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quinta-feira, 4 de janeiro de 2018

Fernando Calmon - Alta Roda - Conectividade gera valor

Alta Roda nº 974/324 30– 0414 023– 0oda nº852/0111508– 2oda nº851/2018

Fernando Calmon
Há grandes interesses ligados à conectividade de veículos. Correlação de dados em tempo real entre carros, seus usuários e o meio ambiente vão se transformar em novos negócios para toda a cadeia automobilística. Nos últimos três anos cresceu significativamente o número de carros conectados nas estradas: mais de 5,5 milhões no mundo e cada um deles gera 25 GB de dados por dia.


Esse valioso volume de informações não se restringe ao veículo, sua rota, velocidade, desgaste de peças e componentes, mas também a fatores externos como o ambiente em torno e as condições do tempo. Esse conjunto conhecido como “Big Data” vai trazer alternativas reais aos negócios do setor. 

A prioridade atual dos fabricantes é direcionar a aquisição de dados para aumentar a segurança. Ninguém, porém, desconhece a possibilidade de que possam ser correlacionados e utilizados de forma a melhorar o relacionamento com os clientes. Por outro lado, a cadeia de serviços em que se incluem as concessionárias terão novas oportunidades de aumentar seu faturamento no mercado de pós-venda. 

O faturamento mundial da indústria automobilística é de aproximadamente US$ 3,5 trilhões (R$ 11 trilhões) por ano, dos quais 80% vêm das vendas de veículos e 20% de serviços de manutenção (aftermarket). Segundo o site inglês Just-Auto, a crescente aceitação de automóveis conectados, semiautônomos e, em futuro mais distante, autônomos se transformará em novas receitas para o setor. Especialistas chamam essa fonte de “monetização de dados”. 

Alguns analistas consideram que se trata de um segmento à parte, com valor próprio estimado em US$ 1 trilhão nos próximos 10 anos. Esse novo modelo de negócio colocará foco em todos os aspectos da mobilidade desde compartilhamento de carros, novos aplicativos, monitoramento e diagnósticos remotos (essencial para que oficinas se preparem previamente para melhor atender os clientes), navegação mais precisa em tempo real, até formas de entretenimento a bordo de alta sofisticação. 

Estarão abertas, assim, oportunidades também para os setores de telecomunicações, companhias de seguro, locadoras e outros que gravitam em torno dos veículos. Todos vão querer morder um pedaço dessa maçã. 

Monetização de dados é o que levou a indústria automobilística a acordar, ainda em tempo, para os avanços dos gigantes da telemática na seara alheia. Google, Apple e um pouco atrás a Microsoft não se contentaram em adquirir, praticamente sem custos, as informações valiosas de seus clientes individuais. Dentro de um automóvel as possibilidades aumentam exponencialmente, como visto acima. 

Ao partir da premissa de que a massa de dados obtida de um carro conectado tem enorme valor, cooperação será a palavra-chave para exprimir melhor as novas experiências. Por enquanto, as conexões com smartphones por meio de sistemas como Android Auto (Google) e CarPlay (Apple) são atraentes, mas no futuro chegarão mais alternativas. É esperar para ver.


PERFIL
Fernando Calmon (fernando@calmon.jor.br), jornalista especializado desde 1967, engenheiro, palestrante e consultor em assuntos técnicos e de mercado nas áreas automobilística e de comunicação. Sua coluna automobilística semanal Alta Roda começou em 1999. É publicada em uma rede nacional de 85 jornais, sites e revistas. É, ainda, correspondente no Brasil do site just-auto (Inglaterra).
Siga também através do twitter:  www.twitter.com/fernandocalmo fernando@calmon.jor.br e www.facebook.com/fernando.calmon2



sábado, 15 de abril de 2017

Porsche e Microsoft lançam parceria

Porsche e a Microsoft estão prontas a proporcionar prazer ao dirigir virtualmente através de um trabalho em colaboração no futuro. No Salão Internacional do Automóvel de Nova York, as duas empresas inauguraram uma parceria com du-ração prevista de seis anos, cobrindo jogos de corridas e competições de jogos ele-trônicos. 

No futuro, os carros esportivos da Porsche terão maior destaque nas séries de jogos de corrida "Forza Motorsport" e "Forza Horizon". Um elemento central da parceria é a crescente área dos "eSports" (esportes eletrônicos) - competições em que os "gamers" participam de campeonatos virtuais.


O "Forza Racing Championship" (ForzaRC) - série de corridas líder no eSport, com a maior comunidade de corridas online do mundo - será o ponto de partida para esse lado da parceria. Baseada no atual jogo de corridas "Forza Motorsport 6", que adicionou mais de 20 veículos da Porsche desde 2016, a temporada 2017 do ForzaRC incluirá um campeonato automobilístico para todos os fãs da Porsche. As inscrições abrirão em 12 de abril de 2017 no link http://www.forzarc.gfinity.net/. A classificação ocorrerá online a partir de 1º de maio.


"Com a Microsoft como parceira, temos a oportunidade de tomar o prazer de pilotar um Porsche e o transformar numa experiência no mundo virtual", afirma Detlev von Platen, membro do Conselho Executivo da Porsche AG para Vendas e Marketing. "Jogos de corridas e eSports ligam os mundos real e virtual e nos permitem ganhar mais acesso ao nosso público mais jovem. Isto quer dizer que eles podem vir a de-senvolver uma paixão pela Porsche mesmo antes de adquirir seus primeiros carros esportivos."

terça-feira, 27 de setembro de 2016

Aliança Renault-Nissan e Microsoft se tornam parceiras para entregar o futuro da mobilidade conectada



A Aliança Renault-Nissan e a Microsoft Corp. assinaram um acordo de parceria global de longo prazo em relação às próximas gerações de tecnologias que avancem as experiências de condução conectada ao redor do mundo.

As companhias trabalharão juntas para desenvolver a futura geração de serviços conectados para carros equipados com o Microsoft Azure, uma das mais inteligentes soluções de nuvem da companhia. Estes novos serviços melhoram a experiência do consumidor por meio de navegação avançada, manutenção preventiva e serviços centrais dos veículos, monitoramento remoto dos equipamentos do carro, experiências móveis externas e atualizações via OTA (over-the-air).

"Os carros estão se tornando cada vez mais conectados, inteligentes e pessoais", afirmou Ogi Redzic, Vice-Presidente Sênior da Aliança Renault-Nissan para Veículos Conectados e Serviços de Mobilidade. "Ser parceiros da Microsoft nos permite acelerar o desenvolvimento de tecnologias-chave associadas fundamentais para permitir criar os cenários que nossos consumidores querem e construir modelos 100% novos que eles ainda nem imaginaram. Temos como foco nos tornar fornecedor de mobilidade conectada para todos com uma única plataforma global".

A Aliança Renault-Nissan está sendo pioneira na condução autônoma e em equipamentos de conectividade em veículos de massa a preços acessíveis. A Aliança tem o objetivo de desenvolver tecnologias de conectividade e equipamentos que deem suporte ao lançamento de mais de 10 veículos com a tecnologia da condução autônoma até 2020 com serviços que maximizem a melhor utilização do tempo livre obtido com este novo tipo de automóvel.

A Renault-Nissan continuamente desenvolverá e lançará novos serviços conectados e aplicativos que tornem mais fácil para as pessoas permanecer conectados ao trabalho, ao entretenimento e às redes sociais, além de oferecer serviços centrais do veículo que vão simplificar e aumentar o engajamento com o carro por meio de informação e acesso remoto, diagnósticos remotos e manutenção preventiva.

O Microsoft Azure provê uma plataforma global já testada, segura e com escala ilimitada que permite à Renault-Nissan entregar serviços ao redor do mundo para sua ampla base de clientes.

A Aliança Renault-Nissan escolheu o Azure em parte por conta de seu grau de segurança corporativa e rigoroso comprometimento da Microsoft com regras de conformidade. Em adição, o Azure roda em múltiplos sistemas operacionais, linguagens de programação e ferramentas, garantindo flexibilidade e poder de escolha para que se construa uma plataforma comum para a Renault-Nissan desenvolver serviços para ambas as marcas da Aliança.

"Ao passo que a experiência do carro conectado está em seu início, nós acreditamos que há muito potencial para realmente mudar esta indústria", afirmou Jean-Philippe Courtois, Vice-Presidente Executivo e Presidente Global de Vendas, Marketing e Operações da Microsoft. "Estamos nos tornando parceiros para acelerar os serviços móveis e estratégias de nuvem da Renault-Nissan e abrir possibilidade de novas experiências para seus clientes. A Renault-Nissan é uma parceira excepcional graças à sua presença global e gama de marcas, que nos permitem trazer novas experiências móveis e digitais para muita gente. A colaboração trará um novo padrão de carros conectados".

Foco nas Tecnologias da Nova Geração
A parceria acelerará o desenvolvimento dos melhores serviços de informação e entretenimento e dos baseados em localização que:

Permitirão que consumidores personalizem e protejam suas preferências
Consumidores poderão customizar suas preferências sabendo que os dados estão seguros e que têm a opção de transferir suas preferências de um carro para outro, ou travar ou cancelar esta transferência. Ao adicionar uma experiência central do motorista ao carro, a condução se torna mais pessoal e permite, por exemplo, que sejam feitas sugestões de adaptação de rotas e navegação avançada.


Produtividade
Com a Microsoft, a Aliança Renault-Nissan vai expandir a gama de produtividade dentro do carro – transformando a tarefa diária de dirigir em uma experiência produtiva ao integrar perfeitamente as experiências digitais presentes no trabalho e vida para dentro do carro.

Dar acesso a atualizações OTA (over-the-air)

Clientes poderão fazer download 'over-the-air' de atualizações, por exemplo, do mais recente programa de condução autônoma e aplicativos que ajudam a evitar colisões.


Ajudar clientes a permanecerem em contato
Consumidores poderão checar facilmente e comunicar seu tempo estimado de chegada, ou alertar amigos sobre uma mudança de planos. Eles também poderão utilizar o pagamento automático de dentro do carro para pedágios ou estacionamentos, com um simples toque, do conforto do seu assento.


Monitorar o carro à distância
Proprietários de automóveis poderão monitorar seus veículos de qualquer lugar por meio de seus telefones celulares ou laptops. Eles poderão transferir o controle para um amigo ou parente que necessite do carro – sem a transferência de chaves físicas. Poderão usar um aplicativo móvel que os ajude a encontrar o carro, que o carregue remotamente, condicione previamente, trave e destrave.


Proteger o veículo
Programas de rastreamento localizam um carro roubado e desabilitam-no na primeira oportunidade. A tecnologia da "Geo-Cercamento" cria cercas invisíveis ao redor do carro que habilitam notificações quando o carro entra ou sai de uma predeterminada área ou rota.


Melhorar a experiência do carro
Ao adicionar conectividade, os consumidores poderão ter acesso a serviços avançados de diagnóstico automotivo, o que permite ao fabricante do veículo entregar equipamentos únicos. Coletar dados úteis em tempo real também dará suporte à engenharia do veículo para aumentar a qualidade da produção.

quinta-feira, 13 de março de 2014

Fernando Calmon - Alta Roda - Tradições abaladas

Alta Roda nº 775/125– 13/03/2014

Fernando Calmon
Otimismo discreto, após cinco anos de queda contínua nas vendas do mercado europeu, marca o Salão do Automóvel de Genebra. Os fabricantes apostaram nessa recuperação, que demorou a cruzar o Atlântico, pois os EUA já vinham em ritmo de forte reação ao desastre financeiro de 2008. Prova disso foi a apresentação de mais de 20 carros-conceito.

Até o próximo dia 16, será possível ver que a conectividade nos automóveis, além de irreversível, caminha a um ritmo mais rápido que o esperado. A rivalidade entre gigantes nos telefones inteligentes e tabletes passa agora para o interior dos veículos. Apple, Google e Microsoft se convenceram de que as telas nos painéis e consoles são a melhor extensão para aplicativos dos quais as pessoas não querem se separar em horas no trânsito ou viagens. Para o Car Play a Apple já fechou 15 parcerias, mas o Google está na cola. 

SUVs e crossovers compactos puxam a lista de novidades entre os conceituais da mostra suíça. Destaque para o Volkswagen T-ROC. Apesar de ter apenas duas portas e teto removível, pouco críveis de se tornarem reais, indica o novo estilo diferenciado da marca no Tiguan, Taigun (a ser fabricado no Brasil) e no próximo derivado do Polo. Hyundai Intrado, ainda mais audacioso, também fornece pistas sobre o inédito SUV compacto brasileiro e o sucessor do ix35. 

Ainda nesse segmento o Citroën C4 Cactus, na versão definitiva, chega ao mercado europeu no segundo semestre e ficou bem próximo ao conceito apresentado em outros salões. Sua arquitetura igual à do Peugeot 2008, que terá produção brasileira no final do ano, abre a mesma possibilidade aqui. 

Subcompactos econômicos formam outro segmento em alta. Novo Renault Twingo, de motor traseiro e soluções práticas, chamou atenção pelo perfil semelhante ao do Fiat 500. Não terá vida fácil para enfrentar seu futuro sócio de projeto, o smart, além do renovado trio dos irmanados Toyota Aygo, Peugeot 108 e Citroën C1. 

Muitos olhos sobre o Jeep Renegade, embora partilhe o que não se vê com o Punto e o monovolume 500 L, além da produção na Itália. Conforme essa coluna antecipou, será o primeiro produto da nova fábrica do grupo ítalo-americano em Goiana (PE), mas haverá ainda uma derivação Fiat com toque brasileiro. 

Terceira geração do Audi TT apresenta mudanças sutis. O conceitual TTS, porém, inquieta quem pensava que os 360 cv dos Mercedes Classe A AMG, sacados de apenas 2 litros de cilindrada, era o máximo em termos de potência específica. Não é: fora algum recuo na versão final, a Audi, candidamente, anunciou 420 cv para os mesmos 2 litros! 

BMW lançou seu primeiro produto de tração dianteira, Série 2 Active Tourer, monovolume que parece hatch de teto alto. Mas perseguiu a distribuição de 50% do peso em cada eixo, ideal para a dirigibilidade e tradição em todos os seus carros de tração traseira. Como isso é muito difícil quando o trem de força está sobre as rodas dianteiras, teve de se contentar com 50,5% na frente e 49,5% atrás... 

A Ferrari, que já adotara pela primeira vez tração nas quatro rodas no modelo FF, agora se rende ao turbocompressor e à redução de cilindrada, no California T. Diminuiu consumo e emissões com o V-8 de 3,9 litros/560 cv. 

Lançamentos de supercarros em Genebra continuam, apesar de a Suíça ser o único país onde se proíbem corridas por lei desde o mega-acidente das 24 Horas de Le Mans, na França, em 1955. Novo Lamborghini Huracán, de 610 cv, abusa um pouco menos dos vincos. E o Koenigsegg One:1 rompeu todos os parâmetros: 1.341 cv, além da incrível e inédita relação de 1 kg para 1 cv. 

RODA VIVA 


DESDE que o sedã compacto anabolizado Peugeot 301 surgiu no Salão de Paris de 2012, especula-se que poderia ser fabricado nas instalações de Porto Real (RJ). Fontes da coluna lembram, porém, que sua produção é cara e não daria para enfrentar o preço de concorrentes do naipe de Logan, Cobalt e Grand Siena. 

SEGUNDO estudos da consultoria Ernest&Young, nada menos que 104 milhões de veículos previstos para começar a circular no ano de 2025 terão a bordo recursos de conectividade em diferentes níveis de sofisticação. Isso representaria 88% dos veículos a serem vendidos naquele ano, nos mercados de todo o mundo. Esperamos que, no Brasil, bem antes. 

DESENVOLTURA do motor de 3 cilindros/1 litro/82 cv, boa posição ao guiar, recursos úteis (entre eles destravamento elétrico da tampa do porta-malas, que inclui prática divisória) e acabamento superior à média entre modelos pequenos demonstram que o VW up! será ator de peso. Seu preço condiz com o oferecido alto nível de segurança e robustez construtiva. 

RELATÓRIO divulgado nos EUA aponta que os custos totais ao longo da vida útil dos carros puramente elétricos são mais altos que os modelos convencionais ou híbridos de desempenho e tamanho similares. Cálculos apontaram que, nos parâmetros de uso lá, os elétricos deixam uma conta final maior de US$ 16.000 a US$ 19.000 (R$ 37.000 a R$ 44.000). 


PERFIL
   
Fernando Calmon (fernando@calmon.jor.br), jornalista especializado desde 1967, engenheiro, palestrante e consultor em assuntos técnicos e de mercado nas áreas automobilística e de comunicação. Sua coluna automobilística semanal Alta Roda começou em 1999. É publicada em uma rede nacional de 85 jornais, sites e revistas. É, ainda, correspondente no Brasil do site just-auto (Inglaterra).
Siga também através do twitter:  www.twitter.com/fernandocalmon                                                                                                                          

quarta-feira, 20 de novembro de 2013

Roberto Nasser - De carro por aí



edita@rnasser.com.br - 61.3225.5511 Coluna 4713 20.11.2013


Mercedes Classe S, Longo. Carro de Patrão
Estava quieto, calculando o quanto reduzir na mistura de grãos e sais minerais fornecida à Háua, minha mula de patrão, no atual verdor dos pastos no Planalto Central, quando me liga da Califórnia amigo de longa convivência automobilista.

Da conversa, saudação cortês, social, sobre o fazer, além de defender a sobrevivência do Museu Nacional do Automóvel, ante oposição dos governos de Brasília e do Brasil. Pulei explicar tal messe. Não falo mal do meu país com estrangeiro. Também, o que é Mula-de-Patrão, Azêmola, dela diz a ciência. Cernelha alta, distinta, elegante, dotada postura superior, andar lembrando Alfa 159 – confortável, porém firme, estável, e rainha do instinto. Nem que Háua, tentativamente grafado em língua pátria, sugere vento em árabe.

Amigo fala por parábolas, perguntando: “– se você tivesse, para o resto da sua vida, apenas um automóvel, em que banco você gostaria de sentar?”.
Confesso, após certa idade, não me aprazem perguntas com barreira de corte, mas fiquei com vontade de dizer-lhe, em matéria de cadeira perene, gostaria fosse a de diretor de estatal, nomeado pelo poder. Ótimo salário, mordomias mis e, tão intocável que, por ação ou inação distinto público perde, diretores saem incólumes. Caso recente do ex presidente do Banco do Povo, quebrado, levado, com lastro oficial, para a diretoria de marketing do Banco do Brasil. Afinal, arquiteto que quebra banco, tem toda a experiência exigida para a diretoria de estatal. Henrique Pizolatto, “o” cara, ali colocado pelo poder maior, foi condenado por corrupção passiva, lavagem de dinheiro e peculato. Mas na Itália, para onde fugiu, graças às amplas vantagens obtidas no exercer o cargo, será dottore ou Commendatore. Ótima cadeira.Mas falávamos de banco em automóvel, ele arrematou: “- sente-se no Benz –intimidades californianas – S Class. Não é um banco, é um trono !”.

Liguei a máquina do tempo. Automóvel excepcional, dele tive exemplar há alguns anos, quando minha mulher impôs-me ter motorista. Claro, não prosperou, e acabei dividindo minha parte na garagem com o ocioso cidadão, o pouco usado 500 SEL, e o Alfa 164 de minha condução.Coisas distintas, mas o Mercedes surpreendia com a agilidade, o como andava e acelerava. Saída de meu escritório desaguava numa das avenidas estruturadoras da Capital, a 400 m da vertente de uma das pontes para o Lago Sul. Quando o sinal nos detia na faixa da direita da primeira fila, seu abrir inaugurava momento de recreio. Chamava-o à responsabilidade, pé esquerdo no pedal do freio; direito mantendo o motor a 2.500 rpm, solta a trava, saía viril, enchendo a primeira marcha da transmissão automática, tomando a curva à esquerda com o pé fundo, o ponteiro do contagiros quase na faixa vermelha, mais de 5m de automóvel levemente inclinados, mas com as rodas em pleno contato. Dois espantos: um SEL exercitando insuspeitados dotes de engenharia, e sujeito vestido como advogado dirigindo como boy-xarope.  

Dele, registro com licença poética, sacanagem do Nikki Lauda, tri campeão mundial de Fórmula 1. Em encontro no Aeroporto de Frankfurt perguntou o que eu dirigia. Falei do 500 longo e ele arrematou: “- Ah, carro bom. É o taxi mais rápido do mundo…”…

O ícone
Precisamos de ícones, e o Mercedes S 500L é o mais palpável deles. É o sonho. O é do engenheiro da Ford, da Volkswagen, BMW, Audi, Lexus, Infinity... Também, do pessoal de marketing e comercial. É o cimo, o pico, a referência, o patamar a ser atingido. Como engenharia, produto com maior independência aos envolvidos em seu projeto. Podem aplicar mais talento, com menos cortes de custos. O S não é projeto de contadores, mas a cara da Mercedes, o puxador da tecnologia.A versão L, longa, é feita para conforto aos passageiros do banco traseiro, desde a conformação e regulagem dos assentos aos monitores de TV ao fundo dos bancos frontais. O meio ambiente de sistema térmico, áudio e vedação acústica completam as boas sensações e a percepção de bons materiais, boa construção.

O automóvel plotou – e atingiu – três metas para manter a auto classificação de melhor do mundo: condução inteligente, eficiência tecnológica, essência do luxo. A missão é árdua. A Mercedes perdeu a liderança de vendas de automóveis para BMW e Audi, e a missão renovada do atual presidente Dieter Zetsche, é recuperá-la. Num abraço, o S puxa a fila da imagem, e o novo CLA fecha com o público jovem – e o que com ele rejuvenesce.O projeto não considerou o L como um S esticado. Horda de clientes chineses mudou o conceito. Projetando 30 mil vendas aos Xing Ling em 2014 – no Brasil 150 … -, considerou-se seu hábito de encher a parte traseira com família e amigos. Assim tratou-a como Traseira de Primeira Classe.

O estilo oferece a mescla mágica de sensação de dinamismo a um automóvel com dimensões de Made in USA. E a tecnologia avulta incluindo o fato de não portar única lâmpada, provendo iluminação por LEDs. Atrás, frescuras: no poupar condutores dos veículos que o seguem, parado nos sinais ou andando em estrada as luzes traseiras baixam a intensidade… Quantidade de LEDs impacta: cada farol 56; lanternas traseiras, 35; dentro, incluindo ambiente e desenhos de contorno em laterais, painel e console, umas 300.

No conduzir, sistema de TV da geração anterior, capaz de substituir os mostradores do painel por tela, foi incrementado. Os mostradores circulares, lembrando relógios, são virtuais, e em tela com mais de 30 cm, e os sensores de radar, mais TV, permitem visão de 360 graus. O assistente de visão noturna, na tela exibe maior profundidade e melhor definição o que está à frente. Há assistência para estacionar.Interior naturalmente sóbrio, elegante, mesclando couro, madeira, metais. Som Mercedes, woofers alojados na parede de fogo. 11 almofadas de ar. A passageiros atrás, air bag na fivela dos cintos de segurança. Em desaceleração para impacto, motor elétrico os tensiona e impede escorregar.

Mecânica
Diria, o diferencial nesta briga de cachorros grandes, são dois sensores frontais, lendo por antecipação as irregularidades do piso, pré programando a suspensão para absorve-las sem transmitir à carroceria. Bunda de ocupante não faz parte da suspensão. A estrutura tem 50% mais de rigidez às torções, sem aumento de peso, por uso de alumínio. Isto aumenta enormemente o conforto de rolagem, e será componente a participar de automóveis das classes inferiores a médio prazo. O motor V8, desloca 4.663 cm3, com dois turbos produz  455 cv e monumentais 700 Nm de torque. Dianteiro, longitudinal, atracado a caixa com sete velocidades e gestão eletrônica, tração traseira. Esportivo 0 a 100 km/h: 4,8s. Velocidade cortada a 250 km/h. Dado irrelevante, quase 10 km/l de gasolina. Não gostei do substituir a alavanca do comando das marchas por uma rodinha. Boiolice tecnológica.
Preço? Nos EUA US$ 130 mil. Aqui, em nome de proteger – e manter - a ineficiência da indústria nacional, US$ 265.000.

Porsche Macan, o anti RR Evoque
O sucesso do Range Rover Evoque, competente misto de automóvel com utilitário esportivo, futucou a comunidade Volkswagen a aproveitar a trilha inglesa. Fizeram misturada de peças, da plataforma do Audi Q 5 a motores V6 Porsche – 3.0 V6 bi - turbo, 340 cv ; 3.6 V6 bi-turbo, 400 cv, o mais potente dos SUV compactos. Transmissão do grupo, duas embreagens, sete marchas, e tração em todas as rodas. É o Macan – há versão diesel, V6, 3.0. 258 cv.

Do Evoque 34 cm mais comprido. Do Cayenne, o mais curioso dos Porsche, utilitário esportivo grande, extremamente rentável, 16 cm a menos. Planos incontidos: 50 mil unidades ano, em fábrica nova em Leipzig, antes conhecida como cidade do celebrado compositor Johann Sebastian Bach.

Mundo muda. Projeta-se, a partir das vendas do Cayenne, o Macan seja o mais vendido da marca, não sendo difícil prever, daqui a alguns anos se explique a um jovem ser a Porsche rentável fábrica de utilitários esportivos, produzindo alguns esportivos apenas por teimosia histórica...
Preços largam em US$ 71 mil versões 300 cv e diesel.

Mais
Controladora da marca, a Volkswagen soma o crescente sucesso em volume e lucros da Porsche a seu projeto de vender 10M de veículos em 2018, tornando-se a maior do mundo, à frente de Toyota e GM. 200 mil Porsche em 2018 ajudam na conta.Nome de tortuosa lógica. Significa Tigre na conhecida linguagem indonésia, assim como Amarok, na mundialmente falada esquimó, e Tiguan, cruza de tigre com iguana ...

Roda-a-Roda

Parcela – Na compra de novo carro, design virou parcela importante. Designer é pop star. Caso da Kia, marca da Hyundai.

Schreyer – Peter Schreyer, bávaro, chegou em 2006, criou identidade para os da marca, aumentou vendas, virou insólito Presidente de design Kia e Hyundai.

Mundo – Selo internacional, ganhou o Golden Wheel Steering 2013 – Volante de Ouro – premiação europeia pelas revistas alemãs Bild am Sommtag e Autobild. Em 31 edições apenas outro designer laureado: Giorgetto Giugiaro.

Caminho – Schreyer é formado em Ciências Aplicadas pela Universidade de Munique, e na London Royal College of Art. Currículo com Audi TT, formas e composição dos Kia, grade com cara de tigre, fomentadora de vendas da marca.

A3 Sedan – Ganhou como automóvel, na 23ª vez que a Audi leva o prêmio. Na Alemanha é mensurável: dentre as marcas comuns, Audi é a queridinha da imprensa. Recebeu-o o dr Ulrich Hackenberg, tipo professor Pardal do Grupo VW.

Agora – No Brasil há talentos segmentados, muitos emergentes, exportados, brilhando na Europa. Localmente fábricas de automóveis tratam os profissionais como gerentes qualificados, sem diretoria e assento à mesa de decisões.

Antes - Já houve: Roberto Araújo, arquiteto, era Diretor de Estilo na Willys-Overland, estrela em vendas e produtos, findada em 1967 assumida pela Ford. Aliás, nesta, João Marcos Ramos, líder da equipe autora do caminhão Cargo e de dois produtos mundiais, o EcoSport e o Ka Concept, é gerente.

Fui –Fiat não participará do instável Salão de Automóveis na Itália, 2014. Economia em crise, vendas em retração, seria em Bolonha. Inviabilizada, mudou-se para Milão. Em sua origem vendas Fiat cairão à metade dos 2,7M de 2007.

Exclusividade – Citroën e Microsoft cruzaram filosofia e ação compondo o C3 Xbox One Edition, marcando início de sinergia. Xbox é jogo Microsoft, e 50 primeiros compradores do bem composto C3, baseado na versão superior, 1.6, receberão oXBox, um ano de uso livre, e o jogo Forza Motorsport 5.

Essência – Na prática é primeira ação entre marcas cultivadoras de tecnologia. No varejo, proposta boa. Fosse montar automóvel, acessórios, pintura preta perolada, superaria os R$ 49.900 de primeira pedida.

Mais – Ka Concept é segundo Ford mundial aqui desenvolvido. Hatch compacto, elegante, a compradores de todo o mundo, também será feito na China.

Futuro – Projeta a Ford, segmento dos compactos crescerá 35% entre 2012 e 2017, somando 6,2M. Design, eletrônica, capacidade de comunicação, pequenos confortos internos, novo motor, no seduzir clientes ascendentes, e antigos buscando veículos de menores dimensões sem uso sacrificado.

... II – Projeta a Coluna, novo carrinho, para maio 2014, chamar-se-á Escort. Tem a ver com volume e proposta. O Ka foi-se: europeu era Fiat 500, o daqui, nada a ver, sobre o Fiesta avô do atual. Escort tem identificação mundial.

Mercado – Valor médio dos veículos financiados em outubro cresceu 3% em relação ao de mesmo mês em 2012 R$ 24.739, diz a Cetip, operadora do maior banco de dados sobre financiamentos veiculares.

Aniversário – Uma das mais emblemáticas fábricas de automóveis no Brasil comemorou 54 anos. É a da VW, em São Bernardo do Campo, SP, primeira usina da marca montada fora da Alemanha. Até agora, de lá saíram mais de 12,8M.

Atualização – Renovação encerrou referencias curiosas como ter as maiores padaria e retífica de motores no mundo. Revista, atualizada para novos produtos, e a Kombi, seu primeiro veículo e de manufatura quase artesanal, confinada em porão, desaparecerá neste ano, após o mais longo reinado de veículo no Brasil.

Hoje – Mudanças importantes, em especial sob óptica de ecologia, economia e sustentabilidade. Nos últimos cinco anos, por construção de usina hidroelétrica, novos processos, economizou energia elétrica, água e reciclagem de metais.

Parabéns – Ford Argentina faz 100 anos. Hoje produz picape Ranger e Focus.

Diversão – A fim de intimidades com italiana atrativa, quente e performática?  Vem aí o primeiro Ducati Dream Tour Brasil.  Exitoso, é  ocasião de amplo test-drive com a moto italiana, iniciando ser montada em Manaus.

$ ? - Serra do Rastro, SC, mais de 300 curvas, montado em Multistrada 1200. R$ 3.599, para uso da moto, gasolina, hospedagem e alimentação. Mais? (iracema@milltur.com.br), (11)3670-5567. Prazeres, muitos. Vagas, contidas.

Caminho – Brasiliense Felipe Guimarães, com patrocínio de Faculdade Evangélica/Marc JR/Hitech Racing, Campeão Sul Americano de Fórmula 3. Bom de serviço: 12 vitórias, 11 voltas mais rápidas, 6 pole positions, venceu por antecipação. Ao lado do Felipe Nasr, são esperança de movimentar volta do país à Fórmula 1.

Descenso – Neste ano o Brasil, nas últimas décadas uma surpresa por volume de participantes e resultados, terá apenas Felipe Massa a nos representar.

Retífica RN – Leitores cobram auditoria aritmética. Coluna passada disse sobre motor de 3 cilindros com 16 válvulas. Correto serão 12.


Em 1954 a Fiat quase veio para o Brasil

Embora haja crença que a fabricação de automóveis Fiat no Brasil se iniciou em 1976, em Betim, MG, com o modelo 147, a marca se faz presente oficialmente desde 1910, e tentou implantar-se industrialmente algumas vezes.Com os Irmãos Grassi, pioneiros, com agregação mínima de componentes; com a Matarazzo, ampliando o espectro de mão de obra, fazendo acabamento final incluindo pintura, então referenciada como a melhor e mais duradoura.

Entretanto, década de '50, com o país sinalizando condições para implantar uma indústria de automóveis, concedeu operação de montagem, finalização e distribuição a uma empresa particular e pioneira, a Varam Motores. Representava a estadunidense Nash, tinha as melhores instalações industriais.Seu executivo local, o longevo e agitado Primo Fioresi, intermediou o negócio, e a Fiat autorizou importação dos Fiat 1400 e 1900, sedãs de 4 portas. Além do mais, ônibus e caminhões. As instalações da Varam ficavam no km 23 da Via Anchieta. Em frente a ela a Volkswagen se instalou.

O mercado brasileiro iniciava acelerar e o parque de auto peças se desenvolvia com rapidez. As condições indicavam, seria fácil dinamizar a produção com bom conteúdo local. A Willys-Overland, quarta fabricante dos EUA, dizia-se, comprara ampla área alguns quilômetros antes, e também era voz corrente no mercado, traria parte de sua fábrica em Toledo, Ohio, para produzir Jeeps no Brasil - como o fez a partir de 1955.Ocasião, projeções e as excelentes instalações industriais da Varam Motores instigaram à Fiat propor negócio de associação com o imigrante empreendedor Varam Keutenedjian, ativo romeno que fizera fortuna e o maior lanifício do país. Seria acionista majoritária, tocaria a operação, e a família teria participação societária. 

O pioneiro da industrialização pensou muito, mas declinou da oferta, temendo, ante a disparidade de meios, perder o negócio no qual era sócio de seus cinco filhos, ante alguma chamada para forte aumento de capital - como usualmente ocorre.O negócio se diluiu, houve perda de interesse por um lado, insegurança pelo outro, a montagem dos Fiat se interrompeu, e este fabricante somente veio para o Brasil após a corajosa ação do governador mineiro Rondon Pacheco junto ao governo federal para abrir a oportunidade de novos fabricantes se instalar no país, como ocorreu em 1973.

quinta-feira, 14 de novembro de 2013

Citroën e Microsoft lançam o C3 Xbox One Edition


Citroën e Microsoft unem-se e criam uma edição especialíssima de 50 carros para os gamers: o C3 Xbox One Edition. A Série Especial será vendida com exclusividade aos clientes das marcas e os compradores ganharão os 50 primeiros Xbox One produzidos no Brasil.Para felicidade dos gamers, junto com o carro virá ainda acesso grátis de um ano para o Xbox Live, serviço de jogos online que permite aos jogadores se conectarem, jogarem entre si e diversas outras funcionalidades. Para incrementar o pacote do C3 Xbox One Edition, o game Forza Motorsport 5 virá também incluso, em que o jogador terá uma experiência realista e customizada a bordo dos melhores carros do mundo, como o esportivo DS3 e o cupê DS4, da Citroën.

O C3 Xbox One Edition nasceu de um valor comum cultivado pelas duas empresas: a tecnologia. “É um grande prazer para uma empresa como a Citroën, referência no mercado automotivo, se unir a um ícone do segmento de tecnologia como a Microsoft”, afirma Francesco Abbruzzesi, diretor geral da Citroën do Brasil. “O C3 é um carro jovem, com tecnologias e inovações que têm estreita relação com os avanços que a Microsoft promoveu no Xbox One”, completa.“Estamos muito felizes com essa parceria inédita para a Microsoft Brasil. É a união de duas empresas fortes, trazendo o maior lançamento do mercado de games com o Xbox One, além do incrível jogo Forza Motorsport 5, e a inovação que é marca dos carros da Citroën”, destaca Francisco Simon, diretor de Vendas e Marketing para Varejo da Microsoft Brasil.

O Xbox One é o sistema de entretenimento tudo-em-um definitivo construído para as salas de estar do século 21 – introduzindo um novo mundo de jogos, música, TV ao vivo, filmes, esportes, apps e Skype, todo personalizado com seus interesses e acessível pelo som de sua voz. A Série Especial C3 Xbox One, em co-branding com a Microsoft, foi desenvolvida na cor preta (Noir Perla Nera) e traz exclusivos adesivos (teto, lateral e traseira), banco customizado, número de série no chaveiro, motor 120 Vti Flex Start (de 122 cv de potência) e câmbio manual. Também fazem parte da lista de equipamentos de série Direção elétrica, Ar-condicionado digital, Piloto automático, Acendimento automático dos faróis e sensor de chuva, Rádio CD “Pioneer By Citroën” com sistema HIFI-like + entrada USB + Bluetooth, Retrovisor interno eletrocromo, Rodas em liga leve 16", Maçanetas e coquilhas dos retrovisores cromadas, Pedais com acabamento em alumínio, Ponteira do escapamento cromada, entre outros.

O Citroën C3 Xbox One Edition terá preço de venda a partir de R$ 49.990,00.


quarta-feira, 31 de julho de 2013

FORD MUSTANG GANHA MANOPLA DO CÂMBIO COM TECNOLOGIA TÁTIL DOS VIDEOGAMES


Um dos maiores atrativos dos novos videogames é a sensação física que os seus controles dão para o jogador - a chamada resposta tátil. Esse mesmo conceito foi aplicado na manopla do câmbio de um Ford Mustang Shelby GT500, que vibra para informar ao motorista o momento ideal da troca de marchas, como um controle de videogame ou celular.O sistema foi criado por Zach Nelson, jovem engenheiro da Ford, unindo as tecnologias da plataforma OpenXC da Ford, impressão 3D, conectividade sem fio e o Xbox 360 da Microsoft.A plataforma OpenXC da Ford, de hardware e software de código aberto, permite que os desenvolvedores criem aplicativos acessando informações do carro, como ângulo do volante, posição GPS e velocidade, por uma porta de diagnóstico. "Eu quis criar algo que expandisse a capacidade do carro e melhorasse a experiência para o motorista", diz Zach Nelson.

Customização
Há quase 50 anos, a personalização tem sido parte do sucesso do Mustang. Hoje, além das mudanças tradicionais no motor, suspensão e estilo, a customização chegou aos softwares do carro.Zach Nelson formou-se no Instituto de Tecnologia de Massachusetts e entrou na Ford em 2012, no Centro de Pesquisa e Inovação, onde conheceu o Open XC. Com base nessa plataforma projetou o aplicativo que usa os dados em tempo real do motor - como rotações por minuto, posição do pedal do acelerador e velocidade do veículo - para calcular o ponto ideal de troca de marcha. Os dados são transmitidos para um tablet por conexão Bluetooth, usando o adaptador OpenXC.Nelson começou o projeto modificando um modelo digital da manopla do câmbio do Ford Focus ST. Ele aumentou o seu tamanho para acomodar os circuitos eletrônicos e produziu a peça em uma impressora 3D. Depois, instalou um controlador Arduino com entrada mini-USB, uma tela de LED, LEDs coloridos e o motor vibrador do controle do Xbox 360 da Microsoft.

Para usar o aplicativo em outros veículos basta ajustar a sua calibração à curva de torque do motor. Monitorando a velocidade e o pedal do acelerador, o sistema adapta a estratégia de controle ao estilo do motorista e pode ser programado para oferecer melhor performance, conforto ou economia de combustível.A customização de carros esportivos, como o Mustang, mostra que há um futuro promissor para desenvolvedores e calibradores usando o OpenXC. O OpenXC é uma grande plataforma para o desenvolvimento de aplicativos e upgrades. O mesmo conceito também pode ser aplicado em transmissões automáticas com trocas no volante e direção elétrica.