso da guaiúle em toda a indústria. Em sua primeira fase, com a ampliação da colheita experimental que já vem sendo realizada atualmente no sul da Europa e, depois, se expandindo para várias tecnologias destinadas a extrair a borracha natural para a fabricação de pneus.

Nos campos de prova na Itália, os pneus foram submetidos a simulações extremas de uso, incluindo condições de piso molhado. Os resultados demonstraram o mesmo desempenho dos pneus equivalentes, aqueles feitos com polímeros sintéticos de produtos derivados do petróleo. A escolha de uma Maserati para testar os novos pneus não foi por acaso: trata-se de um carro de alto desempenho, capaz de proporcionar situações que exijam bastante dos pneus.

A substituição de polímeros petroquímicos por matérias-primas alternativas e renováveis ​​é um objetivo fundamental para a divisão de pesquisas da Pirelli, que tem sido líder em soluções de mobilidade sustentável há muitos anos. Juntamente com o desenvolvimento de novos biopolímeros como estes (um ingrediente chave em compostos), a Pirelli já produz pneus que utilizam matérias-primas renováveis, como, por exemplo, sílica obtida a partir da queima da casca de arroz. Isso garante não apenas uma melhoria constante do desempenho, mas, também, padrões mais elevados e consistentes de sustentabilidade ambiental, tanto de produtos quanto de processos de produção.

Para Sergio Lombardini, diretor de pesquisa & desenvolvimento e tecnologias inovadoras da Versalis, “a guaiúle é a matéria-prima perfeita para que a Versalis possa desenvolver uma biorrefinaria verdadeiramente integrada. Usando uma plataforma tecnológica que visa a utilização integral da guaiúle, será possível produzir pneus e resinas que terão aplicações tanto nas indústrias automotivas quanto nas do setor de construção civil. Além disso, outros componentes desta matéria-prima poderão ser utilizados nos setores farmacêuticos e de cuidados com a saúde. A parceria com a Pirelli só deve aumentar as chances de sucesso deste projeto”.


Fabrizio Sanvito, gerente de projetos e de referência técnica da Pirelli, acrescentou que “a fase de testes e de controle de nossos pneus de borracha extraída da guaiúle tem sido mais do que positiva. A escolha de um carro de alto desempenho para a realização desses testes ocorreu pela necessidade de colocar as maiores demandas possíveis sobre os pneus e extrair os resultados mais significativos. Após o sucesso desta primeira fase, agora poderemos avaliar estes pneus protótipos em condições de inverno”.

quarta-feira, 6 de janeiro de 2016

Audi atinge recorde histórico em 2015 e fecha ano na liderança

A Audi do Brasil fechou o ano de 2015 na liderança do segmento premium. De janeiro a dezembro, foram comercializadas 17.539 unidades, o que representa um crescimento de 40,4% em relação ao mesmo período de 2014. Apenas no mês passado, a empresa registrou 2.297 emplacamentos – crescimento de 66,2% sobre novembro –, superando seu próprio recorde de 1.942 unidades emplacadas, em agosto. É a primeira vez na história que uma marca premium alcança esse número no país. A família A3 Sedan também conquistou bons índices de venda em dezembro, com 909 unidades comercializadas.

“Estamos extremamente felizes em terminar o ano na liderança, conquistando um recorde histórico de vendas e dando sequência a um ano de bastante sucesso para a Audi no país. Apesar da crise, crescemos mais de 40% em 2015. Isso mostra que nossa estratégia tem sido acertada, e seguiremos por esse caminho neste novo ano que acaba de começar”, afirma Jörg Hofmann, presidente e CEO da Audi do Brasil.

O ano bem-sucedido da empresa é resultado de um trabalho iniciado no final de 2013, quando a Audi AG identificou o Brasil como um mercado-chave para o crescimento internacional da marca. Foi anunciada então pela Audi do Brasil sua estratégia de 360 graus, que consiste em investimentos em todas as áreas de negócio, como pós-vendas, marketing e na produção local. Esse planejamento já começou a dar resultados em 2014, quando a empresa cresceu 90% no país, o maior crescimento registrado entre todas as montadoras no mercado nacional.

Um dos grandes marcos para a Audi em 2015 foi a inauguração da linha de produção em São José dos Pinhais (PR). Em setembro, foi iniciada a fabricação do A3 Sedan 1.4 TFSI Flex no Brasil, primeiro carro da marca apto a rodar com etanol. Já e novembro, a versão 2.0 TFSI do modelo também começou a ser produzida.

A área de pós-vendas recebeu aportes de R$ 12 milhões para a inauguração de seu Centro de Treinamento e Competência Tecnológica, em São Paulo, e para a ampliação do Centro de Distribuição de Peças, na cidade de Jundiaí. Além disso, a expansão da rede de concessionárias também é um foco de grande importância para a Audi. No ano passado, foram inauguradas 10 lojas em diferentes estados, fechando o ano com 50 revendas. Em marketing, a marca promoveu ações importantes nas mais variadas mídias, recebendo investimentos recorde no ano.

A linha de produtos atualizada com o mercado internacional também demonstra o compromisso da Audi com seus clientes no Brasil. No ano passado, a marca apresentou importantes lançamentos no mercado local, como a linha RS 6 Avant e RS7 Sportback renovada, a nova geração do icônico esportivo TT e o A3 Sedan fabricado no país.

Em 2016, a marca inicia o ano com o pé no acelerador, com os lançamentos da nova geração do utilitário-esportivo Q7, que ficou mais moderno e tecnológico, dos reestilizados A1 e RS3 e do TTS, versão apimentada do cupê. Ainda no primeiro semestre será iniciada a produção nacional do Q3, um dos modelos mais vendidos pela Audi no país.

“Esperamos enfrentar um cenário desafiador em 2016, mas continuaremos trabalhando intensamente para cumprirmos a proposta de manter um crescimento a longo prazo, oferecendo produtos de qualidade e excelência no atendimento em vendas e pós-vendas. Nosso objetivo é manter o foco para que possamos vender 30 mil carros por ano até 2020”, completa Hofmann.


S10 completa 20 anos de liderança

Com 33,3 mil unidades emplacadas ao longo de 2015, a Chevrolet S10 fechou mais um ano como a picape média mais vendida do Brasil, completando duas décadas de liderança, posto que ocupa desde seu lançamento, em 1995.

Vários fatores ajudam a explicar esta duradoura hegemonia da S10 no mercado nacional: a robustez mecânica, o pioneirismo tecnológico, os motores Flex e diesel mais potentes da categoria, o fato de o veículo estar em constante evolução e a ampla diversidade de configurações.São 18 combinações, entre três opções de carroceria (Chassis Cab, cabine simples e cabine dupla), três de motorização (2.4 Flex, 2.5 Flex com injeção direta e 2.8 turbodiesel), três de transmissão (MT5, MT6 e AT6), duas de tração (4x2 e 4x4 com seletor eletrônico) e seis versões de acabamento (LS, LT, LTZ, Advantage, Freeride e High Country).

Na versão High Country, a picape oferece alto nível de exclusividade. Os bancos têm forração premium em dois tons (marrom Brownstone e preto Jet Black), costura pespontada e descansa braço traseiro. Já o assento do motorista conta com regulagem elétrica de altura, distância e inclinação do encosto.

O veículo conta ainda com outros itens de comodidade, entre eles ar-condicionado digital, computador de bordo, volante multifuncional, sensor de estacionamento, controle de cruzeiro (cruise control) e sistema multimídia Chevrolet MyLink com GPS, DVD e câmera de ré integrados.

A lista de equipamentos de segurança também é completa. Destaque para o controle eletrônico de estabilidade e de tração, o assistente de partida em aclive (Hill Start Assist), o controle de velocidade em declive (Hill Descent Control), os freios ABS com sistema de distribuição de frenagem (EBD), as lanternas em LED, os cintos de segurança traseiros retráteis de três pontos, o alarme de não afivelamento do cinto de segurança e o conjunto de airbags.

Outros modelos Chevrolet também foram destaques em 2015. O Onix foi o modelo mais vendido do país, enquanto Prisma e Spin também terminaram o ano como líderes em seus respectivos segmentos.

Histórico de sucesso
Lançada em março de 1995 como a primeira picape nacional de seu segmento, a S10 vem mantendo a liderança de vendas deste então, ultrapassando a marca de 600 mil unidades emplacadas.

1995 – Em março, a Chevrolet lança a S10 (2.2), a primeira picape média nacional; em outubro chega a versão cabine estendida e o motor Maxion HST 2.5 turbodiesel.

1996 – É apresentada ao mercado a S10 Cabine Estendida e a opção de motorização 4.3 V6.

1998 – A linha passou a oferecer opção de cabine dupla e tração 4x4.

1999 – A primeira alteração de estilo, concentrada na parte dianteira, com novos para-choque e grade; o modelo ganha também uma versão de luxo, batizada de Executive.

2000 – A S10 turbodisel passa a adotar o motor MWM Sprint 2.8; seis meses depois chega a série especial S10 Barretos, em homenagem ao maior rodeio do país.

2001 - Estreia a nova linha, com evoluções na dianteira, no interior e na motorização –o propulsor 2.2 é substituído por um 2.4.

2006 – Picape da Chevrolet disputa pela primeira vez o Campeonato mundial de Cross Country e conquista seu quinto título no Rally Internacional dos Sertões.

2007 – O motor 2.4 passou por evoluções e tornou-se flexível.

2009 – A S10 passa por mais uma atualização visual, com mudanças na parte externa e interna do veículo.

2012 – Chega ao mercado a nova geração da S10; projetada e desenvolvida no Brasil também para outros mercados, modelo estreia como nova referência no segmento de picapes médias. Para equipar o veículo, foi criado um novo motor 2.8 Turbodiesel.

2013 – Motor 2.8 Turbodiesel e a transmissão (agora de seis marchas) receberam importantes melhorias técnicas, que possibilitaram um expressivo ganho de desempenho. Com isso, a potência pulou de 180 cv para 200 cv. Outra novidade é a oferta do sistema multimídia MyLink.

2014 – Picape da Chevrolet ganhou mais uma opção de motorização flex, o 2.5 Ecotec com injeção direta de combustível e 206 cavalos, e novo ajuste da suspensão, além de melhorias de acabamento e isolamento acústico.

2016 – S10 ganha quatro versões inéditas: Advantage, Freeride, Chassis Cab e a luxuosa High Country. Elas somam às conhecidas configurações LS, LT e LTZ, ampliando ainda mais o leque de opções de acabamento do utilitário de maior sucesso do segmento.