Mostrando postagens com marcador 007. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador 007. Mostrar todas as postagens

sexta-feira, 24 de agosto de 2018

Roberto Nasser - De carro por aí


Coluna 3418 - 23.08.2018  edita@rnasser.com.br       
De volta, o Aston Martin DB5 de James Bond
Inglesa fábrica de esportivos Aston Martin se reergue dos riscos de desaparecimento, e com produtos novos e sociedade com a Mercedes-Benz busca tempos mais tranquilos. Dá-se a devaneios promocionais: anunciou produzirá 28 réplicas do mais famoso dos automóveis utilizados pelo personagem James Bond.

No caso o Aston DB5 apareceu em Goldfinger, 1964, onde deu tremenda panca numa das cenas, e ressurgiu em Skyfall transformado em peneira por rajadas de metralhadora.

No caso o Aston DB5 apareceu em Goldfinger, 1964, onde deu tremenda panca numa das cenas, e ressurgiu em Skyfall transformado em peneira por rajadas de metralhadora.

Carro de aura, motivou a feitura de incontáveis réplicas em escala, e agora por acordo entre a Aston, a EON, detentora dos direitos da franchise James Bond, com consultoria de Chris Corbould, vencedor de Oscar por efeitos especiais, e a Aston’s Q, piada com o inventor das complicações mecânicas de James Bond, produzirão as réplicas.

28 unidades, com mecânica replicando a original, seis cilindros em linha, 4.000 cm3 de deslocamento, três carburadores horizontais Weber, 270 cv capazes de levá-lo da imobilidade aos 100 km/h em 8s e cravar velocidade final em torno de 250 km/h, como então. Pintados na cor da época, a Silver Birch, com alguns implementos técnicos atuais, como os freios e direção. Diz a Aston, terá algumas dos acessórios de época, como o sistema rotativo de placas de licenciamento. Não se falou nas metralhadoras sob os parachoques frontais, o assento ejetável, a capacidade de lançar óleo da pista – isto parece piada com os carros ingleses e seus hábitos de Chevrolet seis cilindros em linha ... Entregas a partir de 2020, produção artesanal, com intensa mão de obra, especialmente para moldar a carroceria. Um exemplar será da EON para um museu James Bond; outro para a Aston; terceiro para ser vendido por sorteio ou leilão. Demais 25 vendidos a tentativamente selecionados colecionadores da marca, dedicados fãs do personagem, museus. Custarão US$ 3,5M, o dobro do Aston mais caro atualmente.

‘Tás brincando ?
Há pequeno porém importante detalhe não explicado no comunicado de imprensa: não poderão circular em vias públicas, apesar de seu dimensionamento funcional. Questão legal: como réplicas seguindo as especificações de época, não atendem às atuais exigências legais de emissões e segurança – os itens como resistência a impactos; portar freios com ABS, suspensão com adjutório ESP, .... Usualmente países com maior intimidade com veículos, tem legislação de incentivo a fabricantes de pequenas séries, ás vezes dispensados de tais equipamentos atualizados. Mas não é o caso, pois a Aston não é empresa pequena necessitando empurrão de concessões. Assim, quem o comprar, será para tê-lo como obra de arte tri dimensional – e estática, como aconteceu com os Jaguar D feitos por este fabricante.

Anúncio gerou inesperado impacto, e bem situados senhores criaram um problema: arguem a Aston se possível comprar o carro com mecânica e itens de segurança atuais, para circular; ou como kit, para providenciar domesticamente tal agregação.

Roda-a-Roda
Futuro – Nos EUA Ford abandonou produzir sedãs, concentrando-se em SUVs e picapes. Destes, seu produto mais vendido, terá 9 novidades até 2023. Globalmente produtos crescerão de 20 para 23, no foco por mercados rentáveis.

Curiosidade - Detalhe interessante em época de globalização marca informou reduzir média de vida dos modelos de 5,7 anos para 3,3 anos na próxima década.

Novo Gol – Herbert Diess, presidente mundial do grupo Volkswagen, esteve no Brasil semana passada e aclarou dúvidas quanto ao futuro do Gol como carro de entrada, primeiro degrau de preços para a marca.

Pequeno – Pacote de informações: substituição em 2021 ou 2022, marcando novo ciclo de investimentos. Até 2020 VW Brasil gasta parte dos R$ 7Bi alocados para as grandes mudanças de estrutura e produtos.

Bom – Será pequeno, barato – a grosso modo e conceitualmente, uma espécie de Renault Kwid Volkswagen. Será criado a partir do conhecimento de design, construção e engenharia brasileiras, para atender mercados em desenvolvimento, iniciando pela América Latina.

O que – Mercado em desenvolvimento? Os de piso áspero, desalinhado, esburacado – se aplicável o adjetivo, asfalto sáfaro. Temos invejável know-how.

Nós - Uma vez, na California, abasteci ao lado de um Fox – o nosso Voyage exportado aos EUA. Dono disse ser o melhor carro do mundo, com mais de um milhão de quilômetros sem maiores reparos. Acreditava fosse alemão – não havia plaqueta dizendo ser brasileiro ...

De novo – Uma láurea técnica para o Brasil desenvolver produto mundial.

Política – Agenda do poderoso executivo incluiu sindicalistas para encontro e promessas de empregabilidade. A VW alemã tem diretor representando os metalúrgicos, e a paz social é fundamental nestes processos.

Negócio – A VW está bem na fita, pois importante garantir emprego na ex-Meca do automóvel. O movimento sindical, em nome de promover seus dirigentes, conseguiu expulsar a expansão das fábricas de automóveis instaladas no município para outros estados, reduzindo os empregos. Os dirigentes, exceto um, preso, vão bem, obrigado. Os empregos, muito pelo contrário.

Novo Jimny – Suzuki japonesa está apresentando novo Jimny 4x4. Mantém o espírito de limpeza em linhas e equipamento; intocada a plataforma, incluindo distância entre eixos, mas tornou-o mais alto, largo e comprido. Na prática mantido simples, melhorando qualidade e funcionalidade.

Mudanças – São perceptíveis, as maiores, nos 20 anos de história do hábil jipinho, mantendo a filosofia da marca em conter pesos. Para melhor caracterizar chamou-o Sierra. Pesando apenas 1.070 kg, o novo motor L4, 1,5 litro, 101 cv e 130 Nm de torque muito melhorou as habilidades, incluindo velocidade média levemente aumentada. Transmissão mecânica 5 velocidades ou automática, 4.

Resultados – Motor mais leve, potente e econômico – com gasolina pura faz circa 19 km/litro, chassis 50% mais resistente em torção, e grande implemento na qualidade da rolagem e nas sensações de condução. Projeto simples, porém de extremada competência.

Mercado – Demanda elevada. Pedidos feitos hoje somente serão atendidos em janeiro. Suzuki no Brasil informa tê-lo no meio do próximo ano, mas diz, curiosamente, manterá o modelo atual em produção.

Edição – Ford apresentou nos EUA série especial comemorativa de 50 anos do Mustang Cobra Jet, homenagem ao icônico modelo de 1968, campeão das corridas de arrancada. 68 unidades. 5,2 litros, V8, supercharger Whipple, potência não indicada, mas aposte nuns 700 cv. Nos EUA R$ 130 mil. Não virá ao Brasil.

Brinde – Mc Laren convidou 100 pessoas, tipo top pib, e proprietários de Porsches, Ferrari, Maseratis, para brinde com vinho achampanhado Chandon em sua loja paulistana. Foi o Welcome Toast by Chandon. Mostrou três modelos da marca, 570S, 570GT e o novo 540C: R$ 1,9M; R$ 1,95M; R$ 2.070.

Negócio - Representação no Brasil, declinada por Nelson Piquet, acabou sendo aceita pela Eurobike – concessionária Porsche e BMW. Empresa inglesa paralela ao time de Fórmula 1, fabrica artesanalmente e com tecnologia de ponta os super esportivos. Hoje 3.300 unidades/ano, e quer chegar a 5.ooo u/a em 2023.

Canto – Jaguar contratou cantora Dua Lipa, anglo kosovar, para lançar SUVs da linha Pace – Epace. F-Pace e I-Pace. Show em Amsterdã, 3 de setembro, 18h, vídeo no link https://youtu.be/-IacepcZNy4, webside http://www.jointhepace.com

Tapa – Nissan frustrou consumidores sendo econômica na caracterização dos March e Versa como modelia 2019. As linhas pouco atrativas estão envelhecidas, e novidade se encerra em detalhe interno, a central multimídia Multi-App com CarPlay e Androit Auto. Pouco.

P’ra cima – Mercado mundial de automóveis passou ao largo de crises latentes ou prometidas, tendo 3,6% mais vendas relativamente ao ano passado.

Mudança – Não ocidentais tomam lugar: China, Japão, India passaram mercados tradicionais. China pulou 4%: 12.234.244 unidades e abre vantagem sobre o ex-maior mundial, os EUA. Este, para alcançar o novo líder precisa crescer uns 50%. Japão, terceiro lugar, encolheu 2%, vendendo 2.691.064 veículos.

Aqui – Nos dados organizados pela Jato, consultoria mundial, Brasil cresceu 14% mas 9º, com 1.128.048. Governo (sic) Dilma foi âncora e marcha a ré econômica.

Cenário – Novo panorama, India ascendeu 16%, vendeu 1.982.442 unidades, o 4º Lugar, à frente de tradicionais Alemanha, Inglaterra, França e Itália.

Produto – SUVs e que-tais continuam o segmento de maior ascensão – pouco consumidos apenas no Japão – porém 15M de unidades vendidas, 14% acima do exercício passado, é argumento para seguir o caminho.

Centenário – Ágil empresa gaúcha se espraia pelo mundo ao comemorar 100 anos. É a Iochpe – nome familiar – Maxion, agregado quando assumiu produzir os tratores Massey-Ferguson. Hoje envolvida com a fabricação de 60 milhões de rodas em 31 fábricas em 14 países. Aqui tem quatro unidades, e a mais recente, em Limeira, SP inicia produzindo 800 mil unidades/ano.

No mundo – Grande salto de crescimento foi dado em 7 anos. Em 2010 empresa faturava líquidos R$ 2,2B, destes 18% provenientes de vendas externas. Em 2017 faturou R$ 7,5B – 75,5% do exterior. Processo se dá adquirindo empresas nos mercados focados. Presidente e CEO Marcos Oliveira não é da família, mas engenheiro ex-Philco, e o último presidente da Ford a apresentar lucros.

Tecnicidades – Experiência da Pirelli como fornecedora de pneus ao Campeonato Mundial de SuperBike, permeou para as motos de rua. Acaba de misturar compostos, três na dianteira e dois para a traseira, para atender a diferentes demandas: estabilidade, durabilidade, aderência em piso seco ou molhado e desempenho esportivo.

Diablo Rosso Corsa II – É o nome, e o numeral indica evolução da primeira série, lançada há oito anos. No período o intenso desenvolvimento da eletrônica permitiu enormes ganhos de torque, potência, e o Diablo II atende a tais ganhos. Seu slogan é bem descritivo: Aceite inclinações mais agressivas.
Peculiaridade explica ter uma medida dianteira e seis traseiras.

Novos Mercedes-AMG, utilitários muito esportivos
Você gosta de utilitários esportivos, ou de cupê; dirige com brio; aprecia tecnologia desenvolvida para garantir segurança e esportividade; e seu porquinho da poupança está repleto? És um dos caras buscado pela Mercedes-Benz. A marca alemã homologou dois novos produtos de sua associada, a AMG, especialista em performance. São o AMG GLC 63 4Matic+ e o Coupé, únicos de porte médio com motor V8 de 4 litros e biturbo. Potências variam de acordo com a versão. No SUV o motor exuda 476 cv; 510 no Coupé. Aceleração impactante: o SUV acelera de O a 100 Km/h em 4,0s e o Coupé em dois décimos menos.

Mecanicamente quase iguais, transmissão automática nas 4 rodas, nove marchas, embreagem por disco submerso; trocas extremamente rápidas, suspensão por molas pneumáticas, e o eixo traseiro privilegiado com recebimento de torque mas a Mercedes aplicou um epicurismo mecânico no Coupé, o deslizamento do diferencial comandado eletronicamente – na outra versão, meio mecanico. Desenvolvimento com responsabilidade para ser compatível com rendimento e segurança. Externamente marcam-se pela grade frontal AMG Panamerica, apresentado no modelo GT.

Há outros refinamentos proporcionais à transformação do modelo Mercedes em AMG, como a capacidade de regular o som da exaustão do motor; revestimento em material assemelhado a couro; quatro regulagens para a suspensão, motor e câmbio – de Comfort a Race, quando se otimizam todas as capacidades dos conjuntos; rodas em liga leve com 21”.

Preços: Mercedes-AMG GLC 63 4Matic+, R$ 513 mil, Coupé, R$ 588 mil. 

sexta-feira, 26 de fevereiro de 2016

Roberto Nasser - De carro por aí

Coluna 0916 - 26.02.2016 - edita@rnasser.com.br
Gol e Voyage, a série Começar de Novo
Volkswagen se aplicou para criar atrativos ao Gol e seu derivado Voyage. O Gol liderou vendas 27 anos, subitamente caiu para 5º lugar na preferência dos consumidores, e tal evidencia provocou necessária intervenção. Supera a mera apresentação de versão atualizada. Questão complexa, lançamentos são a parte visível do grande projeto de adequação interna da empresa aos novos tempos do mercado, um sinal da implantação de um plano de gestão, de recuperação para voltar à liderança em 2018. Daí o Começar de Novo.

Trabalho focou em três áreas de interação com os sentidos do consumidor: visão, tato, sensações corporais - e bolso. Reformulou frente e traseira; mudou  painel e interior dando-lhe trato de veículo de maior porte.

Foi racional, considerando as maiores vendas serem com versões 1.0, aí aplicando o novo, de três cilindros, melhor performance, menor consumo. Manteve o antigo 1,6 e 104 cv, e neste opção de transmissão automatizada. Em todas as versões, freios maiores e pneus verdes, com metade do atrito ante os comuns. E foi agradar a quem não gosta de automóveis, os adeptos da incontida e inexplicável busca por tecnologia interativa, agregando funções de conectividade entre o motorista e o mundo exterior. Chamou as intervenções com rótulo com valor atual, Premium.

Resultado bom, à altura do desafio, fazer uma ponte entre a angústia do momento e a hora de substituir a atual geração do Gol, em 2018. Num resumo, carro para dois públicos – quem gosta de carro e fãs de tecnologia.

Pacote
É junção bem amarrada de providências, marcando o início de atividades da equipe comercial montada com autonomia por David Powels, presidente da empresa, iniciando pelo novo VP de Vendas e Marketing, Jorge Portugal, argentino se expressando em português. Perceptível o entrosamento entre Presidente e Vice comercial, situação não vista há uma década.

Portugal, vendedor nato, motivador, em sua intensa ênfase sobre os produtos, levou-me a imaginar seria o lançamento de Lamborghini desenvolvido pela engenharia da Subaru...

Este foco contempla melhorar a aparência, a percepção e ampliar conteúdo. Numa comparação entre versões Gol e concorrentes, de Ford Ka, GM Ônix, a Hyundai HB, os VW contém mais equipamentos com preço menor. A iniciativa busca outro vetor: motivar a rede revendedora, hoje em boa parte com baixa estamina. Um aspecto forte – como a Coluna antecipou – está na mudança do slogan – sai o Das Auto e entra a assinatura Volkswagen – e numa aproximação com o comprador. Como lembrou Portugal, o Volkswagen no nome indica a ligação com as pessoas.

Na conectividade, adotou duas versões de tela tátil. Pequena, com 12,5 cm Composition Touch e outra com 15 cm, a Discover Media, com efeito espelho para o celular, GPS, leitura de mensagens, e um suporte para fixar e/ou reabastecer o telefone. O sistema ao qual chamam Infotainment – digamos infodiversão -, é o mais completo do país trazendo o topo das novidades mundiais, o App-Connect, compatível com tecnologias Apple, CarPlay, Mirror Link e Android Auto. Comandos num volante de novo desenho, valorizando Gol e Voyage.

Quanto custa
Interessantemente menos ante as versões do modelo ainda em estoque, e abaixo do preço dos concorrentes. É um aviso de ter voltado, competitivamente, às vendas. E da equipe estar una para cumprir o grande projeto de reformulação da empresa, e de re assumir a liderança em 2018.

Versões variadas, de 1.0 sem ar condicionado, a 1,6 com transmissão automatizada, topo da lista, preços entre R$ 31.590 e R$ 58.910.


Mais próximo, o carro anti carro
O carro autônomo, capaz de deixar o motorista lendo jornal, consultando I.Pad ou passando mensagens, enquanto conduzido por ordens de computadores a módulos controladores de motores elétricos, é um dos caminhos ora trilhados pelos fabricantes de veículos. Querem intuir o futuro – e saber se e como estarão nele.

Parece ficção científica, mas está a caminho de factibilidade, aperfeiçoando sistemas já existentes, mecânicos e eletrônicos.

A todos, entretanto, levantava-se barreira legal, questão de responsabilidade civil: a quem atribuir o ônus e as penas em casos de acidentes com danos?

A Daimler, fabricante dos caminhões Mercedes, dedicou-se intensamente à parte técnica e ao lobby, obtendo licença para testá-los em rotas de trabalho, primeiro passo à liberação geral – assisti a uma das provas e fiquei convencido do fim breve da relativa importância do operador. Este estava sentado no banco de condução, sem acionar os comandos, apenas por questão legal. Ordens externas colocavam o caminhão na estrada, aumentava e diminuía a velocidade, ultrapassava, chegava ao destino – sem intervenção humana.

A mágica eletrônica aplicada aos veículos abriu novo caminho aos fabricantes de itens de informática e comunicações, construir veículos e, ante a possibilidade de concorrência entre o pessoal do chip e os fabricantes dos veículos convencionais, o mundo do automóvel parecia estar bem definido: ou os carros seriam desenvolvidos e construídos em conjunto, por fabricantes de automóveis e de tecnologia eletrônica, ou a parte carro seria produzida sob encomenda e fornecida ao pessoal dos computadores.

Tudo mudou: o governo dos EUA por sua agência NTHSA modificou o entendimento jurídico, passando a considerar o robô, ou o sistema eletrônico, a inteligência artificial da Google controladora do veículo, como agente na relação jurídica. Como pertencerá a um terceiro, pessoa física ou jurídica, a este e à sua seguradora caberão os ônus dos danos.
Imediatamente a Google publicou anúncio buscando engenheiros da mobilidade, controle, robótica, sensores, manufatura, operações, materiais e marketing. Fabricará seus próprios carros.

Mundo muda. O automóvel expressão da liberdade individual no Século XX, será um tablet sobre 4 pneus, insosso, inodoro, comandado por distante e desconhecido computador. Emocionante como vagão particular de metrô.

Acarajé, Lava Jato e um curioso Alfa
Prisão do lobista polonês Zwi Skornicki, envolvido no assalto partidário à Petrobrás e preso na Operação Acarajé, ramo da Lava Jato, levou à apreensão de obras de arte bi e tridimensionais. Estas, automóveis antigos.

A olhos de colecionadores, a relação dos veículos é uma juntada sem foco ou direção por origem, marca, morfologia. Entretanto, a olhos policiais haverá curiosa evidência. Por exemplo, o mítico Alfa Romeo Spider criado pela Casa Pininfarina, é uma das carrocerias mais longevas do mundo. Exemplar apreendido, vermelho, com placas pretas, rotulando Veículos de Coleção, tem a combinação alfa numérica CTS 5459. Na base de dados do Sinesp Cidadão tal licenciamento descreve-o como sendo automóvel da marca, mesmo modelo, produzido em 1971.

Discrepa. Fisicamente é Alfa Spider, vermelho, porém não é de 1971. É bem mais novo, de 1985 ou 1986.

Raciocínio simplório pode sugerir tal divergência ter como origem automóvel entrado irregularmente no país, e documentado com dados de algum outro Alfa defunto, cedente da placa. Merece um aclaramento pela Polícia Federal.

O desencontro, se verdadeiro e caracterizado como crime fiscal e administrativo, também indica imperfeição pelo clube que lhe expediu o Certificado de Originalidade para reconhecê-lo como Veículo de Coleção. Novo crime pode estender as férias forçadas do lobista polonês, atualmente na PF do Paraná.

Roda-a-Roda
Enfim – O Alfa Romeo Giulia, versão Quadrifoglio – a de topo – e poderoso motor V6 com base Ferrari e 510 cv, iniciou ser produzido. Pré-série, à base de 30 unidades/dia.

Então - Aos 14 de março espera-se ter encerrada a fase de ajustes em produto, linha, equipamentos, métodos, deflagrando produção normal, destinada aos concessionários. Aparentemente resolvidos os problemas de resistência estrutural nos testes de impacto.

Mais – Ordem foi de Sergio Marchionne, capo geral, em visita à italiana fábrica de Cassino – a primeira automatizada da Fiat -, onde anunciou a versão de maior produção, com motor L4, turbo e 276 cv – o mesmo do esportivo 4C.

Mais ou menos - Maserati distribuiu fotos do Levante, primeiro crossover esportivo nos 100 anos da marca. Produção em Mirafiori, Turim, após disputa interna na FCA barrando a pretensão de também fazê-lo nos EUA para atender ao NAFTA. Por bom convívio optou fomentar empregos na Itália natal.

Crença – Bota fé na estrutura, dispensando armação nos vidros das janelas; vidro traseiro lembrando as ousadias do carrozziere Zagato; faróis separados, facho alto agregado à grade frontal. Suspensão a ar, controle eletrônico.

Alfa - Estrutura e parte da carroceria permitirão gerar produto assemelhado para a Alfa Romeo. Tomara seja melhor resolvido. O Levante é uma misturada de escolas estilísticas, sem realçar a italianidade de seu design.

Globalização – Em seu esforço de tornar-se marca mundial, Jaguar Land Rover produzirá o sedã Jaguar XE na Índia. Em expansão mundial faz fábricas na China, Brasil e Eslováquia. Aqui serão Land Rover Evoque e Sport.

Mundo – Primeiro trabalho da casa Pininfarina para nova controladora, a indiana Mahindra, é dito Aero, um XUV. Sigla, mais uma, indica misto de cupê de três portas, um crossover, e de SUV.

Cartão - Pode ser o produto de apresentação mundial da marca. Hoje, no exterior, Mahindra vende picapes e tratores esteticamente descompromissados.
Expansão – Mahindra adquiriu a coreana SsangYang, e divisão de ciclomotores Peugeot. Compra da Pininfarina é passaporte para o projeto.

Inspiração – Observando os resultados da tecnologia Smart Parking, de estacionar veículos sem participação dos motoristas, Nissan aplicou-a a escritórios, para evitar o trabalho de recolocar cadeira por cadeira em seus lugares ao final do expediente. O sistema memoriza local original, e apenas um bater de palmas faz estacionar em sua vaga. Curioso? Aqui: https://www.youtube.com/watch?v=O1D07dTILH0

OO7 – Admiração e interesse pelo Aston Martin DB10 utilizado pelo agente James Bond no recente filme Spectre, levou produtores a mudar relação com automóveis. Antes trambolhos abandonados em estúdios cinematográficos, como ocorreu com o DB5 utilizado no filme Goldfinger, levaram o DB10 a leilão.

Mais - Quase dobrou a avaliação inicial, arranhando 2,5M de libras, uns R$ 13,6M. No embalo venderam também a fantasia usada por Daniel Craig na abertura do filme por quase 100 mil libras – R$ 552 mil. Perdeu? Não se amofine. Foi feita dezena de unidades do DB10 para o filme. Serão leiloadas.

Confusão – Promotores de Justiça em Stuttgart, Alemanha, pediram a prisão de Wendelin Wiedeking, e de Holger Haerter, respectivamente exs CEO e Diretor Financeiro da Porsche. Razão, em 2008 manipularam dados na tentativa frustrada pela Porsche, menor, comprar a Volkswagen, de valor muito superior.
Mais - Governo estadual quer prisão e pagamento de multa em 4,4M e de 8,07M Euros – respectivos R$ 19,4 e 35M pela holding Porsche SE, hoje maior acionista da VW. Duas empresas são da mesma família.

Pé no freio – Ante queda do mercado nacional de automóveis no Brasil, e rápidos e bons resultados econômicos cravados pela Argentina, Dan Ammann, presidente mundial da General Motors, declarou ao Estado de S Paulo, aguardar de 6 a 12 meses por avanços políticos e econômicos para manter, ou não, seu plano de investimentos.

$ - Em 2014 Ammann e sua superior Mary Barra, CEO da empresa, anunciaram à Presidente Dilma investir US$ 2,8B – R$ 11,2B para nova geração de carros pequenos no Mercosul. Inconsistência política e econômica alarma investidores.
Muda – Fim de março VW apresentará novo picape Saveiro. Muda tudo, frente, traseira, largura, altura livre do solo. Quer se distanciar da aparência do Gol e adotar aparência aventureira. Terá dois motores 1,6 litro, antigo e novo.

Solução - JR Diesel, maior desmanchadora da América Latina, organizou-se, comprando veículos em leilões de seguradoras, desmontando-os, etiquetando peças com código de barras para dar segurança de procedência. Cresceu 12% em 2015 ante a verdade de a peça seminova custar metade do preço da nova.

Dureza – Situação econômica faz reduzir venda de veículos novos, mas em compensação inflou a demanda por peças usadas e semi novas – pouco usadas -, prevendo crescimento constante.


Gente – Gilberto dos Santos, jornalista, assessor de imprensa da Volkswagen, tempo. OOOO Deixa-la-á final de março, período sabático e após voltará ao mercado com talento, credibilidade, amplo relacionamento e experiência. OOOO Rafael Barros, jornalista, ascensão. OOOO Sairá da Printerpress, prestadora de serviços à Toyota, integrando-se ao time da grande empresa. OOOO Faz parte do projeto e da faxina interna para torná-la ativa na área de relacionamento com a imprensa após anos cinzentos em resultados, brilhantes em incompetência. OOOO

quarta-feira, 28 de outubro de 2015

NAOMI HARRIS POSA AO LADO DO DISCOVERY SPORT

A atriz britânica Naomi Harris, uma das estrelas de “Spectre”, novo filme da saga 007 marcou presença na Avant-Première global do longa que ocorreu em Londres.

A atriz, que interpreta Eve Moneypenny no filme, posou ontem para fotógrafos de todo o mundo ao lado do Land Rover Discovery Sport, um dos veículos cedidos pela marca britânica de SUVs Premium para a mega produção.    

O Discovery Sport é o terceiro veículo da Land Rover usado no 24º filme da sequência, juntamente com o icônico Land Rover Defender e o Range Rover Sport SVR.
Londres.


terça-feira, 31 de janeiro de 2012

Le Parkour, 007 e Citroën 2CV agitam a Rua Oscar Freire, em São Paulo



Dando sequência à estratégia de divulgação do Citroën Oscar Freire (o espaço-conceito da marca que será inaugurado em São Paulo no segundo bimestre), a Citroën realizou neste final de semana uma nova ação de "buzz" baseada no 2CV original que participou das filmagens do filme “007: Somente Para Seus Olhos” (For Your Eyes Only - 20th Century Fox -1981). 
Com a exposição do modelo próximo ao endereço do novo espaço da marca, o público pôde tirar fotos ao lado do 2CV 007 com promotores caracterizados de James Bond e Bond Girl. Lá, a marca também promoveu uma ação que misturou Parkour e movimentos acrobáticos, simulando as perseguições dos filmes de James Bond, atraindo a atenção de quem passeava no local.

Durante todo o dia, dois "agentes" interagiram com inúmeros obstáculos urbanos, mostrando uma visão revolucionária de movimentação. Os profissionais foram provenientes da Tracer Parkour, a primeira e única academia de Parkour no Brasil, fundada por Jean Wainer e Zico Corrêa, reconhecidos mundialmente por esse esporte. 
“Ações como esta reforçam a exclusividade de nossa marca, sempre precursora de novas tendências”, explica Nívea Ferradosa, Diretora de Marketing da Citroën do Brasil.


Le Parkour
O parkour surgiu no fim dos anos 1980, na França. Mover-se de um ponto a outro da forma mais rápida e eficiente é o objetivo dos traceurs – como são conhecidos os que treinam o parkour. Por isso, acaba-se fazendo um determinado e bem “diferente” percurso – em francês, parcours, palavra que deu origem ao termo parkour.



Citroën Oscar Freire
O Citroën Oscar Freire será um espaço-conceito inédito da marca no Brasil, inspirado na C42, vitrine Citroën na Avenida Champs-Élysées, em Paris. Por meio de inúmeras ações criativas e ampla atividade cultural, como exposições temáticas, realização de cursos, apresentações musicais, pocket shows, dentre outras, o Citroën Oscar Freire permitirá ao público e clientes experiências diferenciadas - com interatividade e com toda a filosofia Créative Technologie. A abertura está marcada para o segundo bimestre de 2012 e o espaço funcionará durante todo o ano entre as ruas Oscar Freire e Consolação, em São Paulo.