Mostrando postagens com marcador MACLAREN. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador MACLAREN. Mostrar todas as postagens

terça-feira, 2 de agosto de 2016

Pirelli F1: pneus de 2017 estreiam na pista

O programa de testes para os pneus Pirelli P Zero mais largos da Fórmula 1, que serão usados em 2017, começou em Fiorano, na Itália, nesta segunda-feira. 

Sebastian Vettel foi o responsável por pilotar a Ferrari SF15-T que foi especialmente modificada para simular as novas regras aerodinâmicas e para acomodar os novos tamanhos dos pneus que serão usados em 2017. O tetracampeão mundial irá testar durante o dia inteiro antes de entregar o carro para Esteban Gutierrez, piloto da equipe Haas F1, nesta terça-feira, dia 2 de agosto.

O PROGRAMA: após algumas voltas de instalação com pneus slick nesta manhã, Vettel irá tentar os pneus Pirelli intermediários mais largos e, também, os de chuva, em uma pista molhada artificialmente. Com banda de rodagem 25% maior do que a usada atualmente, alguns cuidados especiais são necessários na pesquisa e no desenvolvimento dos pneus de chuva, que são capazes de expulsar ainda mais água. O trabalho de desenvolvimento nos intermediários e nos de chuva irão continuar com Gutierrez nesta terça-feira.

DIMENSÕES. As regras de 2017 determinam as seguintes medidas para os pneus slick:
305/670-13 no eixo dianteiro (atualmente é 245/660-13)
405/670-13 no eixo traseiro (atualmente é 325/660-13)
O Cinturato intermediário terá diâmetro de 675 mm enquanto o de chuva será de 680 mm.

O tamanho das rodas permanece inalterado em 13 polegadas.

TESTE DOS PNEUS SLICK. A Red Bull será a primeira equipe a usar o novo pneu slick para a temporada 2017 da Fórmula 1. A avaliação de pista seca será nos dias 3 e 4 de agosto em Mugello, na Itália, a última antes das férias de verão. 

O programa de desenvolvimento irá começar em setembro, quando a Mercedes (a terceira equipe que irá fornecer um carro modificado para os testes) irá para a pista de Paul Ricard, na França.


PROGRAMA. Cada uma das três equipes participando (Mercedes, Ferrari e Red Bull) irão andar durante oito dias cada entre agora e o fim de novembro. Cada equipe terá exatamente a mesma quantidade de testes para os pneus de chuva e intermediários (dois dias), assim como os slick (seis dias). O dia final de testes contará com as três equipes em Abu Dhabi, na terça-feira, dia 29 de novembro, dois dias após a última etapa da temporada 2016.

CALENDÁRIO POR DATA
TESTES EM CARROS ADAPTADOS – TAMANHOS DE 2017
Sessão
Data
Dias de Testes
Circuito
Carro(s)
Tipos de Pneus
1
Ago 1-2
2
Fiorano
FER
Chuva
2
Ago 3-4
2
Mugello
RBR
Slick
3
Set 6-7
2
Barcelona
FER
Slick
4
Set 6-7-8
3
Paul Ricard
MGP
Slick
5
Set 21-22
2
Paul Ricard
MGP
Chuva
6
Out 12-13
2
Barcelona
MGP
Slick
7
Out 14-15-16
3
Abu Dhabi
RBR
Slick
8
Nov 2-3
2
Abu Dhabi
RBR
Chuva
9
Nov 14-15-16
3
Abu Dhabi
FER
Slick
10
Nov 29
3
Abu Dhabi
MGP
FER
RBR
Validação Final






terça-feira, 11 de agosto de 2015

Wagner Gonzalez em Conversa de pista

Wagner Gonzalez
Dieta da McLaren pode ser ilegal
O resultado surpreendente obtido pela McLaren no GP da Hungria ainda não foi digerido integralmente pela comunidade da F-1 e poderá gerar (mais) uma crise na categoria caso se confirmem as suspeitas de que os carros de Fernando Alonso (5º colocado) e Jenson Button (10º) teriam disputado o evento com peso abaixo do mínimo da categoria. Oficialmente os carros dos dois pilotos foram pesados ao final da prova de Hungaroring e declarados legais, mas no passado da F-1 o comunicado não informa se estavam dentro ou fora do regulamento.

O passado da categoria, porém, deixa margem à dúvida. Ken Tyrrell, por exemplo, fez com que seus carros andassem abaixo do peso mínimo durante a primeira metade da temporada de 1984… Seus carros largavam abaixo do peso e, no terço final da prova paravam nos boxes para um reabastecimento de… bolinhas de chumbo!

Para entender a gravidade do que por enquanto circula a boxe fechado é preciso recordar alguns lances do passado e colocar a situação atual da F-1 em perspectiva: a quem interessa ver a McLaren na beira do abismo ou correr o risco da Honda deixar, novamente, a categoria? Trata-se de um jogo onde egos, interesses econômicos e, principalmente, a sobrevivência de uma galinha que já botou muitos ovos de ouro são os principais elementos em cena de uma ópera com fantasmas, palhaços e vilões, muitos vilões.

Comecemos pela organização McLaren, atualmente um complexo cujo controle administrativo absoluto é objeto de desejo de um dos seus principais acionistas: Ron Dennis. Severo, determinado (teimoso diriam alguns) e visionário, este inglês de 68 anos que começou a vida como mecânico na equipe Cooper pode ser considerado um autoentusiasta bem sucedido: tem sua própria coleção de F-1, lidera uma empresa cuja imagem é baseada na sobriedade e eficiência tecnológica de ponta e, óbvio, tem seus inimigos.

Dois deles são ninguém menos que Bernie Ecclestone e Max Mosley. Este último foi vítima de uma cena bizarra: seu encontro com, digamos, damas de entretenimento alternativo, foi fotografado e publicado em várias mídias. Há quem jure de pés e mãos atadas que se tratou de uma vingança por conta de uma severa multa que a FIA, então presidida por Mosley, aplicou à equipe McLaren um ano antes, em 2007.

Desde que assumiu, em 1981, o controle da equipe fundada pelo neozelandês Bruce McLaren, Ron Dennis a levou  por ciclos de sucesso em parcerias com a Porsche, Honda e Daimler, em meio a associações menos duradouras com a Ford e a Peugeot e um rápido namoro com a Lamborghini. Sua capacidade em atrair patrocinadores de peso e potência dignos da aceleração de um F-1 também pode ser interpretada como claro sinal de sucesso. O lado ruim de tudo isso é a recepção clandestina de um dossiê técnico da Ferrari, caso que gerou a tal punição de 2007: multa de US$ 100 milhões e exclusão do campeonato daquele ano.

A julgar pelos resultados que a equipe vem obtendo este ano é plausível ver um novo capítulo nesse tema: os resultados tem sido patéticos, se tanto, e o motor Honda atual não corresponde às expectativas. Além disso, a equipe não conta com um patrocinador principal há algum tempo e os resultados piorando pelo segundo ano consecutivo terão forte impacto na distribuição de bônus e ajuda de custo que a FOM (Formula One Management, empresa que detém os direitos comerciais da categoria) distribui entre as equipes. Em outras palavras, a McLaren vai ter seus dias de salário mínimo em breve. E é neste ponto que um acordo peculiar poderia ter surgido. Ainda que inimigo de Dennis, não interessa a Ecclestone que a McLaren se afunde de vez. Estivesse Maquiavel circulando pelo paddock ele poderia ter sugerido ao mandatário da categoria que uma pequena ajuda neste momento crucial poderia ser paga em moeda forte, com juros e correção monetária e fazer o rival se tornar mais flexível às suas propostas. Num momento que todos clamam melhorias, atitudes e uma fase digna de Fênix para a F-1 atual, a Bernie interessa contar com todo apoio possível para superar a crise de hoje em dia que já dura meses e nasceu há alguns anos.

E aqui surge o espaço para um favor especial em uma condição atípica. É pouco provável que até o final do ano a Manor deixe de ser a última colocada entre os construtores e supere a McLaren na contagem de pontos deste ano; é pouco provável até que a equipe marque pontos. Assim, o resultado da Hungria serve como bálsamo aos samurais da Honda com poder de decisão sobre manter ou anular o atual programa de F-1. Abandono que se por acaso acontecer, não será o primeiro. Em 1968, quando conquistou sua primeira pole position na categoria (com John Surtees, no GP da Itália), ela encerrou o programa marcado por um projeto fracassado de motor arrefecido a ar. Vale lembrar que Surtees rejeitou peremptoriamente correr com o chassi RA 302 e usava um motor V-12 ortodoxo montado em chassi feito pela Lola. Em 2008, após três temporadas de atuações dignas do rótulo “melhor esquecer”, a estrutura da sua equipe própria foi vendida a Ross Brown por um preço simbólico.

Se um abandono acontecer novamente seria um golpe quase fatal na Fórmula 1 que conhecemos e pela qual nos apaixonamos. E seria um golpe praticamente fatal caso seja imitado pela Renault, ainda por divulgar se continua ou não na categoria, Pressões para anular as restrições no desenvolvimento de motores — marca do regulamento atual — ganharam força esta semana com declarações públicas de Franz Tost (diretor da Toro Rosso) e do próprio Fernando Alonso.
Por enquanto, o acordo comentado neste artigo é uma especulação, especulação que a história alimenta com requintes.

Mais McLaren
Ainda no campo das possibilidades: anunciada por diversos sites e revistas européias como negócio fechado, a chegada do belga Stoffel Vandoorne como companheiro de equipe de Fernando Alonso em 2016 foi desmentida pela assessoria de imprensa da McLaren. Segundo o comunicado, nenhuma decisão a respeito foi tomada pela equipe até o momento.

Para reforçar anda mais o inferno astral de Jenson Button, a casa onde o piloto e sua esposa passavam férias na Riviera Francesa foi assaltada, com prejuízos consideráveis em jóias e valores. Após alegar que os ladrões teriam entrado na casa após injetar gás entorpecente pelo sistema de ar-condicionado da mansão onde estava hospedado com amigos, o piloto teve sua tese desmentida por médicos anestesistas ingleses e autoridades francesas, para quem a desculpa é um mito. Para a polícia é mais provável que o consumo excessivo de álcool na noite anterior poderia ter facilitado a entrada dos assaltantes.

Elétricos em alta tensão
Três mudanças importantes aconteceram na lista de inscritos para a segunda temporada mundial da F-E, a categoria de carros elétricos que termina hoje, em Donington Park, sua primeira rodada de treinos livres para a temporada 2015/2016. O resultado do treino inaugural da entressafra, ontem, não mostrou nenhuma novidade com relança ao mais velozes: Sebastién Buemi, Lucas Di Grassi e Nicolas Prost foram os mais rápidos em uma sessão parcialmente prejudicada pela chuva. Entre o que trocaram de CEP, Nick Heidfeld foi o melhor (sexto) enquanto Jacques Villeneuve, que deverá disputar sua primeira temporada completa em uma categoria após muitos anos, foi o mais lento do dia (1’38”176), cerca de seis segundos acima do melhor tempo de Buemi.

Entre as mudanças de pilotos está a contratação de Nick Heidfeld pela Mahindra, onde corre Bruno Senna, e Jean-Éric Vergne na Virgin Racing, mudanças que ajudam a consolidar a categoria como um novo mercado para pilotos profissionais. Entre os que deixaram a categoria está Jaime Alguersuari, que desmaiou durante a etapa de Moscou e teve sua habilitação suspensa pela FIA. O espanhol anunciou seu afastamento temporário das competições para realizar uma bateria de exames médicos afim de ser avaliada sua real condição física.

O resultado dos treinos de ontem: 1) Sebastién Buemi, Renault e.dams, 1’32”095s; 2) Lucas di Grassi, ABT Schaeffler Audi Sport, 1’32”158s; 3) Nicolas Prost, Renault e.dams, 1’32”286s 4) Sam Bird, DS Virgin Racing, 1’32”523s 5) Salvador Duran, Team Aguri, 1’32”549s 6) Bruno Senna, Mahindra Racing, 1’35”653s 7) Nick Heidfeld, Mahindra Racing, 1’35”700s 8) Jerome D’Ambrosio, Dragon Racing, 1’36”324s 9) Tom Dillmann, Team Aguri, 1’36”329s 10) Stephane Sarrazin, Venturi, 1’36”361s 11) Jean-Eric Vergne, DS Virgin Racing, 1’36”704s 12) Loic Duval, Dragon Racing, 1’37”987s 13) Nelson Piquet Jr, NextEV TCR, 1’38”052s 14) Jacques Villeneuve, Venturi, 1’38”176s 15) Jarno Trulli, Trulli, sem tempo 16) Simona de Silvestro, Andretti, sem tempo.

Varela e Gugelmin dominaram os Sertões
A dupla Reinaldo Varela/Gustavo Gugelmin venceu com autoridade e regularidade a edição 2015 do Rally dos Sertões. A dupla liderou a competição desde a primeira etapa e não teve maiores problemas com a picape Toyota que usa para disputar o Campeonato Mundial de Rally Off Road, modalidade onde conquistou o título da categoria T-2 em 2012.

Resultado final, geral, carros: 1) Reinaldo Varela/Gustavo Gugelmin, Toyota Hilux, 14h53’25”; 2) Marcos Baumgarten/Kleber Cincea, Ford Ranger, 15h7’47”6; 3) Cristian Baumgart/Beco Andreotti, Ford Ranger, 15h53’58”8.

WG


sexta-feira, 10 de abril de 2015

Roberto Nasser - De carro por aí

Coluna1515 -10.Abril.2015 edita@rnasser.com.br

Tríplice Aliança em picape com três caras
Leitor da Coluna sabe, foi aqui onde leu, com antecipação, dos planos e da definição da Mercedes-Benz em fazer um picape para 1t na Argentina. Também foi aqui informado da decisão da Renault em aproveitar a base do novo picape NP 300 Nissan, para fabricar um com sua marca no vizinho país. Internamente o picape Renault é chamado Raptur.

Agora, da mistura de informações, a matriz da Mercedes-Benz confirma: terá seu picape, e não será produzido solitariamente, mas produto de Tríplice Aliança. Há século e meio acordo com tal título foi costurado para unir Argentina, Brasil e Uruguai para varrer da competição sul americana o então valente Paraguai. O acordo renasce agora com vezo comercial, mas os inimigos são outros, os custos.

Alemã Daimler, controladora da marca Mercedes, francesa Renault e sua associada japonesa Nissan ampliaram seus entendimentos de troca de conhecimentos e meios, e cada marca terá um picape made in Argentina. Aos compradores pode parecer curiosidade a Renault fazer um Mercedes ou um Nissan, mas purismo de fidelidade à marca é qualidade ou defeito de consumidor. Para as marcas, todos os veículos são quase iguais, e os métodos são capazes de padronizar as diferenças. No caso a base do picape será do Nissan NP 300, sob seu desenvolvimento, e quase pronto. Assim, Mercedes ou Renault não precisam investir em desenvolvimento. A Nissan não tem operação industrial na Argentina, mas a Renault a tem na sexagerária planta de Santa Isabel, em Córdoba, onde produzirá para as três marcas. Coisa rápida, 2016.
  
Elegante, chegou o Peugeot 2008
No ano das novidades em crossovers, SAVs e SUVs, chegou novo participante, o Peugeot 2008. Concorrente a ser considerado, bem dotado em conteúdo, harmônico em preços.Baseia-se no hatch 208, dele herdando os bons acertos de suspensão, direção e freios.

A morfologia, cruza entre hatch e monovolume, gerou produto interessante, espaçoso, bem equipado, e a Peugeot focou em duas versões bem completas em decoração e conteúdo, Allure, motor 1.6, flex, 122 cv, transmissão mecânica de cinco velocidades, R$ 67.190, ou automática com quatro. A R$ 70.890. Versões intermediárias e topo com a Griffe, também flex 1.6, mas o THC, motor turbo produzido com a BMW, 173 cv a R$ 79.590. Nesta a transmissão é mecânica de seis velocidades, sem opção automática. (O câmbio com quatro velocidades não suporta o torque do motor, e a carroceria não espaço para admitir a transmissão com seis.)

Preços e conteúdos bem definidos entre o 208 e os novos frequentadores do segmento, recém lançados Honda HR-V e Jeep Renegade. A Peugeot foca no trato interno para gabaritar o 2008 na nova postura da marca, identificar seus veículos como elegantes e refinados. Versão básica mais complete do segmento: rodas em liga leve, central multi midia com tela por toque em 7”, GPS, ar condicionado bi zona, 4 air bags, ABS, trio elétrico, luz diurna de LEDs.
Na versão Griffe com motor turbo há regulagem para melhorar a aderência em pisos como lama e barro, facilitador para pequenas dificuldades em estradas não pavimentadas.

Vendas a partir de maio, e projetadas a 1.000 unidades mês, número contido ante o pantagruelismo de Jeep e Honda, buscando mais de 4.000 u/m cada.
Com o 2008 a Peugeot foge de identificá-lo com a falsa imagem de jipinho. É um veículo multi função, espaçoso, andar de automóvel, 20 cm de altura livre, porém estável. Concede andar em pisos ruins, mas sem vender a ilusão da capacidade de arrancar toco ou rebocar caminhão Scania carregado, como sugerem outros com a mesma morfologia.

Renault Espace. Paralelo ou substituto ?
Há três décadas o Renault Espace criou o segmento dos monovolumes modernos – já andara por ele no pós Guerra com coisa parecida, o Galion, mas destinado a cargas, entrega de lavanderias - neste nível. O novo mesclava ampla área interna, conforto e rodagem automobilística – aqui foi reproduzido pelo Comendatore Toni Bianco sobre Ford Belina, no fim dos anos ’80.

Voltou agora em edição revista e melhorada, no conceito de Crossover, outra mistura entre espaço e rodar automobilístico. No caso, grande, e baixo em seus 4,85m de comprimento, 1,68m de altura, 2,88m entre eixos, 660 litros no espaço de carga. Vende a imagem de dinamismo e usou o conceito Citroën do para brisas amplo, chamando-o Lumiére.

Demanda – ou crença do construtor – dos tempos atuais, muitos itens de conforto eletrônico, com ênfase ao sistema Renault Multi Sense, instalado num tablet em tela de 8.7” no console central, de onde se controlam as diversas funções, incluindo regulagem de direção, suspensão, motor e câmbio.Na Europa, motores a diesel e gasolina. Este, 1.6 turbo, 200 cv, e 26 kilos de torque, somados a transmissão com duas embreagens e 7 velocidades.

Aqui
Chegará ao Brasil, pois incluído no plano de produtos da empresa mostrado pela Coluna há três semanas. Motorização incerta. A atual geração, incluindo o 1.6, está em fim de linha, mas inexiste sinalização quanto a produzir nova geração com injeção direta de combustível e turbo compressor.
Questão básica a flutuar é se o Espace será produzido em paralelo ao Renault Duster, ou se o substituirá ?

Roda-a-Roda

Respiro – Marca famosa por tecnologia, velocidade e performance, Lancia veio em descenso, parando em modelo único, o pequeno e charmoso Ypsilon. Agora, no Salão de Nova York a FCA apresentou o Lancia Delta HF Integrale.

Futuro – Apesar de utilizar a plataforma Cusw - compact us wide – do Alfa Giulietta, base ao Chrysler 200, o Integrale indica tração nas 4 rodas, e novo motor, V6, 2.5 litros, 295 cv, encolhido a partir do 3.6 Pentastar. Anúncio foi feito no 1º. de abril. Tempo dirá se real ou brincadeira.

Futuro, 1 – Salão de Seul mostrou o caminho de estilo a Kia na próxima geração. É o Novo Concept, desenvolvido em casa, na Coreia do Sul sobre sua plataforma C. Proporções sugerem rendimento esportivo ao sedã de quatro portas. Próxima geração de médios deve incorporar seus conceitos.


Idem – Caminho de novidades no segmento dos sedãs com aura de cupê foi aberto pela VW no Salão de Genebra, com o Sport Concept Coupé GTE, em plataforma MQB, base de Golf e Polo. Parte dos conceitos estará no Passat CC.



Topo – Outro concorrente ao Porsche 911 na faixa de performance x preço: além de Audi R8, AMG GT, o novo McLaren 570S. Menor ao irmão 650S, tem motor V8 3,8 bi turbo e gera 570 cv, 60 quilos de torque, entre eixos traseiro, transmissão dupla embreagem, 7 velocidades. Carroceria e chassis em fibra de carbono, para uso diário. Faz 0 a 10 km/h em 3,2s, indo a 328 km/h como final.

Atualização – Nova série do Mercedes Classe B. Reformulação na dianteira e no interior, mantém a motorização 1.6 injeção direta, turbo, fazendo 156 cv, e foco bem ajustado de ser carro de família, formulação e rótulo responsáveis pelas vendas de 380 mil unidades desde o lançamento em 2005. No Brasil, mais de 10 mil. Três versões, a partir de R$ 128.900.

Ocasião – Jeep escolheu boa data para anunciar início vendas e retorno da marca ao Brasil. 4 de abril, 4/4, lembrando, seu Renegade tem opção 4x4.

Aumentos – Apesar do mercado mostrar atrativos e descontos para desovar estoques, frear a produção com férias antecipadas – e demissões – para harmonizar a boca do forno e o tamanho do balcão, preços tendem a subir.
Inevitáveis – Estoques grandes permitiram conviver com inflação, mas o aumento do dólar deve insuflar os preços, nos importados – já em ascensão-, e nos nacionais. Nestes, muitos dos itens caros, como equipamentos eletrônicos ou seus componentes, são importados, e terão influência nos aumentos.

Parou ? – Vendas da indústria automobilística marcaram os resultados menos piores do ano. Primeiro trimestre foi 17% menor em relação a idêntico período do ano passado. Pode significar o fim da queda, próxima ao patamar de estabilidade, talvez a 20% inferior aos números de 2014.

Mais – Governo Federal ainda não se preocupou com a queda nos negócios de automóveis fazendo decair o valor das revendas. Tornaram-se extremamente atrativas a investidores estrangeiros querendo montar redes de distribuição no país. Hoje há algumas, com atrativo retorno de capital aos investidores.

Mais – A Sabó, nacional de autopeças, a maior dentre as poucas sobreviventes da razia ocorrida há duas décadas com a abertura da economia, vendeu sua divisão de borrachas à italiana Reflex&Allen.  Quer se instalar no Brasil.

Incentivo – Campanha desenvolvida pela agência Hava - Liberdade para sua aventura -, tenta motivar usuários do SAV Aircross a sair da frente do computador e ir aproveitar a vida.

Gente –Mudanças na Honda, prestígio ao pessoal da casa. Júlio Koga e Carlos Miyakuchi, vice presidentes nas fábricas de automóveis e motocicletas. OOOO Alexandre Cury, diretor da operação motocicletas. OOOO Marcos M Oliveira, número 1 para as revendas 4R, e Sérgio Bessa, diretor comercial automóveis, agora diretor de Relações Públicas. OOOO Jorge Portugal, 49, argentino, engenheiro, vice presidente de vendas da Volkswagen. OOOO Ocupava o mesmo cargo na VW Argentina. OOOO Vitória e bom começo de gestão de David Powels, novo presidente da empresa no Brasil, cobrando mais resultados ao defenestrado ocupante anterior – que não se reportava a ele, mas à matriz. OOOO





quinta-feira, 6 de março de 2014

Roberto Nasser - De carro por aí


Coluna 1014 05.Mar.2014 - edita@rnasser.com.br

Salão de Genebra. Pequeno, mas o futuro passa por ele 85 anos sediando referencial mostra do mundo dos automóveis novos, o Salão do Automóvel em Genebra enfrenta a crise mundial do combate do dia a dia pelo mercado, e as projeções de como sobreviver em caminho próprio. Antes, há menos de uma década, requeria apenas o rótulo de Verde, como sede para exibição de novas tecnologias da mobilidade não agressivas ao meio ambiente. O partido de marketing colou, e Genebra soube expandi-lo, mantendo-se líder no caminho, expondo os resultados, como a construção veicular mais limpa, menos agressiva, com menores gastos de energia, água, geração de resíduos, reciclabilidade e, em paralelo, mostrar as conquistas crescentes e aceleradas da digitalização – a aplicação da informática nos veículos. Tem suas curiosidades. Genebra, a par da qualidade em tudo, é dos lugares mais caros do mundo – ande 2 km de taxi e pagará uns R$ 60, hotel 4 estrelas a mais de R$ 1500 a diária ..., um quilo de filé perto de R$ 400, ônibus a R$ 12 -, além do frio vento de fim de inverno soprando pelo lago que a pontua. Talvez o frio elegante e a formação da cidade definam a arrumação das moças ilustrando os carros novos. Sem os atrevimentos tropicais, arrumação contida, elegante. Na Porsche, as modelos em conjunto preto com echarpe Hermés entre o marron e o bege, dispensavam os cortes e recortes para compor o cenário e chamar atenções. Em ritmo anterior, as da Audi, em vestido vermelho, languidamente se recostavam nos capôs dos carros brancos, e eram atração à parte quando cruzavam as pernas. E muito cruzavam ...
Veículos.

Hoje a fabricante mais sólida, em expansão, crescimento, vendas, lucros, buscando ser líder de vendas em 2018 – pode ocorrer antes pois hoje está a pequena distância percentual da líder Toyota – a Volkswagen deu o recado e plotou o futuro. Martin Winterkorn, CEO, o no. 1, na grande festa que promove à véspera da abertura dos grandes salões mundiais, deu informação de humilhar terceiro mundistas: o grupo Volkswagen alocou, no exercício passado, mais de 10 bilhões de Euros – uns R$ 35B -, maior parte em pesquisas para desenvolver processos, fábricas, veículos mais amigáveis ao meio ambiente. E justificou o elevado valor pela mudança do mercado, cada dia mais competitivo, em ciclos sempre menores para renovação dos produtos, condicionamento exigente em processos de construção com redução de gastos de insumos ecológicos – a marca, como exemplo, quer diminui-los em 25% até 2018 -; superou, para 2014, os parâmetros impostos na Europa para a emissão de poluentes – máximos 128 gramas de CO2/km para 2015; e tem a maior disponibilidade de veículos com menores emissões. Quer provar suas afirmações: duas de suas marcas, a Audi e a Porsche, irão às 24 Horas de Le Mans, em junho, maior corrida mundial de resistência, com veículos de tecnologias diferentes, híbridos de motor elétrico combinado com a gasolina ou a diesel.

Da marca VW novidade é o novo Scirocco, linhas esportivas num duas portas, a família Polo renovada – que não virá para o Brasil -, e o T-Roc, protótipo de como será o substituto do SUV Tiguan sobre a plataforma MQB. Hoje, sobre ela, apenas o interessante Porsche Macan, recém lançado e com produção anual de 50 mil unidades pré vendida.



De Audi, terceira geração do TT e o S1, versão tração nas quatro rodas do A1. Chegada ao Brasil no quarto trimestre – pós Salão do Automóvel em SP -, e primeiro de 2015. Promessa da Skoda – outra das marcas VW -, o conceito VisionC, um sedã acupezado, não causou o impacto prometido, contida mescla de traços entre Hyundais e BMWs.


Salão na caixa forte do mundo tem suas provocações. Novo Lamborghini, o Huracán – furacão - motor aspirado, V10, 5.2, 610 cv, e capacidade insólita, como acelerar de 0 a 200 km/h em 9s, mais rápido que seu carro consegue ir à metade desta velocidade.



Ou o Bugatti homenageando Rembrant, o irmão do criador Etore, marcheteiro e o escultor do impossível elefante empinando, símbolo do exclusivíssimo modelo Royale. Dele farão 3 unidades a 2 milhões de euros cada – já vendidos. Curiosidade com Bentley. A marca inglesa extrapolou na esportividade de sua versão cupê dita Sport. 6 litros de deslocamento, dois turbos, aproximados 630 cv. O conversível é o mais rápido do mundo, quase 320 km/h. Para adequar-se à coragem de fazer um automóvel com imagem de uso careta performático, pintou-o em tom nunca antes visto naquele país: cobre metálico.

Negócio de carros exclusivos, com direito a exposição de Pagani – que mandou unidade ao Brasil e não conseguiu vender; MacLaren; Koenigsegg, não centram apenas no poder de acelerar seus 1.340 cv, nem sempre adequado a seus clientes com idade proporcional à folga bancária, mas às composições de decoração, materiais e, até, informatização. No caso acertou-se com a Apple recebendo a mais atualizada tecnologia mesclando informação com entretenimento, dito infotainment, em seu sistema CarPlay sobre iPhone, permitindo, sem usar as mãos, mas por comando oral fazer chamadas, acessar mensagens, usar o Apple Voice, ouvir música. Sistema não exclusivo do esportivo sueco, e em Genebra era visto em Mercedes, Volvo, Ferrari.

Carros caros lucram muito, vendem e mudam pouco, exceto Ferrari com novidades anuais. No caso, evoluiu para o California para o T, reduzindo o V8 de 4.3 para 3.9 e aplicando dois turbos. Resultado dinâmico, uns 580 cv a 7.500 rpm, mais de 290 km/h em velocidade final, ir de 0 a 100 km/h em 3,6s – e consumir menos 15% e reduzir emissões em 20%. Diz a Ferrari, tem um berro personalista.Esta disputa por potência, rapidez e velocidade é perigosa. Quem tem $$ para comprar um automóvel destes ou nunca desfruturá de suas habilidade mecânicas, ou se o fizer será candidato a virar estatística de morte em acidente.

Carrinhos simpáticos, Renault Twingo sobre base Smart, motor traseiro, e perfil incrivelmente assemelhado ao Fiat 500. Também, Citroën C1, Peugeot 108 e Toyota Aygo, todos sobre plataforma comum – que não existirá no Brasil, disse-me Carlos Gomes, presidente da PSA-Peugeot-Citröen para o Mercosul. De Citroën, o novo C4 Cactus, envolvido por proteções em forma de almofadas e interessante exercício de utilitário esportivo. Aliás, tudo nestas marcas sofreará o entusiasmo, à espera de projeto pelo novo presidente, o luso Carlos Tavares, e novos sócios, chinesa Dongfen e o estado da França.
Aqui

No leque de veículos expostos, o único a falar nosso idioma será o Jeep em seu modelo Renegade, a ser produzido em Goiana, Pe, nova fábrica Fiat. A Coluna mostrou-o há duas semanas: cara de Jeep, grade com sete barras, sobre base do Fiat 500L, acertos de suspensão feitos no Brasil. 

A Fiat, curiosamente, negaceou a informação, mesmo constando do boletim de informação à imprensa. Grupo moto propulsor do Freemont, 4 cilindros, gasolina, 2.4, e diesel 2.0. Transmissões de dupla embreagem e 9 (!) marchas, + tração no diferencial traseiro, e mecânica de seis velocidades. A mais curta Reduzida entre os carros de tração nas 4 rodas: 20:1, coisa para desafiar subir barranco. Entre motores e câmbios,16 possibilidades. Primeiro trimestre do próximo ano.

Conversas concretas com relação a Alfa Romeo, fontes diversas, dados assim:
Não há pressa para novos modelos. A marca é mais forte que suas vendas e mesmo reduzida a dois produtos de massa – MiTo e Giulietta -, e um de nicho, esportivo 4C, há tempo para novo projeto – a ser apresentado na reunião de maio quando Sergio Marchionne, o CEO, exporá o plano quinquenal com cara de dona da Chrysler;

Alfa deve cancelar o projeto de construção comum de esportivo com a Mazda, ante sólidas críticas da desindustrialização na Itália. Marchionne teria assumido o compromisso de lá fazer Alfas. O 4C Cabriolet mostrado em Genebra será produzido em 2015;

Prometidas vendas do C4 devem se resumir a meia dúzia, no final do ano com aumento de disponibilidade da plataforma construída artesanalmente fora da Maserati, e a ser vendido no único revendedor desta marca no país.

Visão sobre o Salão de Genebra, elegante e clean, permite projetar duas consequências a marcar este período da história do automóvel: 
1. a disputa entre as marcas de performance em apresentar a cada vez maior potência, rapidez e velocidade é perigosa, e pode fazer viúvas. Quem tem $$ para comprar um automóvel destes, ou nunca desfruturá de suas habilidade mecânicas, ou se o fizer será candidato a virar estatística de morte em acidente; 
2. a corrida para incorporar itens de segurança tende a acabar com o prazer de conduzir. Dentre em pouco você entrará no automóvel, suas regulagens serão feitas automaticamente; você comandará destino, programa a ser visto ou ouvido na tela; autorizará a saída e será, mesmo sentado em frente ao volante ou ao joystick que irá substituí-lo; e nada fará. A eletrônica cuidará de tudo. E você se perguntará o que faz neste ônibus pequeno e caro. E isto é hoje factível.

Roda-a-Roda

Tempos – Sempre o material de divulgação dos veículos expostos nos Salões foi de pontual qualidade gráfica, ricos, para ser arquivados. Tantos e tão bons, exigiam mala exclusiva ao transporte das peças recebidas nas mostras.

... – A informática reduziu-os a pen drives, e no Salão suíço, síntese, pífio cartãozinho com endereço da etérea nuvem. Não parece distante o dia de haver solitário cartão com todos os endereços. E nem impossível acabar com os Salões, marcando datas para envio aos jornalistas de e.mail com todas as novidades de todas as marcas. Único impresso de qualidade era Chrysler/Jeep/Fiat sobre o Renegade.

Interesse – Todo Salão há uns camaradas fotografando detalhes dos lançamentos – como se colocam parafusos, encontro de painéis, detalhes da costura dos bancos, disposição dos fios sob o capô, coisas sem espaço na imprensa.

Outros - Não são jornalistas, apesar de ser dias de imprensa, mas espiões das fábricas concorrentes, em especial chinesas, querendo acessar evidências físicas sem adquirir um exemplar para dissecar. O Renault Twingo era dos mais detalhados pelos falsos jornalistas.

Elétrico – Eflúvios do Salão, fonte qualificada aposta na VW inovar, aplicando turbos elétricos – sem buracos em baixas rotações, de menor custo, sem penalizar o motor. E câmbio de duas embreagens com 10 marchas. Nada pelo quadriculado da bandeira das corridas, mas pelo verde exigindo reduzir consumo e emissões.

Soma – Inflação, falta de confiança, prevenção contra dificuldades, fez o mercado de automóveis na Argentina encolher. Acredita-se, fevereiro teve em queda de 40% na passagem pelos revendedores.

Ocasião – Fiat escolheu local para apresentar o novo 500 em versão Abarth: Araxá. MG, junho, durante a Copa do Mundo, no Brasil Classics, mais elegante dos encontros de automóveis antigos e sob seu tradicional patrocínio.