Mostrando postagens com marcador BRUNO SENNA. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador BRUNO SENNA. Mostrar todas as postagens

domingo, 10 de novembro de 2019

Bruno Senna vence as 6 Horas de Xangai do FIA WEC



Bruno Senna conquistou a vitória nas 4h de Xangai, terceira etapa da temporada 2019/2010 do FIA WEC, ao lado de Gustavo Menezes e Norman Nato a bordo do carro da equipe Rebellion Racing, trazendo ainda mais expectativa para a etapa brasileira, marcada para o dia 1º de fevereiro.


O triunfo teve um caráter histórico: foi a quarta vez em oito temporadas da categoria que um carro não-híbrido venceu na classificação geral. E foi uma conquista bastante convincente, com os vencedores chegando mais de um minuto à frente dos novos líderes do campeonato, Sebastien Buemi, Kazuki Nakajima e Brendon Hartley, da Toyota.

Único piloto a ter vitórias nas quatro categorias do WEC desde o início da categoria, em 2012, Senna e seus parceiros agora ocupam a terceira posição no campeonato.

Já o trio que chegou à China na liderança, formado por José María López, Kamui Kobayashi e Mike Conway, também da Toyota, recebeu uma punição por ter queimado a largada e, com isso, acabou relegado ao terceiro lugar do pódio, diante dos dois carros da equipe LNT.de Michael Simpson/Charlie Robertson/Guy Smith e Jordan King/Ben Hanley/Egor Orudzhev, nesta ordem.

Na divisão LMP2, rolou a primeira vitória do ano da JOTA, com Antonio Felix da Costa, Roberto Gonzalez e Anthony Davidson - eles não venciam desde a etapa de Spa-Francorchamps de 2015 e deram à Goodyear o primeiro triunfo na categoria. Representante brasileiro na classe e atual campeão, André Negrão foi o quarto ao lado de Thomas Laurent e Pierre Ragues no carro da Signatech Alpine
Elf.

Por fim, nas categorias GT, a Ferrari de James Calado/Alessandro Pier Guidi, da AF Corse, e o Aston Martin de Jonathan Adams/Salih Yoluc/Charlie Eastwood levaram as vitórias nas divisões Pro e Am, respectivamente. A próxima etapa do campeonato será as 8h do Bahrein, que será realizada entre os dias 12 e 14 de dezembro.

Os dez melhores das 4h de Xangai:
1. B. Senna/G.Menezes/N.Nato (Rebellion Racing/LMP1), 4h00min59s

2. S. Buemi/K.Nakajima/B. Hartley (Toyota Gazoo Racing/LMP1)
3. M. Conway/K.Kobayashi/J.M.Lopez (Toyota Gazoo Racing/LMP1), a 1 volta
4. J.King/B.Hanley/E.Orudzhev (Team LNT/LMP1), a 1 volta
5. C.Robertson/M.Simpson/G.Smith (Team LNT/LMP1), a 2 voltas
6. R.Gonzalez/A.Da Costa/A.Davidson (JOTA/LMP2), a 4 voltas
7. H.Tung/G.Aubry/W.Stevens(Jackie Chan DC Racing/LMP2), a 4 voltas
8. P. Hanson/F.Albuquerque/P.Di Resta (United Autosports/LMP2), a 4 voltas
9. A.Negrão/T.Laurent/P.Ragues (Signatech Alpine ELF/LMP2), a 5 voltas
10. F.Van Eerd/G.Van Der Garde/N.De Vries (Racing Team Nederland/LMP2),

sexta-feira, 12 de outubro de 2018

Mundial de Endurance: Japão recebe o FIA WEC para as 6 Horas de Fuji


O Campeonato Mundial de Endurance (FIA WEC) desembarca no Japão, entre os dias 12 e 14 de outubro, para sua quarta etapa da super temporada 2018-2019. Ao todo, 34 carros alinharão no grid da pista com 4.536 metros de extensão com 16 curvas e posicionada bem no pé do ponto turístico mais famoso do país: o monte Fuji. Bruno Senna, na LMP1, e André Negrão, na LMP2, são os representantes brasileiros entre os 91 pilotos escalados para esta disputa das 6h de Fuji.

Na lista de pilotos para mais esta disputa do FIA WEC, estão nomes como Fernando Alonso, que compete pela Toyota, e Jenson Button, da SMP Racing, ambos campeões mundiais de Fórmula 1. Entre as novidades para a prova, está o retorno de Keiko Ihara, que vai acelerar um Ligier JSP217 Gibson da equipe Larbre Competition. Ausente do campeonato desde 2014, a piloto será mais um representante local no grid.

Entre os brasileiros, Bruno Senna está de volta após perder a etapa de Silverstone. O piloto fraturou o tornozelo direito como resultado de um acidente durante o primeiro treino livre para a etapa inglesa em agosto. Já André Negrão retorna na LMP2 logo após a confirmação da sua vitória nas 24h de Le Mans deste ano, homologada de forma oficial na última semana.

Brasileiros falam:
Bruno Senna, piloto da categoria LMP1 na equipe Rebellion Racing
Carro Rebellion R13 - Gibson #1 ao lado de André Lotterer e Neel Jani

“Desde a etapa de Silverstone eu tive uma ótima recuperação. Esse período de quase dois meses sem corridas me deixou ainda mais motivado para chegar para a disputa de Fuji com força. Em relação ao nosso carro, tivemos algumas evoluções em termos de acerto e, felizmente, parece que teremos tempo bom neste fim de semana. Espero, com isso, ter uma ótima briga com as equipes não-híbridas, já que a Toyota ainda está mais forte no campeonato. Estou pronto para acelerar”.

André Negrão, piloto da categoria LMP2 na equipe Signatech Alpine Matmut
Carro Alpine A470 – Gibson #36 ao lado de Nicolas Lapierre e Pierre Thiriet

“Tudo preparado para a corrida. Vamos brigar com a equipe Jackie Chan. No ano passado fomos super bem e temos tudo para conseguir ir bem novamente. Não temos ainda a confirmação do tempo, mas estamos torcendo para ter sol e poder competir na melhor condição possível. Vamos buscar manter a liderança do campeonato, principalmente após a nossa confirmação da vitória em Le Mans. Temos que continua pontuando, já pensando, inclusive, na próxima disputa em Xangai”.

PROGRAMAÇÃO (horários de Brasília):

Quinta-feira (11 de outubro)
23h00 até 00h30: Treino livre 1
03h30 até 05h00: Treino livre 2
Sexta-feira (12 de outubro)

21h00 até 22h00: Treino livre 3
02h00 até 02h20: Classificação (LMGTE Pro e LMGTE Am)
02h30 até 02h50: Classificação (LMP1 e LMP2)

Sábado (13 de outubro)
23h00: Largada das 6 Horas de Fuji (6h de duração + uma volta)

sexta-feira, 17 de agosto de 2018

Mundial de Endurance no Brasil: 6 Horas de São Paulo tem data confirmada


A data do retorno do Campeonato Mundial de Endurance (FIA WEC) ao Brasil foi divulgada oficialmente nesta sexta-feira (17) em Silverstone, na Inglaterra. A prova, que será realizada em Interlagos, São Paulo, acontecerá nos dias 30, 31 de janeiro e 1 de fevereiro de 2020. A corrida no território brasileiro será organizada e promovida pela N/DUDUCH Motorsports, em acordo firmado por três anos.

O retorno para a América do Sul é uma boa notícia particularmente para os pilotos Bruno Senna, Augusto Farfus, André Negrão e José Maria Lopez que estarão defendendo as cores de suas bandeiras e a honra da América do Sul.

Calendário 2019-2020 - Campeonato Mundial de Endurance (FIA WEC):
1ª etapa: 1 de setembro de 2019 – Silverstone (Inglaterra)
2ª etapa: 13 de outubro de 2019 – Fuji (Japão)
3ª etapa: 17 de novembro de 2019 – Xangai (China)
4ª etapa: 14 de dezembro de 2019 – Sakhir (Bahrein)
5ª etapa: 1 de fevereiro de 2020 – Interlagos (Brasil)
6ª etapa: XX de março de 2020 – Sebring (Estados Unidos)
7ª etapa: 3 de maio de 2020 – Spa (Bélgica)
8ª etapa: 13/14 de junho de 2020 – Le Mans (França)

sexta-feira, 11 de maio de 2018

McLaren Automotive ganha concessionária em São Paulo


A McLaren Automotive, fabricante britânica de carros esportivos de luxo e supercarros, continua a expansão de sua rede global na América Latina com a abertura de sua mais recente concessionária em São Paulo, Brasil.

A nova e exclusiva instalação localizada na prestigiada Vila Olímpia foi cuidadosamente projetada para atender aos exigentes padrões e atenção aos detalhes da McLaren. O showroom de última geração exibirá a linha completa de carros de alto desempenho da McLaren, incluindo o novo 720S, assim como os modelos Sports Series.

O evento de lançamento foi apresentado por Andreas Bareis, Diretor Geral da McLaren Oriente Médio, África e América Latina, e Henry Visconde, proprietário da Eurobike, importador e revendedor oficial da McLaren.

Cerca de 200 convidados participaram da inauguração do showroom. O McLaren Senna GTR Concept, a mais recente adição da McLaren à Ultimate Series, foi apresentado pela primeira vez no Brasil, como destaque da noite. A marca tem uma longa associação com o tricampeão mundial Ayrton Senna, que conquistou todos seus títulos ao volante de uma McLaren. O carro foi inspirado em sua homenagem e desenvolvido por seu sobrinho e piloto de testes da McLaren Automotive, Bruno Senna, que também foi convidado de honra na inauguração.

“Fiel ao seu nome, o McLaren Senna é o mais radical carro aprovado para circulação em estradas que a McLaren já construiu. O McLaren Senna GTR é a versão exclusivamente para pista do McLaren Senna, com ainda mais potência, mais torque e mais downforce que seu irmão legalizado para as estradas. 

Ele se vangloria de ter os tempos de volta mais rápidos da história da McLaren, com exceção dos Fórmula 1.É um prazer vê-lo aqui hoje no Brasil, honrando o nome que ostenta: Senna”, afirmou Bruno Senna.

O novo showroom da McLaren São Paulo tem mais de 400 m² e capacidade para expor até quatro carros, tendo espaço complementar no mezanino para os carros seminovos McLaren Qualified. As instalações de serviço, com três estações de trabalho, está localizada dentro das mesmas dependências.

quinta-feira, 22 de março de 2018

N/DUDUCH Motorsports anuncia retorno das 6 Horas de São Paulo


A etapa das 6 Horas de São Paulo está de volta ao Brasil.  A prova fará parte do calendário de 2019/2020 do Campeonato Mundial de Endurance – FIA WEC. 

N/DUDUCH Motorsports será a promotora do evento, cuja primeira edição, com data a confirmar, será realizada no Autódromo de Interlagos, em São Paulo.

O anúncio da parceria, de três anos de duração entre a N/DUDUCH Motorsports e a organização do FIA WEC, foi feito na manhã desta quinta-feira (22) no Hotel Grand Hyatt São Paulo. No local, estiveram presentes Nicholas Duduch, CEO da N/DUDUCH Motorsports, Gérard Neveu, CEO do FIA WEC, Cédric Vilatte, Gerente de Evento do FIA WEC, João Amaral, da São Paulo Turismo (SPTuris), Waldner Bernardo (Dadai), presidente da Confederação Brasileira de Automobilismo (CBA), Bruno Senna, um dos embaixadores da prova, além de outras autoridades e convidados especiais.

Distante do Brasil desde 2014, quando foi realizada a última de suas três edições no Autódromo de Interlagos, o campeonato conta atualmente com oito etapas ao redor do mundo. A mais famosa delas é a tradicional prova das 24 Horas de Le Mans, que em 2017 foi realizada pela 85ª vez na história. O FIA WEC também é a casa de marcas importantes do setor automotivo como: Aston Martin, BMW, Ferrari, Ford, Porsche e Toyota.

O campeonato tem a chancela da Federação Internacional de Automobilismo (FIA) em parceria com o Automóvel Clube do Oeste (ACO) e possui um dos grids mais concorridos do esporte a motor. Criado em 2012, o FIA WEC atrai cada vez mais as atenções de grandes pilotos. Em 2018, a grande novidade será a participação do espanhol Fernando Alonso, bicampeão da Fórmula 1.

No ano passado, os brasileiros foram presença maciça no campeonato. Nas 24 Horas de Le Mans competiram oito pilotos do País: André Negrão, Bruno Senna, que se sagrou campeão da categoria LMP2 no ano, Nelsinho Piquet, Rubens Barrichello, Tony Kanaan, Daniel Serra, Pipo Derani e Fernando Rees. Destaque para Daniel Serra, filho do tricampeão da Stock Car, Chico Serra, que venceu a corrida na categoria GTE Pro pela equipe Aston Martin Racing.

Nicholas Duduch, CEO da N/DUDUCH Motorsports

“Estamos muito honrados em fazer parte de um projeto de tamanho impacto. Em parceria com o FIA WEC, queremos trazer uma experiência completa para os fãs do esporte a motor. A cultura do Endurance vai além da corrida em si, e o nosso desejo é fazer com que o público se acostume, entenda e viva o que de melhor o FIA WEC tem a oferecer.”
Gérard Neveu, CEO do FIA WEC

“Esta é uma ótima notícia, não só para o grande número de fãs brasileiros extremamente apaixonados e leiais ao FIA WEC, mas também para os competidores do campeonato, que amam correr no circuito lendário de Interlagos.

Nosso retorno para a América do Sul é algo com o qual temos trabalhado por muitos anos, e nossos agradecimentos vão ao Nicholas Duduch e seus sócios pelo trabalho árduo para fazer com que o evento aconteça, junto ao apoio da cidade de São Paulo. Ter Bruno Senna como nosso embaixador do FIA WEC em São Paulo é uma verdadeira honra. Ele é, sem dúvida, um dos melhores pilotos do FIA WEC.

Estamos em contato com todo o paddock do FIA WEC e nossos parceiros para voltarmos ao Brasil na temporada 2019-2020 com um grande evento.”

Bruno Senna, Piloto campeão da LMP2 em 2017 e um dos embaixadores da prova.

“É um prazer enorme voltar a correr no meu país, perto da torcida brasileira. O autódromo de Interlagos, particularmente, traz lembranças muito especiais e o automobilismo brasileiro só tem a ganhar com o retorno de um campeonato grandioso como o FIA WEC.”


terça-feira, 21 de novembro de 2017

Wagner Gonzalez em Conversa de pista

 Apesar de tudo, temos campeões

Wagner Gonzalez
Pietro Fittipaldi venceu World Series e impressiona no WEC.

Bruno Senna é campeão mundial na LMP2.

Vereadores decidem futuro de Interlagos


Há vida além da F-1 e Bruno Senna e Pietro Fittipaldi confirmaram isso ao conquistar dois títulos importantes nesta temporada, respectivamente nas categorias LMP2 e V8 World Series: graças aos dois, temos campeões de nível mundial em 2017. Não bastasse isso o gaúcho Matheus Leist foi confirmado como companheiro de Tony Kanaan na equipe de A.J. Foyt para disputar a temporada 2018 da IndyCar. Exceto uma reviravolta do mercado da categoria máxima, ficaremos sem um representante no Campeonato Mundial de Pilotos pois não há espaço nem candidato para substituir o “aposentando” Felipe Massa, que domingo encerra, de vez, carreira no nível mais alto. A F-E na temporada 2018/2019 deverá ser seu destino após um período sabático

Opção outrora embrulhada para presente em papel glamour e laços de competência, a F-1 perdeu muitos dos valores que a consagraram mundo afora e busca uma identidade que a reposicione como objeto de desejo e item de consumo para os mais jovens. Tal qual a revolução provocada pelo excesso de informação veiculada via internet, o automobilismo de competição também experimenta uma fase de grande oferta de categorias, o que faz surgir mercados voltados para clientes dos mais variados. E aqui voltamos a falar de Pietro e Bruno, os novos campeões.

Fittipaldi e Senna, dois sobrenomes com estirpe de campeões, não estão só nessa cruzada em busca de fazer o que gostam e com competência. Christian Fittipaldi continuou brilhando no cenário de Endurance norte-americano, Lucas Di Grassi garantiu o título da F-E (o segundo do Brasil em três temporadas), Victor Franzoni se impôs na série ProMazda e inúmeros outros nomes foram destaques em várias categorias. A maioria absoluta desses pilotos, porém, já não vê a F-1 como o olimpo sonhado por Emerson, Piquet e Senna, nomes que a consolidaram como categoria preferida pelos brasileiros.

Esses três campeões mundiais percorreram uma trilha semelhante - as categorias de base no Brasil ou na Europa -, mas hoje soterrada por um fenômeno que permitiu a um holandês disputar a F-1 com apenas 17 anos, caso de Max Verstappen. Ponto fora da curva, sua trajetória continuará sendo única por um bom tempo: a Federação Internacional do Automóvel (FIA) decidiu impor um sistema de formação que exige obter resultados mínimos em diversas categorias para conquistar a super-licença necessária para alinhas nos Grandes Prêmios.

Como o funil é tão estreito quanto cruel – as 20 vagas da F-1 acabam preenchidas por valores que vão da competência ao potencial de mercado que o aspirante representa, o destino de muitos jovens acaba seguindo caminhos diferentes dos sonhos de kartista. Assim, não surpreende que Leist optou pelo automobilismo norte-americano, Senna e Di Grassi abdicaram de fazer carreira no mundo dos GPs e Pipo Derani escolheu o mundo das provas de longa duração para consolidar sua carreira, para citar apenas alguns.

No Brasil vivemos situação semelhante e a renovação do quadro de pilotos é mais lenta do que seria ideal, culpa de uma conjuntura onde os caciques são muitos e os índios cada vez mais raros. O kart, base da pirâmide, permite que pré-adolescentes e adolescentes treinem com liberdade cerceada apenas pelo poder financeiro de cada um. Na medida em que crescem e buscam alternativas para desenvolver suas carreiras surgem empecilhos como a proibição de treinos livres, categorias de custo altamente restritivos e automóveis bastante defasados em relação ao que existe no exterior.

As tentativas que tentam romper essas barreiras começam a dar sinais de sucesso: o campeonato Brasileiro de Endurance – com apelo focado no Rio Grande do Sul – e a F-Inter, categoria paulistana que oferece um pacote econômico atraente. Quando se nota que a frota brasileira de automóveis cresceu significativamente nos últimos anos e o número de pilotos filiados à Confederação Brasileira de Automobilismo diminuiu em cerca de 20% nota-se que há algo errado.

Um exemplo é o  fantasma que remete ao cruel destino que a ganância de alguns cariocas fez destruir o autódromo de Jacarepaguá, o principal autódromo do Brasil, fantasma que ronda Interlagos, um circuito administrado de forma discutível. Seus responsáveis privilegiam um evento que gera uma semana de bons negócios para o turismo da cidade e ignoram que o GP do Brasil só existe porque surgiu do sucesso que o automobilismo de base proporcionou. Hoje os vereadores da cidade de São Paulo discutem em plenário o processo de privatização do Autódromo José Carlos Pace sem que uma única audiência pública tenha sido realizada para debater o assunto. Trata-se de demonstração inequívoca de desrespeito à população de uma cidade onde semáforos funcionam aleatoriamente, multas de trânsito são aplicadas com a ganância de caça-níqueis e o prefeito concentra seu tempo em alçar sua carreira política a níveis mais altos ao que costuma passar boa parte do seu tempo em inúmeras viagens pelo Brasil e pelo Exterior.

Se você está em São Paulo nesta terça-feira e tem interesse em defender o futuro de Interlagos compareça ao plenário da Câmara Municipal a partir das 14 horas. Sua presença é importante para o futuro do automobilismo brasileiro.

Pensou que me enganava – O neozelandês Brendon Hartley e o francês Pierre Gasly foram confirmados como a dupla de pilotos da Scuderia Toro Rosso para a temporada de 2018. Quem acompanhou os últimos movimentos da equipe não se surpreendeu nem um pouco com a notícia; com relação ao campeonato do ano que vem a expectativa real é o potencial do motor Honda, que tem melhorado substancialmente na segunda fase da temporada.

Toyota segue firme - Sem dúvida em busca da tão sonhada vitória nas 24 Horas de Le Mans, a Toyota anunciou no Bahrain a continuidade do seu programa na categoria Endurace para a super temporada 2018-2019. 

Após o encerramento da temporada 2017 o time Gazoo Racing testou vários pilotos, entre eles o espanhol Fernando Alonso, cujo nome é cada vez mais cogitado para defender a marca na edição de 2018 da clássica prova francesa. No treino reservado para novos pilotos Alonso fez o segundo tempo, atrás de Pietro Fittipaldi (que conduziu um Porsche 919 Hybrid). Seus assessores, porém, anunciaram que o espanhol não fez nenhuma volta com acerto de classificação.

Foyt verde-amarelo – Ao anunciar o gaúcho Matheus Leist para ser companheiro de equipe de Tony Kanaan, o legendário A.J.Foyt já vê sua equipe ser citada no ambiente da categoria IndyCar como “Team Brazil”. 

Será interessante acompanhar os trabalhos do time: nos últimos anos Kanaan defendeu a equipe de Chip Ganassi, enquanto Leist desembarca na categoria após ter brilhado na categoria Indy Light; entre seus melhores resultados está a vitória na preliminar das 500 Milhas de Indianapolis.

Danica se aposenta em maio – A norte-americana Danica Patrick deverá encerrar sua carreira de piloto com uma última participação nas 500 Milhas de Indianapolis de 2018, prova marcada para o dia 27 de maio. 

Sem patrocinadores para continuar na Nascar, acredita-se que a estadunidense nascida em Beloit (estado de Wiscosin), vai focar suas atividades profissionais como comentarista de TV.

sábado, 14 de outubro de 2017

Nelsinho Piquet brilha e conquista a pole position para as 6 Horas de Fuji na categoria LMP2


Adicionar legenda
Nelsinho Piquet conquistou neste sábado o primeiro lugar no grid de largada da categoria LMP2 para as 6 Horas de Fuji, antepenúltima etapa do Mundial de Endurance. É a primeira pole position do brasileiro na classe na temporada-2017.

Piquet Jr. entrou na pista com o dinamarquês David Heinemeier-Hansson e, na média das voltas mais rápidas, eles conseguiram 1m44s196, superando os companheiros de Rebellion Racing Bruno Senna e Julien Canal em 0s729 - na classificação geral, Piquet Jr. e parceiros largam em quinto, também o melhor resultado na temporada.

A previsão do tempo acertou e a sessão classificatória aconteceu com a pista molhada. Nelsinho, que não vinha classificando o protótipo #13 nas últimas corridas, conseguiu o tempo de 1m43s600 e foi 0s270 mais rápido do que Senna. Heinemeier-Hansson consolidou o primeiro lugar para a tripulação, que ainda tem o suíço Mathias Beche.

A largada para as 6 Horas de Fuji será realizada às 23h de sábado no horário de Brasília (11h no fuso japonês) e é muito grande a possibilidade de mais chuva durante a corrida.

O site oficial da categoria (www.fiawec.com) transmite ao vivo a corrida para os assinantes.

O que disse Nelsinho Piquet:

"Foi um ótimo dia! O carro sempre esteve bom na chuva tanto na sexta-feira como hoje. Foi crucial acertar a escolha de pneus porque estava bem difícil saber se era pneu de chuva ou intermediário, e os engenheiros fizeram a escolha perfeita. Deu tudo certo e o David Heinemeier-Hansson andou muito bem, ele um piloto silver mas foi mais rápido do que muitos pilotos pro. Agora é torcer para não chover muito e termos uma boa corrida porque a chance é de chover tanto que pode atrapalhar o dia"


Grid de largada da classe LMP2:
1º N.Piquet/D.Heinemeier-Hansson/M.Beche - 1m44s196
2º B.Senna/J.Canal/N.Prost - 1m44s925
3º H-Pin Tung/O.Jarvis/T.Laurent - 1m45s078
4º N.Lapierre/G.Menezes/A.Negrão - 1m45s927
5º D.Cheng/A.Brundle/T.Gommendy - 1m46s109



terça-feira, 14 de junho de 2016

Wagner Gonzalez em Conversa de pista

Wagner Gonzalez
CORRIDA MORNA, INDÍCIOS QUENTES

Estratégias ousadas, abandonos mal explicados e manobras mal concluídas não serviram para tornar a disputa do Grande Prêmio do Canadá algo mais atraente do que um evento do Campeonato Mundial de Fórmula 1: foi uma corrida morna com indícios quentes. Não se pode dizer que isso é culpa do clima local: a transmissão de TV mostrou muita gente em manga (curta) de camisa durante a prova. De qualquer forma, o que se pode concluir é que a competição serviu para dar indícios mais quentes do que vem pela frente nos próximos dois terços da atual temporada.

Apesar de ser verão no hemisfério norte, não é exagero lembrar que o calor que a Ferrari ameaçou dar à Mercedes ficou mesmo na promessa. Sebastian Vettel fez tudo que podia, desde assumir a ponta na largada (foto de abertura) até sair da pista na esperança de recuperar o tempo perdido em uma troca de pneus que pouca gente, ou ninguém exceto Maurizio Arrivabene, saberá explicar. No final das contas vale até dizer que foi um resultado ambientalmente correto: duas gaivotas simplesmente ignoraram o Ferrari do alemão se aproximando e não arredaram pena do “S” de baixa após a reta de largada. Ativistas de direitos dos animais e fãs da F-1 já começaram a cobrar de Lewis Hamilton doações em prol dos animais, afinal, isso ajudou o inglês a vencer com cinco segundos de vantagem. Falando em resultados, aqui você tem todos os números dessa prova.

Se exatos 5”011 selaram a derrota de Vettel, o finlandês Valteri Bottas cruzou a bandeirada mais de 40″ atrás do alemão e celebrou o resultado como se fosse uma vitória. “Foi uma das minhas melhores corridas”, declarou o finlandês em sua conta no Twitter. Mais do que seu segundo pódio consecutivo em Montreal, sua atuação o coloca em alta no mercado de pilotos; mesmo para um finlandês, acostumado com as baixas temperaturas do seu país, a forma como a Williams impediu sua transferência para a Ferrari no ano passado teve o efeito de uma ducha de gelada em sua carreira a ponto de afetar seu desempenho.

Mais do que Bottas só mesmo Max Verstappen: o holandês se impôs (mais uma vez) a Daniel Ricciardo e levou Nico Rosberg a uma disputa de posição que certamente não constará da sua coletânea de melhores momentos, mas que você pode ver aqui. Se Verstappen sobe, Rosberg continua líder, mas viu sua zona de conforto passar de conforto passar de uma cama king size para um beliche: citando números, sua vantagem na liderança da temporada passou de 43 pontos para apenas n-o-v-e… Para muitos, cenas daqueles filmes que passam em primeira exibição na TV brasileira, ou seja, todo mundo já viu isso algumas vezes no passado.

Desdobramentos dessa situação levam à renovação de seu contrato com a Mercedes. A situação é tão crítica que Rosberg contratou um dos negociadores mais hábeis em tal seara: Gerhard Berger. Sem nunca ter sido campeão mundial, o austríaco sempre garantiu bons contratos com as cinco equipes que defendeu: ATS (1984), Arrows (1985), Benetton (1986 e 1996/97), Ferrari (1987/89 e 1993/95) e McLaren (1990/92). Rosberg quer renovação de três temporadas, a Mercedes oferece apenas uma e, entre oferta e demanda, fala-se que a Ferrari poderia ser seu destino, algo que creio ser pouco provável. Correndo quase por fora, posto que a Manor não lhe entrega um carro com desempenho dentro de padrões competitivos, está outro alemão, Pascal Wehrleim.

A Ferrari, aliás, é famosa por ter um coração de mãe, embora nem sempre caiba mais alguém no seu plantel. Na atual gestação de novos acordos fala-se em Valteri Bottas (mais uma vez), Daniel Ricciardo (idem…), Romain Grosjean (veja aqui sua largada e primeiras voltas), Rosberg e até mesmo Sérgio Perez, além de Kimi Räikkönen já ter dado sinais sóbrios de que quer continuar onde está. Ocorre que os resultados tipo montanha russa do homem de gelo não satisfazem a gestão de Maranello.

Seguindo os passos da Scuderia, a Renault começa a ser destino de ouro de muitos nomes: Felipe Massa, Felipe Nasr e, graças a uma declaração de Alain Prost, o espanhol Carlos Sainz. A dupla atual da equipe francesa esta longe de corresponder aos anseios de uma equipe oficial: Kevin Magnussen mostra-se arrojado demais e Jolyon Palmer tem toda a pinta de ser um piloto ao nível do seu pai, Jonathan, que em 83 GPs e quatro não classificações conseguiu um quarto, quatro quintos e dois sextos lugares. Assim, cresce a cada volta as apostas de uma troca de pilotos digna do fornecedor de combustível desse time, a francesa Total. Os brasileiros poderiam ser úteis aos interesses da Renault no País, assim como Sainz: a Espanha é um dos maiores mercados da marca francesa.

Tal qual Nico Rosberg, Kevin Magnussen e Jolyon Palmer, quem também começa a pensar em procurar novos CEPs para 2017 são o russo Daniil Kvyat, o inglês Jenson Button e mexicano Estebán Gutiérrez. Kvyat ainda não digeriu ter sido trocado por Max Verstappen e, de um momento para outro, começou a ser vinculado como provável nome na Williams, algo que só deve acontecer na base de abrir portas a patrocinadores russos. A mesma equipe estaria abrindo espaço para a volta de Jenson Button, que passou por lá no ano 2000; Button sabe que o belga Stoffel Vandoorne deve ocupar seu lugar no ano que vem e já ensaia o discurso que quer um carro competitivo, que ainda se sente motivado, que ainda ama o esporte, etc e tal. Gutiérrez ainda deve uma atuação convincente para justificar sua manutenção na equipe Haas, caso contrário será convidado a dar adiós à sua  permanência na equipe americana, onde Grosjean se consolidou como líder logo na primeira corrida.

É nesse panorama que caminha a humanidade da F-1 a caminho do Azerbaijão, onde a temporada prossegue domingo com a disputa do GP da Europa. Trata-se de um circuito de rua, digno da tradição de Monte Carlo e, como mostra o site do evento, uma refrescante mudança nos traçados artificiais e megalômanos criados por Hermann Tylke.



Cassinos são proibidos no Azerbaijão, mas nada impede que o resultado dessa primeira prova seja uma autêntica loteria, algo muito bem vindo, pois vai embolar ainda mais um campeonato que começou com quatro vitórias seguidas de Nico Rosberg.




Brasileiros em Le Mans

A lista de inscritos para a 24 Horas de Le Mans, que larga neste sábado (18) às 15h00 locais/10h00 horário de Brasília, inclui pilotos brasileiros em várias categorias e traz nomes que podem brilhar. Dos seis inscritos o que apresenta melhor retrospecto em provas de resistência é o jovem Pipo Derani, que este ano venceu a 24 Horas de Daytona e a 12 Horas de Sebring e está em grande fase. 

Suas chances de uma vitória na classificação geral no circuito do departamento (o correspondente ao conceito de estado no Brasil) de Sarthe são reduzidas: Derani disputa a classe LM P2, com um Ligier JS P2 Nissan, onde também competem Bruno Senna (com um carro semelhante) e Oswaldo Negri (chassi igual mas com motorização Honda). Na classe principal, Lucas Di Grassi (Audi R18) e Nélson Piquet Jr. (Rebellion R One) são os destaques,enquanto Fernando Rees volta a defender as cores da Aston Martin a bordo de um modelo Vantage.

Um dos três maiores eventos do automobilismo mundial, as 24 Horas de Le Mans reúnem público estimado em torno de 350 mil pessoas espalhadas em vilas de lazer onde são oferecidos espetáculos de música, quermesse, circo e outros. Tal como nos últimos anos, Audi, Porsche e Toyota dividem o favoritismo, com ligeira vantagem para a marca de Stuttgart, que venceu em 2015.


WG

sexta-feira, 16 de maio de 2014

SENNA E BRUNDLE DÃO A LARGADA PARA A EQUIPE JAGUAR NA MILLE MIGLIA 2014


Liderada pelos renomados pilotos Martin Brundle e Bruno Senna – ambos com passagens pela Fórmula 1, a equipe Jaguar Heritage Racing deu a largada para a edição 2014 da Mille Miglia, tradicional competição do calendário automobilístico que percorrerá 1.000 milhas por toda a Itália.

O ex piloto da equipe Jaguar em Le Mans e vencedor do Campeonato de Protótipo Mundial de Esportes e atual comentarista SKY TV F1, Brundle e o sobrinho de seu grande rival na Fórmula Ford e ex-piloto de Fórmula 1, Bruno Senna, estão compartilhando a famosa versão "Long Nose”, do Jaguar D-Type.

Já para o brasileiro Bruno Senna “o D-Type é um dos mais bonitos carros já fabricado na história. Para mim, é um privilégio dirigi-lo na Mille Miglia no seu 60º aniversário. Esta versão 'Long Nose' tem uma história tão incrível. Estamos indo de cabeça para a Jaguar Heritage Racing e vamos completá-la em grande estilo."

Os pilotos estarão a bordo do penúltimo exemplar construído do modelo. O D-Type que será pilotado por eles carrega o registro 393 RW e é uma verdadeira lenda das corridas. Produzido em março 1956, o modelo ganhou as “12 Horas de Reims” com os pilotos Duncan Hamilton e Ivor Bueb. O mesmo modelo também terminou as 24 Horas de Le Mans daquele mesmo ano na sexta posição.Depois de se aposentar do circuito europeu de corridas, o Jaguar D-Type de chassis 393 RW ainda teve uma carreira muito extensa em território americano, terminando em terceiro as 12 Horas de Sebring em 1957.

A participação do lendário D-Type na edição 2014 da Mille Miglia foi a maneira mais apropriada que a Jaguar encontrou de celebrar o 60º aniversário deste icônico modelo, que começou a ser produzido pela marca britânica em 1954.


A Jaguar Heritage Racing marcará mais uma vez sua presença na Mille Miglia, que acontece entre 15 a 18 de maio. A participação da marca será em grande estilo, com mais de 10 veículos históricos conduzidos por pilotos renomados.Uma série de novos Jaguar F-TYPE cupês apoiará a equipe Jaguar Heritage Racing, seguindo a rota Mille Miglia pela Itália com equipes de transmissão e convidados VIP.

segunda-feira, 28 de abril de 2014

JAGUAR TERÁ BRUNO SENNA E MARTIN BRUNDLE JUNTOS NA MILLE MIGLIA 2014


A Jaguar, marca britânica de veículos de luxo e esportividade, marcará presença em grande estilo na edição 2014 da Mille Miglia. 

A tradicional competição do automobilismo mundial acontecerá de 15 a 18 de maio.Para percorrer o difícil percurso de 1.600 quilômetros de Roma até Brescia, e depois de volta a Roma, a Jaguar selecionou os mais emblemáticos e históricos modelos já produzidos nos mais de 70 anos da marca. Veículos como o XK, C-Type e E-Type serão conduzidos por grandes nomes do automobilismo mundial, como os pilotos Bruno Senna e o experiente Martin Brundle, ambos com participação da Fórmula 1.Ambos terão em suas mãos o penúltimo exemplar produzido do lendário Jaguar D-Type de “nariz longo”, registrado com o númer 393 RW como forma de celebrar os 60 anos do modelo, produzido em 1954.

O público também terá a oportunidade de ver nos cockpits desses veículos personalidades como o apresentador e entusiasta da Jaguar, Jay Leno, ícone do entretenimento norte-americano, a cantora Amy MacDonald e o ator David Blakeley, além de outros nomes famosos do mundo da moda, música e cinema.


Toda a cobertura da Mille Miglia poderá ser acompanhada nos canais da Jaguar no Facebook facebook.com/JaguarBrasilOficial. Além disso, todos os pilotos e personalidades que conduzirão os modelos Jaguar durante a competição, irão publicar fotos e textos em tempo real em seus perfis no Twitter.

Siga a Mille Miglia pelos perfis:

Piloto

Perfil no Twitter

Jay Leno

@LenosGarage                

Martin Brundle

@MBrundleF1                  

Bruno Senna

@BSenna                        

Jodie Kidd

@RealJodieKidd              

David Blakeley

@daveblakeley               

Amy Macdonald

@Amy_Macdonald          

Milow

@milow                            

Elliot Gleave (Example)

@example

Erin Gleave

@Erin_McNaught            

Brian Johnson

@BrianJohnson