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segunda-feira, 25 de junho de 2018

Audi e Hyundai anunciam cooperação no desenvolvimento de tecnologia de célula a combustível


A Audi AG e o Hyundai Motor Group se unem para desenvolver tecnologia de células a combustível. As duas empresas planejam fazer uma licença cruzada de patentes e conceder acesso a componentes não competitivos. O contrato está atualmente sujeito à aprovação das autoridades regulatórias aplicáveis. Eles querem levar a célula a combustível à maturidade da produção em série de forma mais rápida e eficiente. A Audi e a Hyundai também exploram uma colaboração mais abrangente no desenvolvimento dessa tecnologia sustentável.

Longas distâncias e tempos curtos de reabastecimento tornam o hidrogênio uma fonte futura muito atraente de energia para a mobilidade elétrica. Isso é particularmente um fato em potencial para os automóveis maiores, onde as vantagens de peso do veículo movido a célula a combustível inerentes ao seu design são particularmente pronunciadas. Além de mais avanços na tecnologia, os principais aspectos para o seu sucesso no mercado futuro incluem a produção regenerativa de hidrogênio e o estabelecimento de uma infraestrutura suficiente.

Dentro do Grupo Volkswagen, a Audi AG assumiu a responsabilidade pelo desenvolvimento dessa tecnologia e atualmente trabalha em sua sexta geração. O Centro de Competência de Células a Combustível do Grupo está localizado na planta de Neckarsulm. No início da próxima década, a Audi apresentará o primeiro modelo com uma produção em série reduzida. Será um SUV que combinará o conforto premium do segmento de tamanho grande com autonomia de longo alcance. O contrato de licença com a Hyundai já está focado no próximo estágio de desenvolvimento destinado a uma oferta de mercado mais ampla.

A Audi já trabalha com conceitos de célula a combustível há quase 20 anos. O primeiro veículo de teste foi o compacto A2H2, em 2004, seguido pelo Q5 HFC, em 2008. O A7 Sportback h-tron quattro de 2014 introduziu o sufixo “h-tron” para representar o elemento hidrogênio. O conceito h-tron quattro, apresentado em 2016, demonstrou ainda mais a competência tecnológica da marca em sistemas de acionamento de células a combustível.

segunda-feira, 13 de novembro de 2017

Audi intensifica pesquisas em combustíveis sintéticos

A Audi vem sistematicamente construindo sua estratégia no conceito de e-combustível. Junto aos parceiros Ineratec GmbH e Energiedienst Holding AG, a empresa tem planos para um novo complexo piloto para a produção do e-diesel em Laufenburg, Canton Aargau (Suíça). Pela primeira vez, a energia necessária será fornecida a partir da fonte renovável de energia hidrelétrica. A instalação terá capacidade para produzir cerca de 400 mil litros por ano.

Nos últimos anos, a Audi vem conduzindo pesquisas ecologicamente corretas sobre combustíveis com base em CO2, como e-gás, e-gasolina ou e-diesel sintético. A montadora dá agora os próximos passos na produção do e-diesel. “No projeto de Laufenburg, graças às novas tecnologias, seremos capazes de produzir o e-diesel com eficiência em unidades compactas, tornando-a mais econômica. O complexo piloto combina potência, calor e mobilidade, tornando possível armazenar energia renovável”, afirma Reiner Mangold, Chefe de Desenvolvimento de Produtos Sustentáveis da Audi AG.

O Audi e-diesel tem potencial para tornar a combustão convencional dos motores para operar quase totalmente como neutro em CO2. Para produzi-lo, a planta converte a energia hidrelétrica em combustível sintético. Um princípio químico é aplicado: a energia “verde” gerada pela usina hidrelétrica produz hidrogênio e oxigênio por meio da eletrólise da água. 

No próximo passo o hidrogênio reage com o CO2, usando uma tecnologia de microprocessos inovadora e muito compacta. O CO2 pode ser obtido da atmosfera ou de gases residuais biogênicos, e assim como todos os e-combustíveis da Audi, essa é a única fonte de carbono. Longas cadeias de compostos de hidrocarboneto são formadas. No processo final, eles são separados nos produtos Audi e-diesel e ceras, que são usadas em outras áreas da indústria.

Há planos para produzir as primeiras remessas de e-diesel em Laufenburg já no início do próximo ano. A Audi e as empresas parceiras Ineratec e Energiedienst AG vão enviar o pedido de planejamento para a instalação nas próximas semanas. A construção começa no início de 2018.

Esta será a segunda parceria da Audi em um complexo piloto que opera pelo princípio de energia obtida a partir da água. A marca já trabalha com a empresa de tecnologia Sunfire, em Dresden desde 2014. No local, a Sunfire explora a fabricação do e-diesel usando o princípio citado, mas com tecnologias diferentes. Os outros projetos de e-combustível da Audi incluem sua própria fábrica de e-gás (em outras palavras, metano sintético) em Werlte, no norte da Alemanha, para os modelos g-tron A3, A4 e A5. A fabricante de Ingolstadt também pesquisa a fabricação de e-gasolina com parceiros especializados.

sexta-feira, 15 de setembro de 2017

Audi g-tron no Salão de Frankfurt: alternativa limpa para motoristas frequentes

A Audi demonstra por meio de sua frota g-tron como a direção esportiva pode ser combinada a eficiência, preocupação ambiental e economia de combustível. A marca faz agora uma oferta particularmente sustentável: a empresa vai fornecer o e-gas para seus clientes por três anos para abastecer os modelos A4 Avant g-tron, A5 Sportback g-tron e A3 Sportback g-tron. O consumidor paga o preço do gás natural comum. Com esta oferta, a Audi reduzirá as emissões de CO2 de sua frota g-tron em até 80%. Os dois novos modelos da gama, A4 Avant g-tron e A5 Sportback g-tron estão sendo exibidos no Salão de Frankfurt.

A Audi ampliou sua gama de modelos g-tron com a chegada de A4 Avant g-tron e A5 Sportback g-tron. O A3 Sportback g-tron já está no mercado desde 2014. “Nossa frota g-tron nos permite preencher a lacuna de mobilidade sustentável de longa distância”, explica Martin Sander, Diretor de Vendas da Alemanha na Audi AG. “A ampla autonomia, o rápido reabastecimento e a boa economia de combustível são grandes vantagens especialmente para motoristas frequentes.”

Comparado diretamente ao motor a gasolina na categoria desempenho, os custos de combustível são mais baixos na comparação euros/100 km. Além de custos menores de abastecimento, o cliente se beneficiará dos impostos sobre veículos motorizados mais baixos graças às emissões de CO2 reduzidas. O módulo do tanque, que consiste em quatro recipientes de gás com capacidade total de 19 kg e um tanque de gasolina de 25 litros permite uma autonomia de 500 km quando o carro usa apenas CNV puro. A autonomia combinada pode chegar a 950 km.

Além disso, ambos os automóveis especialmente eco-friendly: rodando com o gás e equipado com transmissão S tronic, as emissões de CO2 são de cerca de 102 g/km, quase 1/5 a menos que com a gasolina (126 g/km). Os números são ainda mais positivos quando o Audi e-gas é usado: os modelos g-tron podem reduzir as emissões em até 80% se comparado à versão a gasolina da mesma categoria. O combustível é produzido usando energia renovável a partir de água e CO2 ou de resíduos de materiais orgânicos como cortes de palha e vegetais. Durante sua produção, o e-gas faz ligações com a quantidade exata de CO2 emitida pelo carro.

A Audi fornece o e-gas por três anos para todos os clientes que comprarem os modelos A3 Sportback g-tron, A4 Avant g-tron ou A5 Sportback g-tron até 31 de maio de 2018. O consumidor pode então abastecer seu carro em qualquer estação de GNV pagando apenas o preço do gás natural convencional. Ao alimentar o volume calculado de e-gas na rede de gás natural, a Audi assegura os benefícios ecológicos do programa, incluindo a redução correspondente das emissões de CO2. A TÜV Süd, empresa alemã de testes e certificações, monitora e valida o processo.


A Audi e seus parceiros estão produzindo o e-gas em diversos locais da Alemanha, bem como em alguns outros países da Europa. Entre outras coisas, a marca produz o e-gas em sua própria planta destinada a esse propósito localizada em Werlte, estado da Baixa Saxônia. O processo: três eletrolisadores alimentados por eletricidade sustentável separam a água em oxigênio e hidrogênio. No processo subsequente de metanação, o hidrogênio reage com o CO2. Como resultado, o metano sintético – o Audi e-gas – é criado. Ele alimenta a rede de gás europeia e compensa o volume de gás natural usado pelos modelos g-tron no ciclo NEDC (New European Driving Cycle).

domingo, 23 de abril de 2017

Toyota inicia testes de demonstração do Mirai na China

A Toyota Motor Corporation enviará duas unidades do veículo Mirai para a China, em outubro de 2017, a fim de conduzir testes de demonstração no país. Paralelamente à fase inicial destes testes, a Toyota também estabelecerá uma estação de hidrogênio em sua base de pesquisa e desenvolvimento naquele país.

Como participante ativa no projeto Acelerando o Desenvolvimento e Comercialização de Veículos Movidos à Célula de Combustível na China, gerido e financiado pelo Programa das Nações Unidas pelo Desenvolvimento e o Fundo Mundial para o Meio Ambiente, a Toyota realizará testes de demonstração no Mirai pelo período de três anos, entre 2017 e 2020.

A fabricante conduzirá pesquisas sobre o desempenho do veículo dentro do meio ambiente chinês, como forma também de testar a qualidade do hidrogênio do país, além de realizar uma variedade de avaliações de qualidade e durabilidade. Paralelamente, a marca promoverá atividades promocionais, de maneira a avaliar a receptividade dos consumidores chineses ao veículo movido à célula de combustível a hidrogênio, exibindo o Mirai em eventos, dentre outras atividades que visam melhorar a compreensão pública em relação à tecnologia.

Existem atualmente cinco estações de hidrogênio na China, que são centradas nas regiões metropolitanas de Pequim, Xangai e Guangzhou. A estação de hidrogênio que a Toyota planeja construir em sua sede, a Toyota Motor Engineering & Manufacturing Co., Ltd., será a primeira deste tipo na cidade de Changshu, localizado na província de Jiangsu (China). Por meio deste projeto, a Toyota trabalhará em parceria com o governo chinês e organizações empresariais dentro da indústria, com vistas a explorar o potencial para a criação de uma sociedade baseada no hidrogênio.

Para a Toyota, o Mirai é o carro símbolo da sustentabilidade: não emite CO2 e possui a mesma conveniência de um veículo a gasolina, em termos de tempo de reabastecimento e rodagem. Além disso, proporciona total conforto em dirigir. Entre dezembro de 2014 e fevereiro de 2017, aproximadamente 3.000 unidades do Mirai foram vendidas em todo o Japão, Estados Unidos e Europa - regiões e países onde a infraestrutura de hidrogênio tem se expandindo. Atualmente, a Toyota também está realizando testes de demonstração em países como a Austrália, Emirados Árabes Unidos e Canadá.

Durante anos, a Toyota tem avançado no desenvolvimento de vários tipos de eco-carros, como os veículos híbridos, plug-ins híbridos, elétricos e movidos à célula de combustível, como possibilidade de aproveitar os pontos fortes dos diferentes sistemas. Ao mesmo tempo, a companhia tem se empenhado ativamente para incentivar o uso massivo e sua propriedade em toda a sociedade.


Em outubro de 2015, a Toyota iniciou vendas na China dos modelos Corolla Hybrid e Levin Hybrid, ambos com unidades híbridas produzidas localmente. Até o final de março deste ano, a Toyota vendeu um total de 90.000 unidades de ambos os modelos híbridos, o que corresponde a 15% das vendas totais dos modelos Corolla e Levin. Os Plug-ins híbridos, variantes do Corolla e Levin, estão programados para lançamento em 2018. Além disso, a Toyota está atualmente no processo de formatação de um plano para a introdução de veículos elétricos no mercado chinês no futuro próximo.

quarta-feira, 1 de fevereiro de 2017

Toyota utilizará empilhadeiras movidas à célula de combustível em sua fábrica no Japão

A Toyota deu início a uma série de testes para utilização de empilhadeiras equipadas a célula de combustível, produzidas pela divisão industrial da Toyota, a Toyota Industries Corporation, na sua fábrica em Motomachi, na Cidade de Toyota, localizada na província de Aichi (Japão).

As empilhadeiras movidas por célula de combustível utilizam hidrogênio como fonte geradora de energia elétrica, o que contribui diretamente para um desempenho ambiental altamente sustentável, já que, durante a operação, não há emissão de CO2.

Outro grande destaque na utilização do hidrogênio como fonte de energia é o tempo de reabastecimento: assim como o Mirai, as empilhadeiras precisam de, aproximadamente, três minutos. A substituição de empilhadeiras convencionais por novos equipamentos movidos à célula de combustível faz parte do plano da Toyota em reduzir as emissões de CO2 na planta da companhia em Motomachi.

A Toyota pretende expandir a utilização desse tipo de equipamento de maneira gradual, dando início à implementação de duas empilhadeiras já em 2017 e, em 2018, com adoção de 20 unidades, atingindo, até 2020, o número de 170 a 180 veículos com este tipo de tecnologia para auxiliar na movimentação de carga em toda a fábrica.


Desde que anunciou o Desafio Ambiental Toyota 2050, no ano de 2015, a Toyota tem desenvolvido diversas tecnologias que utilizam como fonte energética o hidrogênio, com a meta de reduzir de maneira drástica as emissões em todos os seus processos industriais. Para cumprir com este objetivo, a fabricante vem trabalhando com uma série de iniciativas diretamente ligadas ao desenvolvimento sustentável. Ao incorporar as empilhadeiras equipadas com célula de combustível, a marca reafirma este compromisso público assumido em conjunto com o Ministério do Meio Ambiente e o Ministério da Terra, Infraestrutura, Transportes e Turismo do Japão, visando promover uma sociedade baseada no hidrogênio.

sexta-feira, 20 de janeiro de 2017

Toyota fecha acordo de pesquisa colaborativa para criação de sociedade baseada no hidrogênio nos Emirados Árabes Unidos

A Toyota Motor Corporation e a Masdar, companhia nacional de energia de Abu Dhabi (EAU), uma das maiores do mundo neste ramo de atuação, em parceria com o distribuidor de veículos Al-Futtaim Motors, fecharam, recentemente, acordo colaborativo para formatação de um programa de pesquisa em prol da exploração do uso potencial de energia proveniente de hidrogênio nos Emirados Árabes Unidos.

A principal premissa deste acordo é incentivar a cultura de sociedade sustentável e com baixa emissão de carbono. Como parte do programa, a Toyota iniciará testes demonstrativos de rodagem e reabastecimento do Mirai, modelo equipado com tecnologia de célula de combustível a hidrogênio, a partir de maio deste ano naquele país, ao passo que também instalará uma estação de abastecimento na mesma época.

A fabricante de veículos realizará uma série de testes de direção sob calor extremo, ambiente poeirento e outras peculiaridades climáticas e ambientais proporcionadas pela região. A Toyota também fornecerá arrendamentos de curto prazo para instituições governamentais dos Emirados Árabes, além de formadores de opiniões, a fim de promover uma melhor compreensão do funcionamento de um veículo movido à célula de combustível, com intuito de difundir o conceito principal das sociedades que têm como base o hidrogênio.

“Os Emirados Árabes Unidos possuem um vasto potencial para expansão da produção de hidrogênio. O país apresenta capacidade excedente em instalações e estações localizadas nas refinarias de petróleo e aexpertise para produzir hidrogênio como subproduto proveniente da soda cáustica, sem contar o potencial de geração de energia por meio das mega centrais de energia solar”, declarou Takeshi Uchiyamada,Chairman da Toyota Motor Corporation.

"À medida que o governo continua promovendo novas iniciativas e buscando a criação de uma sociedade baseada no hidrogênio, os Emirados Árabes Unidos serão capazes de emergir como líder mundial da próxima geração de energias limpas", acrescentou Uchiyamada.

Considerada principal nação produtora de petróleo, os EAU têm se tornado altamente dependente da commodity em sua indústria de base. O governo local lançou uma nova agenda nacional, denominada “Visão dos Emirados Árabes Unidos 2021”, que busca promover a qualidade do ar, a expansão do uso de energias limpas, com o fim de tornar o país líder mundial em qualidade de infraestrutura. O programa de pesquisa colaborativa entre as empresas explorará o potencial uso de hidrogênio na cidade de Masdar, construída por meio de princípios de design sustentável, destacando-se com um apelo urbano totalmente envolvido pela sustentabilidade.

O anúncio foi realizado durante a abertura da Semana da Sustentabilidade em Abu Dhabi, que conta com diversas conferências voltadas para o compartilhamento de ideias e planos que suportem o cumprimento das exigências do Acordo Climático de Paris e da Agenda 2030 para o Desenvolvimento Sustentável ao elencar soluções práticas e inovadoras em políticas, investimentos, tecnologia e parcerias, com foco em medidas governamentais e privadas.

Desafio Ambiental 2050

Em 2015, a Toyota também lançou o seu Desafio Ambiental 2050, que direciona a companhia para uma atuação constante no desenvolvimento de sociedades sustentáveis. A fabricante listou uma série de iniciativas para cumprir os principais desafios ambientais no seu segmento de atuação, incluindo a redução de até 90% na emissão de CO2 em carros novos, entre outras atividades.

terça-feira, 11 de outubro de 2016

GM comemora 50 anos de desenvolvimento de veículo movido a hidrogênio

O ano de 1966 trouxe as estreias de TV de "Batman" e "Star Trek" enquanto a General Motors testava a Eletrovan, o primeiro veículo movido a célula de combustível a hidrogênio do mundo.

Floyd Wyczalek, 91, era gerente de projeto do desenvolvimento de células de combustível da Eletrovan e lembra da equipe de mais de 200 pessoas trabalhando na primeira transferência de tecnologia das células de combustível em 1962, parte do desafio dado pelo presidente John F. Kennedy para a NASA pousar com segurança na Lua antes do final da década.

"Tínhamos três turnos de pessoas no início do projeto em janeiro de 1966 até o término 10 meses mais tarde", disse Wyczalek. "Corremos para fazermos uma demonstração para a imprensa durante a Conferência do Progresso da Energia em outubro daquele ano."

A GM já investiu mais de US$ 2,5 bilhões em tecnologia de célula de combustível de hidrogênio e está entre os líderes de patentes no desenvolvimento da próxima geração de sistemas que serão muito mais poderosos e com uma fração do tamanho da Eletrovan, que tinha espaço apenas para um motorista e dois passageiros.

Vários programas de demonstração de célula de combustível ajudaram a GM a acumular mais de 5 milhões de quilômetros em experiência no mundo real com sistemas modernos de células de combustível. 

O Chevrolet Colorado ZH2, exclusivo do Exército Americano, será o primeiro veículo de célula de combustível a usar a logo GM Hydrotec, uma ligação com os motores Ecotec movidos a gasolina.

"Nós vemos um grande potencial dos sistemas de células de combustível para uso militar, aeroespacial e em outras aplicações enquanto continuamos a desenvolver um veículo comercial com a tecnologia", disse Charlie Freese, diretor executivo global da GM Fuel Cell. "É muito especial para nós celebrarmos o 50º aniversário da Eletrovan."

A Eletrovan era estritamente um veículo de teste para explorar o hidrogênio como fonte de energia para a propulsão do veículo.

"A durabilidade da célula de combustível foi testada ao longo de vários meses", disse Wyczalek. "A realização dos testes de aceleração e velocidade máxima foram realizados em um dinamômetro de chassis."

Após o fim do projeto, a Eletrovan foi armazenada em Pontiac, Michigan. Após 31 anos armazenado, o modelo foi redescoberto em 2001 e passou a ser utilizada em apresentações e emprestada a museus. Quando está em casa, a Eletrovan fica no GM Heritage Center em Pontiac.

sexta-feira, 7 de outubro de 2016

Roberto Nasser - De carro por aí

Coluna 4016 - 07.10.2016 edita@rnasser.com.br  

Vespa é arrivata em Brasile!
                                                                         Rafael Linhares, colaborador

Grupo Piaggio desembarca no Brasil trazendo Na bagagem 4 modelos da icônica Vespa, iniciativa do Asset Beclly, empresa brasileira de fomento à atividade empresarial. Inova no lançamento das scooters com iniciativa diferente das tradicionais concessionárias, apostando no conceito de boutiques, incorporando atmosfera passional pela marca e o Italian life style associando a tecnologia ao vintage. As boutiques disponibilizarão produtos e acessórios da marca com espaço interativo para experiências de direção e garupa, com auxilio de profissionais aficionados por motocicletas auxiliando na escolha de modelos, cores e respectivas combinações para forração dos bancos.

Ousado, o scooter não pretente competir com os adversários disponíveis no mercado, tem publico alvo no intermediário entre motocicletas mais baratas de uso comercial e as de passeio ou street de uso pessoal com alta cilindrada.

Para comemorar a retomada das vendas no Brasil, os primeiros mil exemplares, feitos a partir da versão Primavera 150, terão mimos como plaqueta numerada de 0 a 1000 com personalização da bandeira do Brasil impressa e adorno na lateral com as cores da bandeira da Italia, e placa nominal marcando o produto limitado. Vendas a partir de 10 de outubro pelo site: www.vespabrasil.com.br  os valores estarão disponíveis no mesmo endereço a partir de 09 de outubro.

Vespa 946 – batizada com tal número relembra a produção da primeira scooter no mundo, pela Piaggio em 1946, estará disponível no Brasil em edição comemorativa dos 40 anos da Emporio Armani, marca tradicional da cultura italiana, traz combinação em tons de cinza fosco e tons sutis de verde perceptíveis apenas em certas condições de luz.

Primeira boutique em 22 de outubro no shopping JK Iguatemi, S. Paulo, e proposta é de inaugurar mais oito até o fim deste ano, outras 10 em 2017 e 22 2018, quando da produção nacional, sem definir local.

Solução de mobilidade, Mercado premium, Valor e diferenciação do produto, Inovador, elegante, ousado, atemporal, icônica, estas foram palavras repetidas exaustivamente pelos executivos Santo Magliacane e Longino Morawski, adjetivos caracterizadores de produto diferenciado, sem valor divulgado, forçando especulação sobre valor em comparação ante produtos disponíveis no mercado. Morawski é uma referência no setor. Foi comercial na Toyota, fez e geriu o projeto de implantanção da Harley-Davidson no Brasil.



Quem é Quem


Roda-a-Roda
Entrosamento – No Salão de Paris Daimler e Aliança Renault Nissan comemoraram 7 anos de cooperação: padronização de equipamentos, redução de custos, participação em novos segmentos, fábrica de uma fazendo carros com emblema da outra. Ao mercado brasileiro primeiro produto será picape argentino feito na Renault, como Nissan, Renault e Mercedes.

Bang-Bang – Donald Trump em campanha à presidência dos EUA ataca a Ford por transferir produção de CMax e Focus ao México, exportado empregos. Ford contesta: não haverá perda de lugares pois haverá substituição de produtos.

Bronco - Crê-se empresa aproveite base do Everest ora extinto na Austrália como SUV sobre chassis do Ranger, fazendo terceira geração do Bronco.

Porquê – Mudar para o México, fazer nova fábrica, tem explicação numérica: custos menores e fato de o país ter acordos comerciais com 40 mercados, tornando-se base de exportações.

Caros – Mudança de governo na Argentina, ajustes, realidade do dólar, impostos, diz o jornal Ambito Financeiro, transformaram automóveis nos mais caros da parte Sul com 55% de impostos aos leves! Tudo subiu de preço na Argentina, incluindo turismo.

Tabela em USD$

Chery QQ
Renault Clio
Fiat Mobi Easy
Argentina
12.600
12.650
12.850
Brasil
10.050
10.731
9.230               

Global – Produto insólito no distante Mercosul, picape Amarok iniciou ser feito na Argentina em 2010. Percalços como direção automobilística inadequada; falta de transmissão automática; má vedação a abrasivos externos na correia de distribuição mostraram, impor fórmulas exógenas em terra alheia nem sempre dá certo.

Nova – Final do ano, renovará estilo, frente, grupo óptico, mais infodiversão e, novidade maior, motor V6, 3.000 cm3, diesel com potências disponíveis entre 163, 204 e 224 cv. Neste, maior torque da categoria, impactantes 56 m-kgf.

Mais – Curiosidade, matriz VW ajustou com empresa do Equador montar kits argentinos - 2.000/ano para seu mercado e exportar à vizinha Colômbia. Mais interessante, VW EUA pressiona matriz para produzi-lo a seu grande mercado.

Trava Vésperas de lançamento de novo motor diesel, 3 cilindros, para automóveis, Toyota sustou planos. Demanda tais motores pararam em aproximadamente 50% da frota em 2015 com problemas legais dos motores VW, e iniciaram cair. Toyota é 25% das vendas europeias de diesel.

Toro SUV – Fiat testa os protótipos finais disfarçados, no jargão do setor ditos Mulas, para novidade próximo ano. Com pouco investimento fará do Toro um utilitário esportivo com três fileiras de bancos e 7 lugares.

Ocasião – Produto oportunoso, feito sobre a plataforma Small Wide, coisa mágica vestida por utilitário esportivo Renegade, picape Toro, Jeep Compass em dias de lançamento – e como descrito pela Coluna -, e a nova versão do Toro.

... II - Não concorre com os demais, exceto o segmento de clientes com picape como carro de passeio, será opção ao importado Freemont, em fim de ciclo. Fábrica tergiversa, mas crença é de lançamento próximo ano.

Festa – BMW comemora 2 anos de sua fábrica em Araquari, SC, e 25 mil veículos para mercado domestico e exportações. Flexível, permite faze-los veículos com diferentes plataformas, como os seis modelos atualmente: Série 1; 3; X1; X3; Minis Countryman e X4.

De corrida – Porsche 911 GT3 Cup, carro de corridas feito em série recebe encomendas para entrega em 2017. Motor trazeiro H6, 4 litros, injeção direta, faz 485 cv. Agrega perfumarias mecânicas para aumentar duração do motor, como centrífuga para retirar espuma do óleo, comando de válvulas com balancins montados rigidamente.

Mais  Aros 18 com porca central, 270 mm de largura para dianteiras e 310 mm para traseiras. Pesa apenas 1200 kg, redução de peso obtida com aplicação de aços leves e alumínio. Custa E 189.900.

Se fué – Renault em Córdoba, Argentina, encerrou produção do Clio com 549.548 unidades, encerrando ciclo iniciado há 16 anos no Brasil. Em seu lugar o novo sav Kwid feito no Brasil. Espaço industrial aberto será preenchido com picape para Nissan, Renault e Mercedes.

Jogo Duro – Africa, a agência de propaganda da Mitsubishi, conseguiu colar adjetivo nos novos picapes All New L200 Triton Sport: casca dura. Passa a ideia de resistência, diferenciando-o dos concorrentes acomodados em ser picapes finesse. Fez super produção para lançamento, incluindo trailer de 45.”

Confusão - Chama-o Watermopiasgrado, união das maiores batalhas de todos os tempos. Conclusão é, nem todos os cascas grossas de todos os tempos detiveram a nova L200 e suas inovações, como motor diesel em alumínio, menor cilindrada, maior potencia, carroceria nova, maior espaço interno.

P’ra cima – Em tempos de queda recorde no mercado de caminhões, 45%, modelo Actros da Mercedes, cresceu 86% neste ano em relação a 2015.Mais equipado e caro, foi nacionalizado com a incorporação de sistemas demandados pelos caminhoneiros.


Foi-se  Revenda Ford Cancella, com base em Ituiutaba, MG e cinco filiais periféricas, fechou as portas após 87 anos de operação. Era a mais antiga da marca. Nota oficial culpa o caos automotivo, instabilidade econômica agravada pela insegurança político governamental, instabilidade pela insegurança político governamental, mudanças radicais nas operações, pressões de toda ordem.

Igual – Nada novo: mercado em queda, despesas difíceis de honrar, desconto sobre as margens de lucro e fabricante nem sempre sensível. No período Dilma    1200 revendas foram fechadas e 124 mil empregos extintos.

Vitória – Em outubro ação positiva nos aviões da Azul. As Vitoriosas, como chamadas as senhoras que venceram o câncer de mama, ligadas à FEMAMA, entrarão em diversas aeronaves em 10 cidades do país para dar dicas de detecção precoce da doença e contar histórias de superação. Prevê audiência esclarecida de 35 mil clientes.

Retorno – Fulgurante marca alemã – 1929-1963 – Borgward voltará. Christian, neto do fundador Carl, desenvolveu projeto em acertou-se com chinesa BAIC, para produzir o SUV Premium com a marca. Curiosamente será apresentado em Buenos Aires, durante a Autoclasica, sua estelar exposição de antigos. Marca quase veio para o Brasil no projeto JK. Diz-se, produção em 2017.

180 graus  Auto Union Automóvel Club de Argentina e Circulo Auto Union del Uruguai guinaram em 180o. e, em vez de Punta del Este, fizeram encontro da marca em Colonia del Sacramento, espécie de Paraty à beira rio, no Uruguai.

Tri partite  Presença de argentinos – basta cruzar o Rio da Prata -, uruguaios e alguns brasileiros. Se o pessoal – alô Flávio Gomes -, organizador do Blue Cloud, encontro da marca onde habitualmente reúne uma centena dos carros da marca, combinar com os Hermanos dá para fazer coisa de porte.

História  Enquanto no Brasil a Vemag montou quase 120 mil Auto Union, a Automotores Santa Fé, na Argentina, marcou quase 20 mil. Atrativo, o Fissore deles, coupe’ esportivo, nada a ver com o nosso, foi montado em desconhecido total. Aqui os Fissore foram 2.489.

Toyota dá acesso a patentes para uso de hidrogênio
Poderosa, formadora de opiniões, referência, a indústria automobilística concluiu há alguns anos sobre a necessidade de se aproximar da sociedade, mostrar face utilitária, assumir compromissos em nome de relação de confiabilidade. Na prática, diferenciar-se de outros pelo argumento da utilidade social. Algumas empresas tem ações tópicas como plantar pequenas áreas. Outras, projetos grandes de geração de oxigênio pelo plantio de grandes extensões, ou atividades objetivas como criação de parques de energia eólica ou construção de centrais hidro elétricas.

Senso geral é tratar o tema com um enlace nas atividades, coisa intrínseca, nada periférica, planejada de modo a envolver-se com a sociedade. Uma das vertentes é a democratização do conhecimento, e bom exemplo desta postura foi dada pela Toyota, hoje maior das fabricantes mundiais de veículos. Informação de Ricardo Bastos, presidente da Fundação Toyota dá conta da liberação de cinco mil patentes da marca para uso de hidrogênio como combustível da mobilidade.

O ato, considerado na especialidade um passo à frente, diferencia a empresa, dá exemplo e instiga outras a segui-la, criando plataformas e infra estrutura para dividir conhecimentos com a sociedade. Para o executivo, “Investir na conservação ambiental, na formação de cidadãos e em tecnologias transformadoras é prezar pela biodiversidade. É essencial que a indústria perceba sua responsabilidade no crescimento sustentável. Vamos continuar dividindo com a sociedade nossos ensinamentos em busca de uma sociedade harmoniosa e equilibrada”.

segunda-feira, 28 de março de 2016

Toyota Mirai é eleito o Carro Verde Global do Ano

"Assim como o Prius mudou o mundo há quase 20 anos, o Mirai movido a hidrogênio está pronto para fazer história", disse Bill Fay, vice-presidente da Toyota Division Group. "Com quase 500 km de autonomia por tanque, tempo de abastecimento menor que cinco minutos e emissões apenas de vapor de água, o Mirai está conduzindo o mundo para um futuro mais sustentável”, afirma.

O Mirai foi escolhido entre oito competidores de todo o mundo. Fatores como emissões de poluentes, consumo de combustível e uso de tecnologias avançadas capazes de aumentar a responsabilidade ambiental do veículo foram considerados na avaliação da premiação.

Todos os veículos – concorrentes em todas as categorias do prêmio – foram selecionados e votados por um júri internacional composto por 73 jornalistas automotivos de 23 países ao redor do mundo.

O Mirai é equipado com um motor elétrico, uma bateria, dois tanques de hidrogênio de alta pressão com capacidade máxima de 70 Mpa, um conversor elevador de tensão, uma central de comando e a célula de combustível a hidrogênio localizada no centro do assoalho do veículo. É dentro desta estação que a reação química para colocar o Mirai em movimento ocorre.


O veículo capta o oxigênio da atmosfera por meio de sua entrada de ar frontal e o leva até esta estação, para onde o hidrogênio contido nos dois tanques também é direcionado. Dentro dela, a célula combustível divide o hidrogênio em duas moléculas, gerando uma carga elétrica. Ao mesmo tempo, o oxigênio se une às células de hidrogênio, formando água. 

A energia elétrica é direcionada ao conversor, que alimenta o motor do Mirai, e a água é expelida pela válvula de escape. O motor também é alimentado diretamente pela bateria, recarregada por energia cinética gerada pela desaceleração e frenagem do automóvel.

domingo, 13 de março de 2016

Honda inicia as vendas do novo Clarity Fuel Cell no Japão

A Honda Motor Co. inicia esta semana, no Japão, as vendas do Clarity Fuel Cell, seu novo carro movido a célula de combustível (FCV). Com o modelo, a marca busca popularizar a utilização desse tipo de veículo, oferecendo o alto nível de praticidade de um automóvel e o apelo de um carro que está à frente de seu tempo. O Clarity Fuel Cell é o primeiro sedan para cinco passageiros tipo FCV do mundo a ser equipado com um compacto powertrain totalmente abrigado sob o capô, desenvolvido com tecnologias Honda.

Aliado à eficiência do powertrain e à redução do consumo de energia, um tanque de alta pressão de hidrogênio de 70 MPa permite uma autonomia de aproximadamente 750 km, o que representa um aumento em torno de 30% comparado ao FCV anterior e classifica o Clarity Fuel Cell como o carro mais eficaz entre os veículos de emissão zero. Esse crescimento da autonomia ampliou significativamente a praticidade do modelo, tornando-o ideal tanto para o uso diário como para longas viagens. O tanque de hidrogênio pode ser abastecido em cerca de 3 minutos, com uma facilidade equivalente a um automóvel movido a gasolina.

O Clarity Fuel Cell ainda traz um design exterior que alia dinamismo e elegância, além de uma condução suave e silenciosa, encontrada apenas em veículos elétricos equipados com motores de alta potência que atingem 130 kW. Além disso, combinado a um dispositivo portátil de energia externa, o Power Exporter 9000, que também começa a ser vendido hoje, o Clarity Fuel Cell pode funcionar como uma “usina de força sobre rodas”, capaz de suprir uma casa de família de porte médio durante cerca de 7 dias.

No primeiro ano de comercialização do modelo no Japão, a Honda vai focar principalmente nas vendas para órgãos do governo local e empresas com os quais já mantém parceria para a popularização dos FCVs. Durante esse período, a marca vai apurar informações sobre o uso do Clarity Fuel Cell, assim como do dispositivo de energia externa, e compilar as diversas opiniões e solicitações dos usuários, para depois iniciar as vendas aos consumidores individuais.

A Honda vai começar fabricando um pequeno volume em sua unidade de Takanezawa (município de Tochigi, no Japão) – estão previstas 200 unidades – e eventualmente expandir, pois a empresa planeja lançar o Clarity Fuel Cell na Europa e Estados Unidos até o final deste ano.

A Honda foi uma das primeiras fabricantes de automóveis a focar no hidrogênio como uma possível solução para problemas como o aquecimento global e o esgotamento dos combustíveis fósseis. A fabricante tem posicionado o FCV, que emite apenas água, como o mais avançado veículo ambientalmente responsável e adotou uma postura pró-ativa para pesquisa e desenvolvimento de automóveis movidos a célula de combustível desde o final da década de 1980.

Em 2002, o Honda FCX se tornou o primeiro veículo de célula de combustível no mundo a ser certificado pela U.S. Environmental Protection Agency (EPA, agência de proteção ambiental dos Estados Unidos) e pelo California Air Resources Board (CARB). Com essas certificações, a marca começou a comercializar o FCX no Japão e nos EUA. Em 2008, a Honda iniciou as vendas do FCX Clarity, um sedan que contou com um pacote inovador de equipamentos, oferecendo uma experiência de condução sem precedentes. O novo Clarity Fuel Cell foi desenvolvido com base em várias tecnologias já utilizadas em modelos anteriores, buscando a facilidade de uso e a alta performance.

Com o objetivo de contribuir para uma futura sociedade sustentável adepta à energia de hidrogênio e para proporcionar liberdade de mobilidade, a Honda continuará assumindo novos desafios para o desenvolvimento de tecnologias, incluindo a estação de hidrogênio inteligente (Smart Hydrogen Station), FCVs e dispositivos de alimentação de energia externa sob o conceito de “gerar, utilizar e ficar conectado”.

Especificações técnicas Clarity Fuel Cell


Número de ocupantes
5
Autonomia (referência)
Mais de 700 km (medição interna da Honda)
Reabastecimento
Aproximadamente 3 minutos
FC – energia máxima gerada
Mais de 100 kW
Potência máxima do motor
130 kW
Pressão do hidrogênio
70 MPa
Bateria
Íon-lítio
Dimensões do veículo (comprimento x  largura x altura)
4,895 mm x 1,875 mm x 1,475 mm

segunda-feira, 6 de julho de 2015

Toyota Mirai quebra recorde de distância, com zero emissão de gases poluentes

O futuro da mobilidade está pronto para pegar a estrada e percorrer longos trajetos. O Toyota Mirai, veículo movido a hidrogênio, quebra recorde de distância e prova ter autonomia para atravessar mais de 500 km, com zero emissão de gases poluentes, liberando na atmosfera nada mais do que água em forma de vapor.

O modelo com tecnologia de célula de combustível a hidrogênio está pronto para abrir a nova era de eficiência na mobilidade urbana. Primeiro a ser produzido em escala comercial mundial, é movido por energia elétrica, usando hidrogênio de sua célula e a captação de oxigênio da atmosfera. Para o seu funcionamento, dentro da célula acontece a divisão do hidrogênio em duas moléculas, gerando uma carga elétrica. Ao mesmo tempo, o oxigênio se une às células de hidrogênio, formando vapor d’água, que é eliminado pela válvula de escape, sem emitir gases poluentes.

Desde a década de 90 a Toyota notou que a eletrificação de veículos seria o grande salto tecnológico para o futuro e pode comprovar isso acompanhando o desempenho do Mirai. O sedã de quatro portas oferece um excelente consumo energético, além de permitir aos clientes desfrutarem da experiência de qualidade, durabilidade e confiabilidade da marca.

Com o objetivo de fortalecer a tecnologia de célula combustível a hidrogênio, a Toyota Motor Corporation, a Nissan e a Honda anunciaram o acordo sobre incentivo ao desenvolvimento de infraestrutura de postos de hidrogênio no Japão.

As montadoras fornecerão apoio financeiro para a criação das estações de abastecimento e buscam formar uma rede que ofereça o melhor serviço possível aos proprietários de veículos movidos a hidrogênio.


A parceria também visa a divulgação e conscientização sobre importância do tema, a fim de encorajar outras companhias a participarem do fornecimento desse combustível. O patrocínio financeiro será distribuído por meio da Associação de Tecnologia e Pesquisa de Fornecimento e Utilização de Hidrogênio (Research Association of Hydrogen Supply/Utilization Technology - HySUT), a qual coordena ações de estímulo para a demanda de célula combustível a hidrogênio. O projeto também recebe apoio do governo japonês.

domingo, 30 de março de 2014

Fernando Calmon - HIDROGÊNIO: SOLUÇÃO OU CONFUSÃO?


Estudo recente da Shell prevê que petróleo e derivados só deixarão de ser fonte de abastecimento de veículos em 2070. O pico da demanda ocorreria em 2035, quando combustíveis alternativos, como o hidrogênio, passariam a representar papel crescente. Na realidade a tração elétrica terminaria por se impor, porém há duas vertentes para isso.Uma seria a conhecida bateria, utilizada há mais de 100 anos, que continua a dever muito em autonomia, peso, volume, tempo de recarga e, em especial, preço, sem falar da infraestrutura a instalar. Também falta equacionar a origem de produção de eletricidade ainda centrada em carvão e gás natural. A depender da matriz energética de cada país, as emissões de CO2 (um dos gases responsáveis pelo aquecimento da atmosfera) poderão não diminuir em relação aos motores atuais mais eficientes. E se o abastecimento é com etanol de cana os elétricos não trariam vantagens (pelo contrário), se as preocupações fossem apenas mudanças climáticas.

A segunda opção para carros elétricos é a pilha a combustível. Conhecida desde 1838, tem fluxo contínuo de eletricidade. Há dois tipos: geração a bordo de hidrogênio por um reformador abastecido a gasolina, diesel, gás natural ou álcool (metanol ou etanol); fornecimento direto de hidrogênio a partir de um tanque pressurizado a 700 bar (3,5 vezes mais que um cilindro de GNV).Pilha a combustível (fuel cell, em inglês) tornou-se opção às baterias de automóveis há 20 anos. Hidrogênio combina-se ao oxigênio do ar para gerar eletricidade e subprodutos simples: calor e vapor d’água. Reformador a bordo perdeu interesse para o tanque de hidrogênio.Embora vários fabricantes tenham desenvolvido protótipos, só a Honda iniciou uma experiência prática, em 2008, com 40 unidades. Hyundai, Toyota, Daimler, Nissan, BMW e Volkswagen, entre outras, se animaram e vão produzir automóveis com essa tecnologia em estágio bem inicial.

As empresas petrolíferas parecem conformadas de que a era do combustível de origem fóssil termina no século 21. Não pelo esgotamento e sim por restrições ambientais. A Shell afirma que pilha a hidrogênio para motores elétricos é a solução, mas exigirá uma rede capilar de postos de abastecimento a ser criada.Só faltou combinar o discurso com os fabricantes de baterias. Elon Musk, dono da fábrica americana de carros elétricos Tesla, foi contundente. “É puro marketing, só papo-furado”, disparou. Musk, o bilionário fundador do site de pagamentos PayPal, não produz baterias. Mas, apostou que podia juntar milhares de pequenas unidades de íons de lítio, tamanho AA, e aumentar a autonomia de seu Model S para mais de 400 quilômetros, o que nenhum veículo elétrico alcançou.

A era do hidrogênio, no entanto, traz gigantescos desafios. Um posto básico desse gás custa, hoje, em torno de R$ 3,5 milhões, de cinco a oito vezes mais que um convencional. Também precisa se saber a fonte de obtenção do hidrogênio – a própria energia elétrica, uma delas – e estudar o balanço de CO2. E, finalmente, o preço de um automóvel com pilha a hidrogênio.

Portanto, continuam mais dúvidas do que certezas sobre como mover o mundo. Além da briga entre bateristas e hidrogenistas, cada um puxando para o seu lado.


PERFIL
Fernando Calmon (fernando@calmon.jor.br), jornalista especializado desde 1967, engenheiro, palestrante e consultor em assuntos técnicos e de mercado nas áreas automobilística e de comunicação. Sua coluna automobilística semanal Alta Roda começou em 1999. É publicada em uma rede nacional de 85 jornais, sites e revistas. É, ainda, correspondente no Brasil do site just-auto (Inglaterra).


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