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quinta-feira, 12 de dezembro de 2019

Coluna do FERNANDO CALMON


Fernando Calmon
Trocar de carro continua a  atrair
Faltam poucos dias para terminar o ano e o mercado de veículos leves e pesados deve crescer entre 9% e 10%, pouco abaixo das previsões de 2019 feitas em janeiro. No mês passado, as vendas caíram 4,4% ante outubro, mas essa comparação é inadequada por efeito de sazonalidades como o número de dias úteis. A referência que importa são as 12.116 unidades vendidas por dia útil em novembro. É o melhor resultado mensal desde dezembro de 2014 e ajudou a diminuir os estoques totais (em concessionárias e fabricantes) de 45 para 41 dias.


O Brasil precisará de mais três ou quatro anos de bons resultados para igualar os números de 2012/2013. Sem esquecer que as referências do passado vieram de incentivos fiscais válidos, mas não por períodos tão longos e mal-administrados. Para em 2023 o mercado voltar aos 3,8 milhões de unidades vendidas em 2012 é necessário que a demanda por veículos continue em alta e autossustentável.

Em busca de respostas, a Anfavea divulgou uma pesquisa sobre intenção de compra em 2020. O próximo ano será importante do ponto de vista econômico, pois há indicações de que o crescimento do PIB deve dobrar de 1,2% em 2019 para 2,4% ou até um pouco mais. Foram 6.727 entrevistas em todo o País agora em novembro, mas sem recortes de localização e renda dos entrevistados.

Do total, 88% afirmaram pretender trocar de carro por um novo ou usado. Entre os que não possuem automóvel a intenção de compra em 2020 atinge 93%, patamar surpreendente. Estes são os principais motivos (mais de um podia ser apontado) para a troca:

• O carro atual já está velho (35%);
• Troco o carro de tempo em tempo (34%);
• Família cresceu e preciso de mais espaço (14%);
• Vou usar para outras finalidades: aplicativo, táxi etc. (6%);
• Preciso de um carro menor (4%);
• Resolvi vender e não quero mais ter carro (1%);
• Outro motivo (17%).

Nessa pesquisa entre os que consultam anúncios de compra e venda na internet, apenas 1% não quer mais ter carro. Trata-se de um resultado surpreendente para quem acha que possuir um veículo é algo superado ou deixou de empolgar. Os motivos para não trocar de carro: 38%, situação financeira; 5%, outras formas de mobilidade; e 5%, sustentabilidade. Também perguntou por que não comprar um carro: 46%, situação financeira; 18%, outras formas de mobilidade; e 10%, usa o veículo de parentes e amigos.

A interpretação dos dados demonstra o desejo muito forte de possuir um carro. Entre as ressalvas, os entrevistados disseram que andam a pé, de trem, ônibus, metrô, moto e bicicleta, pegam caronas, apelam para carros de aplicativos/táxis ou têm apreço pelo meio ambiente para evitar a compra de um carro.

O balanço final mostra que todas as alternativas não apresentam massa crítica capaz de diminuir muito o interesse de comprar ou trocar de carro.

ALTA RODA
PRIMEIRO SUV cupê da VW se chamará Nivus, terá mesmo entre-eixos do Polo, como o T-Cross europeu (o feito aqui tem entre-eixos maior, do Virtus). Lançamento será entre março e abril de 2020. O SUV médio e a picape intermediária, ambos fabricados na Argentina, ficaram para o início de 2021 e de 2022, respectivamente.

NOVO Chevrolet Tracker, previsto para estrear em março próximo, ajudará a alavancar as exportações da marca juntamente com os novos Onix. A subsidiária mexicana deixará de exportar o Tracker e passará a receber o modelo brasileiro. Segundo Carlos Zarlenga, presidente da empresa, as exportações da GM a partir do Brasil vão crescer 35% em 2020.

RELAÇÃO entre preço e desempenho das mais atraentes no Renault Sandero R.S. Sem custar muito (RS 70.000), o modelo oferece ao motorista desempenho honesto para a proposta, ótimo comportamento em curvas, câmbio manual de seis marchas, freios bem dimensionados, bons bancos e ronco instigante do motor. Direção assistida eletro-hidráulica é precisa e rápida, mas um tanto pesada.

CHEVROLET EQUINOX ganhou motor 1,5 turbo de 172 cv (só gasolina), câmbio automático de seis marchas e assim oferece agora preço competitivo, a partir de R$ 129.990. O SUV médio destaca-se pelo bom espaço interno e porta-malas amplo (468 litros). Desempenho está entre os melhores do segmento. Versão Midnight (tudo preto) por R$ 131.990 com rodas de aro 18 pol.

CAOA CHERY crescerá em ritmo mais forte em 2020. Dos cinco lançamentos, dois serão revitalizações – Tiggo 5x e Tiggo 2 – e três totalmente novos: Tiggo 8, Arrizo 6 e outro produto não revelado que pode ficar para 2021. O grupo investirá mais no mercado de locação veicular. Por sua vez, Caoa praticamente desistiu de comprar a fábrica fechada da Ford em São Bernardo do Campo (SP).

T60 completa linha de SUVs da JAC a preço competitivo: R$ 99.990. Dimensões não estão entre as maiores do segmento, mas o motor 1,5 turbo a gasolina, 168 cv, garante bom desempenho, embora o câmbio automático CVT de seis marchas virtuais tenha limitações de praxe. Tela multimídia muito boa de 10,2 pol. Porta-malas razoável, mas longe dos 650 litros informados.

PERFIL
Fernando Calmon (fernando@calmon.jor.br), jornalista especializado desde 1967, engenheiro, palestrante e consultor em assuntos técnicos e de mercado nas áreas automobilística e de comunicação. Sua coluna automobilística semanal Alta Roda começou em 1999. É publicada em uma rede nacional de 85 jornais, sites e revistas. É, ainda, correspondente no Brasil do site just-auto (Inglaterra).
Siga também através do twitter:  www.twitter.com/fernandocalmofernando@calmon.jor.br e www.facebook.com/fernando.calmon2

quinta-feira, 5 de setembro de 2019

Coluna do FERNANDO CALMON

Alta Roda nº 1061/361– 05/09/2019

Fernando Calmon
Seguro no caminho certo
O mercado segurador recebeu, no fim de agosto, duas novas regras em intervalo de apenas cinco dias, estabelecidas pela Superintendência de Seguros Privados (Susep). A ideia é de desburocratizar o setor e aumentar a competição em busca de produtos mais simples e acessíveis ao consumidor. Basicamente, liberou as seguradoras para utilizarem peças de origem comprovada, mas não obrigatoriamente das concessionárias de veículos, desde que o segurado concorde de forma expressa. A segunda institucionalizou o seguro fracionado, de modo amplo, como opção às apólices anuais.

Utilização de peças obtidas em desmanches e recicladoras autorizadas não chega a ser algo inédito. Existe uma modalidade, chamada informalmente de “seguro popular”, que prevê essa possibilidade. Em razão de insegurança jurídica e alguns conflitos, atraiu menos segurados do que se imaginava. A partir dessa iniciativa da Susep espera-se que o produto seja mais bem compreendido e amplie o interesse pelo seguro.

Entretanto, há uma ideia equivocada de mercado muito maior porque apenas 30% da frota estaria segurada. Essa distorção ocorre por levar em conta o registrado no Denatran, que desconsidera os fora de circulação. No Brasil os veículos só recebem certidão de nascimento, enquanto a de óbito praticamente não existe. Carros até oito anos de idade, considerados viáveis economicamente para serem segurados, estão cobertos em 70% a 80%. Obviamente, ainda há margem para crescimento e se o preço do seguro cair de verdade pode viabilizar a frota “segurável” para veículos com até dez anos ou pouco mais.

Potencial existe ao considerar peças que poderão ser adquiridas de atacadistas e distribuidores regionais, nacionais ou importadas e não mais apenas de concessionárias das marcas. Alguns especialistas acreditam em até 30% de redução nos prêmios (preço do seguro). Para automóveis ainda em garantia pode haver algum conflito, porém concorrência maior sempre é bem-vinda. Ideal seria um programa amplo de inspeção veicular e de reciclagem para aproveitar peças, excluindo-se as de segurança (freio, suspensão, direção e outras).

A regulamentação de seguros por tempo limitado ou trecho de deslocamento tem atraído novos negócios ao setor. Empresas iniciantes de inovação (startups) já nascem para simplificar toda a operação por meio de aplicativos para celulares. O segmento de “pagar pelo uso” atrai quem não tem hábito de segurar um bem, seja pelo custo elevado ou burocracia a vencer.

Outro recurso é um aplicativo com uso de inteligência artificial que, em três minutos, analisa fotos de um carro acidentado, fornece orçamento para o conserto e sugere seguradora e oficina – tudo integrado em uma mesma plataforma. Está sendo usado pela startup Thinkseg. Segundo o CEO André Gregori, “todas as peças apontadas para reparos somaram R$ 1,2 bilhão no primeiro semestre de 2019. A maior parte (38%) dos acidentes atingiu a parte dianteira do veículo”.

Agilidade e flexibilidade na contratação é o que o segurado espera, ao lado de preço competitivo. Com essa abertura à maior concorrência espera-se que mais pessoas tenham acesso a esse serviço essencial.

ALTA RODA

SOBRE o novo crossover que a VW classifica como “cupê urbano”, a ser lançado em maio de 2020 (nas concessionárias, fim de junho), resta saber posicionamento de preço. Acima ou abaixo do T-Cross? Acima, esbarraria no Tarek argentino (2021); abaixo, no futuro SUV derivado do Polo. A marca considera essa informação “segredo de Estado”, porém tudo planejado.

RIVAL do novo crossover da VW e do T-Cross, GM não esconde que o Tracker será todo renovado em um projeto de origem chinesa, com participação de brasileiros. Mas será fabricado em São Caetano do Sul (SP) e não em Rosário (Argentina). Ao país vizinho está reservado um SUV maior, do porte do Jeep Compass, alvo preferencial de todos os fabricantes.

CIDADES 21 promoveu, em São Paulo, o encontro Repensar para Integrar sobre a convivência de diferentes modos de mobilidade, entre eles a bicicleta. Numa cidade grande ainda há muito a avançar. Rodnei Bernardino, do Itaú Unibanco, ressaltou que “conforto é prioridade entre os usuários”. Isso explica rápida expansão dos aplicativos que tira passageiros de ônibus e metrô.

LOGAN 2020 manteve a dirigibilidade tradicional, quando equipado com o câmbio manual. Sem a necessidade de altura de suspensão elevada, a estética se manteve e até ganhou graças à nova frente (faróis e grade). Bancos dianteiros oferecem mais conforto e sustentação ao corpo. Boa evolução na central multimídia, agora com Android Auto e CarPlay.

CUIDADO com algumas “dicas” sobre vida útil de amortecedores. A Monroe aconselha troca “preventiva” a cada 40.000 km, porém tais componentes não se enquadram nessa regra simplista. Substituição, em geral, independe da distância percorrida. Condições do piso, carga transportada, entre outros fatores, têm influência na durabilidade. Troque, apenas, se necessário.


PERFIL
Fernando Calmon (fernando@calmon.jor.br), jornalista especializado desde 1967, engenheiro, palestrante e consultor em assuntos técnicos e de mercado nas áreas automobilística e de comunicação. Sua coluna automobilística semanal Alta Roda começou em 1999. É publicada em uma rede nacional de 85 jornais, sites e revistas. É, ainda, correspondente no Brasil do site just-auto (Inglaterra).
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quinta-feira, 25 de abril de 2019

Coluna do FERNANDO CALMON


Alta Roda nº 1042/342– 25/04/2019

Fernando Calmon

Xangai na corrida tecnológica
A grandiosidade característica do país com maior número de habitantes – 1,3 bilhão, alguns estimam até 1,4 bi, pois nem o governo chinês sabe com certeza – se reflete com clareza no Salão do Automóvel de Xangai. Alguns levantamentos, como do site inglês just-auto, contabilizam mais de 100 lançamentos, a maioria focada no mercado interno, além de 136 apresentações à imprensa. Os organizadores informam 360.000 m² de área de exposição, mais que o triplo da São Paulo Expo, mas o público só tem acesso por oito dias (18 a 25 de abril).


O mercado interno chinês, também o maior do mundo (em torno de 27 milhões de veículos leves e pesados ou 60% a mais que os EUA), caiu pouco menos de 4% no ano passado pela primeira vez em quase duas décadas. Mas há lugar para tudo. A mostra chinesa teve algumas estreias mundiais como os BMW X3M, X4M e X7, Mercedes-Benz GLB (modelo intermediário entre GLA e GLC para sete lugares), Porsche Cayenne cupê, além do Lamborghini Huracán Evo. 

A VW criou até a submarca Jetta, exclusiva para o mercado local, que replica modelos modificados da espanhola Seat e outros que só existem por lá. A empresa alemã quer se aproximar mais da JAC e tentar adquirir a maior parte de suas ações, permitida pelo governo chinês desde o ano passado, quando caíram o limite de 50% e a obrigação de um sócio local. Por enquanto, porém, há mais especulações do que fatos. 

SUVs continuam atraindo atenção nos vários mercados mundiais, contudo na China essa onda não é tão dominante. No entanto, dá para notar como regra geral desenhos de carroceria mais arrojados, linhas traseiras elaboradas, além de lanternas dianteiras e traseiras com formatos inusitados permitidos pela tecnologia dominante de LED. 

Como maior mercado mundial também para veículos elétricos e híbridos, Xangai foi um verdadeiro festival. Desde o subcompacto Renault City K-Ze (dá boa indicação da evolução estilística do Kwid) até o surpreendente BYD e-SEED GT, todos ainda como carros-conceito, a exemplo do Audi AI:ME e do VW ID. Roomzz. 

A guinada chinesa para os elétricos vai muito além da visão ambiental. Eles cansaram de perder a corrida para o Ocidente em motores convencionais e querem depender menos do petróleo, embora suas usinas elétricas movidas a carvão só piorem as emissões brutas de CO2. No entanto, apostam pesado em IA (inteligência artificial), telefonia 5G e soluções sofisticadas de reconhecimento de voz e de face que vão marcar os maiores avanços tecnológicos da indústria automobilística nos próximos cinco a dez anos. 

Entre os modelos que interessam diretamente ao mercado brasileiro surgiram o Chevrolet Tracker e o Hyundai ix25, aqui lançado como Creta, mas a versão brasileira não deve ousar tanto quanto a chinesa. Também apareceu por lá o novo Nissan Sentra que, finalmente, perdeu seu ar excessivamente conservador. 

A Chery exibiu o SUV de topo Tiggo 8 evoluído em relação ao exibido no Salão de São Paulo, em novembro último. As modificações estarão no modelo a ser produzido em Anápolis (GO) no final deste ano. O sedã Arrizo 5 recebeu mudanças internas e também estreou o novo Arrizo 6, do mesmo porte de Corolla e Civic.

ALTA RODA

FORTES
 rumores indicam que a VW poderá fazer sua nova picape médio-pequena na fábrica argentina de Pacheco e não em São José dos Pinhais (PR). Planos de exportação para mais de 50 países (Tarok está sendo exibida no Salão de Nova York até 28 de abril) explicariam a escolha. Pacheco terá espaço livre com deslocamento da Amarok para instalação vizinha da Ford. 


RENAULT ampliou seu programa de mobilidade. Além da operação de aluguel temporário de modelos convencionais para funcionários na fábrica paranaense, disponibiliza agora uma unidade do elétrico Zoe em São Paulo. Incluiu também integrantes de startups abrigadas no Cubo, centro de inovação do Itaú, onde está o Renault Lab. Preço atrai: R$ 6 por 15 minutos de uso. 

NISSAN KICKS tem bom desempenho em uso urbano e consumo de combustível contido por seu baixo peso (1.142 kg). Interior agradável e porta-malas (432 litros) também se destacam. Em estrada falta algum fôlego e exige usar o modo “S” (botão mal localizado) do câmbio automático CVT. Muito útil o aviso de risco de colisão em baixas velocidades com frenagem automática. 

FIAT acaba de fazer testes de longa duração, na Itália, com nova proposta de combustível. Mistura de 20% de álcool (15% de metanol e 5% de etanol) na gasolina. O desempenho dos carros melhorou e as emissões de CO2 caíram 3%. Cada Fiat 500 da frota rodou 50.000 km em 13 meses. Só aqui pessoas desinformadas acham que nosso gasool “piora” a gasolina... 

COMEÇAM no próximo mês as vendas de bafômetros individuais da marca francesa LeBallon. São opção segura para o motorista checar se passou o efeito de bebida alcoólica antes de assumir o volante. Apenas um copo de cerveja ou taça de vinho exige um tempo até não deixar mais traços no organismo. A peça, importada, é cara: R$ 100, na internet. 


PERFIL
Fernando Calmon (fernando@calmon.jor.br), jornalista especializado desde 1967, engenheiro, palestrante e consultor em assuntos técnicos e de mercado nas áreas automobilística e de comunicação. Sua coluna automobilística semanal Alta Roda começou em 1999. É publicada em uma rede nacional de 85 jornais, sites e revistas. É, ainda, correspondente no Brasil do site just-auto (Inglaterra).
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quinta-feira, 1 de novembro de 2018

COLUNA DO FERNANDO CALMON


Alta Roda nº 1017/367 – 01/11/2018

Fernando Calmon
Água na fervura

Se o segmento de SUVs compactos já estava aquecido, a chegada do primeiro modelo desse tipo fabricado no Brasil pela Volkswagen vai jogar água na fervura. O T-Cross teve pré-apresentação mundial à imprensa simultaneamente em São Paulo, Amsterdã (Holanda) e Xangai (China) na semana passada e será uma das grandes atrações do Salão do Automóvel paulistano, de 8 a 18 de novembro.
Honda HR-V, Jeep Renegade, Hyundai Creta, Nissan Kicks, Ford EcoSport e Renault Captur são alguns dos concorrentes diretos, sem contar o veículo-conceito que a Fiat também apresentará no Salão. Este trará arquitetura do Argo e está previsto, segundo fonte da Coluna, para dentro de um ano. E ainda vem o novo Chevrolet Tracker, em 2020. O modelo da VW será lançado em abril de 2019, mas só em maio toda a rede de concessionárias estará bem abastecida. 

O fenômeno SUV é global e um produto mais rentável para a indústria por ter maior porte. Jürgen Stackmann, vice-presidente mundial de vendas e marketing, veio ao Brasil e destacou esperar que, pela primeira vez, o Golf seja ultrapassado pelo Tiguan, como modelo de maior sucesso da marca no mundo, embora sem estimar um prazo. O presidente da VW do Brasil, Pablo Di Si, afirmou que a participação somada dos SUVs subiu de 9% para 23% em apenas sete anos. “Aqui a tendência é chegar a 30% em pouco tempo, como já acontece na Europa”, acrescentou. 

O modelo brasileiro recebeu aperfeiçoamentos, executados em São Bernardo do Campo (SP), e adotados na versão chinesa. Espaço interno é maior por adotar o mesmo entre-eixos do sedã Virtus (2,65 m, contra 2,56 m do T-Cross europeu, baseado no Polo). Também é 0,9 cm mais alto e largo, 8,5 cm mais comprido, além de trazer mudanças estilísticas na frente e na traseira. 

O interior apresenta modificações, entre elas saídas de ar-condicionado para o banco traseiro que, por sua vez não tem trilho corrediço como o europeu. A versão brasileira inclui estepe de uso temporário (T-Cross europeu não usa estepe). Aqui, o encosto do banco traseiro pode ser regulado para compensar, em parte, a perda de espaço no porta-malas (volume de 373 a 420 litros). Outros destaques: iluminação em LED na região dos pés, centro do console, painel e maçanetas. Há opção de sistema de som “Beats” e sete alto-falantes. 

Oferecerá itens exclusivos no segmento, como quadro de instrumentos digital, seletor de perfil de condução, bloqueio eletrônico do diferencial, assistente de estacionamento 3.0 e quatro entradas USB (duas para o banco traseiro). Pode vir com faróis de LED e teto solar panorâmico. O controle de estabilidade será de série. 

O T-Cross terá exclusivamente motores turboflex, de 1 litro (128 cv) e 1,4 litro (150 cv), de consumo contido e alto desempenho, além de câmbio automático de seis marchas. Motor aspirado de 1,6 litro, apenas para exportação. Preço de referência deverá ser menor que o do Honda HR-V, líder do segmento entre SUVs compactos. O motor 1-litro tem menor incidência de IPI e deve partir de R$ 85.000, chegando a R$ 105.000 (completo). Além desse modelo, a VW terá o SUV médio Tarek argentino (2020), um “aventureiro” derivado do Polo (2019) e o SUV grande americano Atlas (2020).

ALTA RODA
AINDA como conceito, VW apresentará no Salão do Automóvel de São Paulo (Sasp) nova picape de porte maior que a Saveiro para enfrentar a Fiat Toro. Terá, como esta, construção monobloco (arquitetura MQB) e opção de tração 4x4. Novidade mundial no segmento será painel traseiro rebatível da cabine dupla para ampliar volume da caçamba. Estreia: 2019. 
MAIOR destaque no recente AMG Performance Tour, no autódromo Velo Città, em Mogi Guaçu (SP), o Mercedes-Benz CLS 53 4MATIC+ combina linhas atraentes de um sedã-cupê à inigualável suavidade e sonoridade de um motor 6-cilindros em linha (3-L) que a marca traz de volta. São 435 cv e 53 kgfm. Tem tração integral e suspensão pneumática. Preço: R$ 599.900. 

JAGUAR E-Pace passa sensação de robustez a toda a prova ao partilhar arquitetura do Land Rover Evoque. Motor é igual, porém bem mais potente (300 cv, ante 240 cv). Mais pesado que o “brother”, porém com vão livre menor, demonstra agilidade surpreendente, sem perder muito no uso fora-de-estrada. Interior, bem-acabado, destaca materiais de alta qualidade. 

SEGUNDA geração do BMW X4 estreia no Sasp com interessante atualização de linhas, motor de 2-L, 252 cv (7 cv a mais) e pacote tecnológico de peso para conectividade e assistência à condução. R$ 334.950 a R$ 421.950. Audi, por sua vez, faz contraponto com a espetacular station RS4 Avant, de 450 cv, aceleração 0 a 100 km/em 4,1 s. Para uma “tocada”, de fato, prazerosa. 

NOVO diferencial autobloqueante da ZF lança mão de recursos digitais e atualizações de software (programa de controle) por meio de nuvem (internet). Sistema agora interliga-se aos freios do veículo para afinar a dinâmica de direção, tanto no uso fora de estrada quanto no asfalto. Escopo é estabelecer a melhor relação estabilidade-conforto possível. 

PERFIL
Fernando Calmon (fernando@calmon.jor.br), jornalista especializado desde 1967, engenheiro, palestrante e consultor em assuntos técnicos e de mercado nas áreas automobilística e de comunicação. Sua coluna automobilística semanal Alta Roda começou em 1999. É publicada em uma rede nacional de 85 jornais, sites e revistas. É, ainda, correspondente no Brasil do site just-auto (Inglaterra).
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Tracker adiciona controle eletrônico de estabilidade e de tração na versão LT


A linha 2019 do SUV urbano da Chevrolet agora está completa. Depois da apresentação do Tracker Midnight, é a vez das versões LT e Premier chegarem com mudanças.

A principal delas é a incorporação do sistema de controle eletrônico de estabilidade à versão LT. O modelo de entrada passa a somar também controle de tração e assistente para partidas em rampas. Estas tecnologias já eram ofertadas nas demais configurações.

O design sofisticado, o pacote de segurança e de conectividade total mais o motor turbo com transmissão automática de série proporcionam ao usuário do Tracker a mais completa experiência entre os SUV urbanos, independentemente da opção de acabamento.

Para quem busca um SUV urbano ainda mais equipado, a Chevrolet disponibiliza o Tracker Premier, que oferece, entre outros itens, alerta de colisão frontal, alerta
de ponto cego, câmera de ré com alerta de tráfego cruzado, teto solar, airbgs laterais e de cortina, banco do motorista com ajuste elétrico lombar, farois e lanternas com LED, rodas aro 18, ignição por botão, destravamento das portas por chave presencial, além de acabamento premium da cabine.

A versão topo de linha do Tracker 2019 passa a ser caracterizada por um novo emblema “Premier” na tampa traseira. A peça, que é cromada, acompanha o mesmo estilo adotado pela Chevrolet a partir de então.

Outra novidade é o Tracker Midinight, de estilo “todo preto” que deixa o veículo com aspecto mais esportivo e provocador, típico de carros customizados. O modelo traz ainda a gravata Chevrolet com fundo preto em vez do tradicional dourado.

A versão de entrada do Tracker sempre se destacou pelo conjunto de série: motor flex turbo de 153 cv e 24,5 kgfm de torque, transmissão automática de seis velocidades e a conectividade total do sistema de telemática avançada OnStar e o multimídia MyLink com Android Auto e Apple CarPlay.

O Tracker é ofertado em cinco opções de cores: Branco Summit, Preto Ouro Negro, Prata Switchblade, Cinza Graphite e Vermelho Glory. A garantia do veículo é de três anos.

sexta-feira, 28 de setembro de 2018

Chevrolet MyLink projeta Waze também via Apple CarPlay


Com a integração do Waze com o sistema iOS 12, a Chevrolet informa que o multimídia MyLink passa a projetar o aplicativo de navegação na tela do carro também via Apple CarPlay. Até então, a funcionalidade estava disponível apenas para o sistema Android Auto.

“Poder acompanhar o caminho e interagir com o aplicativo por meio da tela ou pelo sistema de comando de voz do carro minimiza distrações e torna a experiência muito mais completa e segura”, explica Hermann Mahnke, diretor de Marketing da Chevrolet.

O sistema Android Auto e Apple CarPlay são compatíveis com a segunda geração do multimídia MyLink, atualmente disponível para toda linha de veículos de passeio da Chevrolet: Onix, Prisma, Cobalt, Spin, Tracker, Cruze, Equinox, Trailblazer e Camaro, além da picape S10.

Para a projeção do aplicativo na tela do veículo, o usuário precisa atualizar o sistema operacional do iPhone para o iOS 12, fazer o download do Waze e conectar o smartphone à entrada USB do Chevrolet MyLink.

sábado, 8 de setembro de 2018

Chevrolet Onix registra recorde de vendas em agosto



Com 248,6 mil unidades, agosto fechou como o melhor mês do ano para a indústria automobilística. O grande destaque foi o Chevrolet Onix, que registrou recorde de vendas: 21,7 mil unidades emplacadas.

O Onix assumiu a liderança como o veículo mais vendido do país em agosto de 2015. Desde então, são 36 meses consecutivos como o preferido do consumidor brasileiro.

A marca Chevrolet também foi destaque de vendas em agosto, com 41,5 mil unidades emplacadas - a melhor marca desde janeiro de 2015. 

A empresa igualmente lidera no acumulado do ano. De janeiro a agosto foram 267 mil unidades vendidas.

Parte desse resultado deve-se ao bom desempenho de outros produtos estratégicos para a Chevrolet, como o Prisma, a S10, o Tracker, o Cobalt, o Spin e o Cruze.

sábado, 28 de julho de 2018

Chevrolet é a marca que mais cresce em vendas de SUVs


A Chevrolet fecha o primeiro semestre do ano como a marca que mais cresce em volume de vendas de SUVs no mercado. Ao todo foram 17,3 mil unidades emplacadas entre os modelos Trailblazer, Equinox e Tracker.


O volume representa um adicional de quase 11 mil unidades ou 170% de incremento em relação aos seis primeiros meses do ano anterior. Como comparação, o segmento avançou 27%, o maior índice da indústria.

“A Chevrolet renovou recentemente toda sua linha de SUVs, incorporando tecnologias inovadoras de segurança, conectividade e mecânica de encontro com os novos anseios dos consumidores, que exigem cada vez mais novidades neste segmento”, justifica Hermann Mahnke, diretor de Marketing da Chevrolet.

A linha de SUVs da Chevrolet é composta por três produtos complementares. A começar pelo Tracker, de proposta mais urbana. Também equipado com motor turbo, o Equinox é voltado para um consumidor que valoriza desempenho, versatilidade e uma ampla lista de itens de série. Já o Trailblazer é ideal para quem busca um veículo todo-terreno para até sete ocupantes.

quinta-feira, 21 de junho de 2018

Fernando Calmon - Alta Roda - Tempo para pensar

Alta Roda nº 998/348 – 21/06/2018

Fernando Calmon
Pode-se afirmar que o anúncio do protocolo de intenções para uma aliança estratégica entre os grupos Volkswagen e Ford está longe de representar surpresa. A indústria automobilística mundial passa por desafios imensos e alto grau de incerteza sobre rumos a tomar. Nos últimos 20 anos houve forte tendência de consolidação com alianças e fusões. Algumas não deram certo como a DaimlerChrysler; outras se expandiram como Renault-Nissan-Mitsubishi.


O quadro ainda vai se alterar. Essa aproximação entre o gigante alemão e a segunda maior fabricante dos Estados Unidos ainda está por ser mais bem esclarecida. 

A empatia entre eles não é novidade. Em 1986 a Ford esteve perto de se retirar do País em meio à chamada década econômica perdida. Houve uma fusão regional anunciada naquele ano, batizada de Autolatina e com 51% das ações de posse da Volkswagen. O processo se concluiu em 1987 e o “casamento” não resistiu à crise dos sete anos: em 1994 se anunciou o divórcio. Durou mais dois anos até a separação total, porém ambas aprenderam o que deu certo e também o que não funcionou. 

Quase um quarto de século depois as duas matrizes se reaproximam. Alianças costumam ser fases transitórias. A franco-nipônica, citada acima, tem dado muito certo, porém deverá acabar mesmo em fusão. Só não aconteceu até agora porque o governo francês resistiu até com malabarismos intervencionistas no mercado de capitais. 

No caso do grupo germânico e do americano é previsível que a aliança se expanda bem além da linha de veículos comerciais anunciada na nota oficial conjunta do dia 19, terça-feira. 

As marcas da Volkswagen concentram-se em automóveis (incluem-se SUVs), o maior segmento do mercado mundial de veículos. Nesse setor, a empresa, controlada pela família Porsche com 52% de suas ações, já lidera há cerca de dez anos, mas ao se somarem veículos comerciais (picapes, furgões, ônibus e caminhões) sua liderança é mais recente (últimos quatro anos). 

A Ford anunciou recentemente que pretende se concentrar em picapes e SUVs, diminuindo a presença em automóveis, embora essa estratégia esteja focada mais nos Estados Unidos. Apesar de ser uma empresa de capital aberto, a família Ford continua a dar as cartas. Já o Grupo VW tem quase 20% das ações com o governo do Estado da Baixa Saxônia. 

São situações societárias e estatutárias complicadas para uma futura fusão. Essa hipótese, porém, não se pode descartar. A complementariedade das linhas de produtos, a necessidade de investimentos pesados em alternativas de propulsão, conectividade, direção autônoma e serviços de compartilhamento levam essa hipótese ao patamar de algo presumível, talvez até ao nível de quase certeza. 

Se tudo caminha para esse desfecho, é bom olhar o que acontece em volta. Outras fusões, preconcebidas de início apenas como alianças, não podem se descartar. A GM, por exemplo, que já foi o maior conglomerado automobilístico do mundo por sete décadas, possivelmente terá de se movimentar nesse xadrez complicado. Talvez a fusão com a FCA Fiat Chrysler, tão almejada por seu atual CEO Sergio Marchionne, não seja tão descabida. Ou, quem sabe, a Toyota (empatia existe). Tempo para pensar.


RODA VIVA

TOYOTA já trabalha em três turnos na fábrica de Sorocaba (SP), onde produz o Etios e agora o Yaris, ambos nas versões hatch e sedã. Ainda assim pode perder alguma fatia do mercado total por falta de capacidade produtiva se vendas da indústria continuarem a subir em 2018 e 2019. A marca japonesa até prefere essa situação a investir e arriscar ter ociosidade. 


PASSO audacioso da Jaguar: primeiro crossover 100% elétrico do Grupo JLR disponível na Europa. O I-Pace, de tração 4x4, dispõe de um motor de 200 cv para cada eixo. Dimensões avantajadas com quase três metros de distância entre eixos e 4,68 m de comprimento. Produção terceirizada será muita pequena. Algumas unidades virão para o Brasil, na faixa de R$ 400 mil. 

TRACKER, na versão de topo agora rebatizada como Premier (sigla LTZ, substituída nos Estados Unidos, será aqui também), foca em itens de segurança como ESC (controle de estabilidade) e avisos de colisão frontal e de saída de faixa. Esse SUV compacto mexicano destaca-se pelo motor turboflex (1,4 L/153 cv com etanol), caixa automática 6-marchas, boas posição de dirigir e suspensões. 

GOLF 2019 recebeu pequenas mudanças estilísticas – para-choques, grade, faróis, lanternas – e melhorias internas com quadro de instrumentos digital no GTI, que ganhou 10 cv, agora 230 cv. Fim do câmbio manual e de motor aspirado. Preços: R$ 91.700 a 143.790. Station Variant inclui as mesmas atualizações. Porta-malas excelente de 605 litros. Preços: R$ 102.990 a 113.490. 

MINISSEMINÁRIO organizado pela Mitsubishi, em São Paulo, sobre Futuro das Cidades apontou tendências que vão demorar mais a se concretizar no Brasil. Automóveis poderão ser compartilhados, alugados por períodos variáveis (até por horas) e autônomos. Menos carros rodando poucas horas por dia. Necessidades de estacionamento serão menores. 


PERFIL
Fernando Calmon (fernando@calmon.jor.br), jornalista especializado desde 1967, engenheiro, palestrante e consultor em assuntos técnicos e de mercado nas áreas automobilística e de comunicação. Sua coluna automobilística semanal Alta Roda começou em 1999. É publicada em uma rede nacional de 85 jornais, sites e revistas. É, ainda, correspondente no Brasil do site just-auto (Inglaterra).
Siga também através do twitter:  www.twitter.com/fernandocalmo fernando@calmon.jor.br e www.facebook.com/fernando.calmon2

quinta-feira, 7 de dezembro de 2017

Onix atinge recorde de vendas em novembro

Além do Onix, campeão geral e entre os hatches compactos, a Chevrolet lidera em outros importantes segmentos: entre os sedãs em geral e os sedãs compactos com o Prisma, entre as minivans com o Spin, entre os sedãs médios-compactos com o Cobalt e entre os hatches médios com o Cruze Sport6.

A Chevrolet se destacou em outros dois segmentos estratégicos: o das picapes, com a S10 e a Montana, que somaram 3.802 unidades; e o dos utilitários esportivos, com 1.891 unidades - o melhor volume da marca no ano. O Tracker e o recém-lançado Equinox puxaram as vendas para cima.

“Devido ao sucesso destes dois SUVs no mercado nacional, a Chevrolet está ampliando a disponibilidade do Tracker e principalmente do Equinox para poder ajustar a demanda à grande procura”, explica Marcos Munhoz, vice-presidente da GM Mercosul.

O bom desempenho da linha Chevrolet no mercado garantiu o 26º mês consecutivo de liderança da marca no país. Em novembro, foram 37.354 unidades emplacadas e 18,9% de participação entre os automóveis e comerciais leves.

No ano, a marca acumula 356,6 mil unidades ou 15,6% de crescimento em relação ao mesmo perído do ano passado. Como comparação, o mercado total avançou 9,8% no período.





  

quarta-feira, 25 de outubro de 2017

Tracker ganhará versão mais completa e sofisticada

Depois de lançar a versão Premier com o Equinox, a Chevrolet anuncia que mais um SUV da marca irá oferecer configuração com acabamento premium: o Tracker.

O novo modelo se diferenciará principalmente pela maior oferta de itens de comodidade e de segurança.

O Tracker atualmente se destaca pelo seu conteúdo tecnológico inovador de série em todas as configurações, entre eles o motor turbo, a transmissão automática de seis marchas e os sistemas de conectividade total - o multimídia MyLink com Android Auto/Apple CarPlay e a telemática avançada OnStar.


O Tracker Premier será uma das novidades da linha 2018 do utilitário esportivo urbano da Chevrolet, que chega em breve às concessionárias.

quarta-feira, 20 de setembro de 2017

Chevrolet divulga preço de lançamento do Equinox

O Equinox é o lançamento mais aguardado do ano da Chevrolet, marca líder em inovação e vendas do mercado brasileiro. 

O SUV será oficialmente apresentado em outubro, mas já pode ser reservado  na rede de concessionárias. Para isso está sendo divulgado o preço de lançamento do produto: R$ 149.900.


Nessa faixa, o Equinox aponta como o SUV médio de luxo com o melhor conjunto quanto a design, segurança, itens de conforto e mecânica. O motor é o mais forte e potente da categoria: 2.0 turbo de 262 cavalos e 37 kgfm de torque. 

Já a transmissão, inédita na linha Chevrolet, é automática de nove marchas, calibrada para a máxima eficiência energética. As rodas são de alumínio de 19 polegadas.

O segmento de SUV é o que mais cresce no mercado e, com a chegada do Equinox, a Chevrolet passará a ter três produtos complementares, atualizados e altamente competitivos. O Equinox ficará posicionado entre o Tracker e o Trailblazer.



terça-feira, 28 de março de 2017

Chevrolet Equinox chega ao mercado brasileiro ainda este ano

O Equinox será lançado no Brasil no segundo semestre. 

O modelo chega para reforçar a família de utilitários esportivos e crossovers da marca no país, composta pela linha Activ (Onix e Spin), além dos novos Tracker e Trailblazer.

“Este é o ano dos SUVs na Chevrolet, e o Equinox é a principal novidade global da linha 2017”, destaca Carlos Zarlenga, presidente da GM Mercosul.


Na região, o carro será comercializado apenas no Brasil este ano.

quinta-feira, 19 de janeiro de 2017

Fernando Calmon - Alta Roda - Salão do Protecionismo

Alta Roda nº 924/27430– 193– 0oda nº852/0111508– 2oda nº851/2017
Fernando Calmon

Até o próximo domingo, dia 22, o Salão do Automóvel Internacional da América do Norte (nome oficial) terá se transformado em um novo marco, pelo que o presidente do EUA, Donald Trump, quer colocar em prática. Mais conhecido como Salão de Detroit, poderá se tornar uma exposição centrada nos fabricantes americanos, sediados na região, que dominaram no passado a produção mundial de veículos.

O México sofrerá com esta política. Ford foi a primeira a interromper investimentos já em andamento, seguida pela FCA, que informou transferência de linhas de produtos. GM acaba de anunciar investimento de US$ 1 bilhão para criar 1.000 empregos nos EUA. Trump ameaça taxar as exportações mexicanas, apesar do acordo vigente de livre comércio.

Essa reviravolta pode aumentar o protecionismo no momento em que o Brasil admite abrir mais suas fronteiras e se integrar à cadeia mundial de manufatura. Ainda é cedo para analisar desdobramentos. O enfraquecimento industrial do México pode ser bom para o País em médio prazo, embora dispense comemoração. Interessa é progredir pelos próprios meios.

Chevrolet Tracker teve lançamento para a imprensa brasileira na semana passada em Detroit, sinal dos tempos... O SUV compacto recebeu pequenas alterações de estilo e o mesmo motor 1,5 turboflex do Cruze, bem mais forte que o anterior. Sucessor do Captiva, o Equinox revitalizado estreou no salão e também virá do México. Chegará ainda esse semestre e, como o motor citado será produzido na Argentina, esse concorrente direto do Jeep Compass reúne condições de fabricação local.

Novo EcoSport (apresentado antes no Salão de Los Angeles, em novembro) pôde ser visto de perto, A Ford só no dia 17 liberou fotos do Mustang ano-modelo 2018 (à venda em julho nos EUA), mas não está exposto no salão. Essa versão é a que será exportada para cá no início de 2018, com novo capô 2 cm mais baixo e câmbio automático de 10 marchas (!) para o motor V-8 agora com injeção direta (potência ainda não anunciada).

Detroit também viu estreias mundiais. Destaque para o novo BMW Série 5, aliviado em 68 kg e direção semiautônoma aperfeiçoado para atuar a até 210 km/h. Mercedes-Benz apresentou o Classe E cupê e o retocado GLA que se estenderá ao modelo produzido aqui. Audi destacou o conceito Q8, praticamente pronto, crossover para desafiar BMW X6 e Mercedes GLE Coupé.

Automóvel mais vendido nos EUA, novo Toyota Camry tem frente ousada inspirada nos modelos de luxo Lexus. Volkswagen exibiu o que será a nova Kombi com traços próximos ao definitivo e tração elétrica. Roubaram atenções o sedã de tração traseira Kia Stinger (o melhor trabalho de estilo da marca) e Nissan VMotion indicador da forte guinada no desenho dos futuros sedãs japoneses.

Fato preocupante surgiu no Salão de Detroit, protagonizado pela EPA (Agência de Proteção ao Meio Ambiente, na sigla em inglês). Repetiu a mesma tática utilizada durante o Salão de Frankfurt de 2015 ao denunciar a Volkswagen por utilizar dispositivos ilegais no controle de emissões de motores Diesel. Agora, contra a FCA em picapes e SUVs a diesel. Se a agência usar o mesmo rigor, o impacto na empresa ítalo-americana pode ser incontrolável.

RODA VIVA

FONTE da Coluna indica que novo hatch Fiat (projeto X6H), substituto de Punto, Bravo e versões superiores do Palio, tem início de produção em março próximo e vendas em abril. Mesma fonte detectou um atraso do sedã (X6S), sucessor do Linea e em parte do Grand Siena: vendas ficariam para 2018. Ambos terão arquitetura mista, do Palio e partes do Punto.

CONDIÇÕES atuais do mercado e limitações financeiras empurram para junho o início de fabricação da nova geração do EcoSport, em Camaçari (BA). SUV compacto, responsável pela onda atual de lançamentos de vários marcas, terá motor 3-cilindros de 1,5 litro, antecipado por esta Coluna. Peugeot e Citroën oferecem essa configuração, mas apenas de 1,2 litro.

UNO SPORTING ganhou vida graças ao motor Firefly 1,3 litro/109 cv. Na verdade, investe mais na aparência ao explorar aplicações da cor vermelha e pormenores como ponteira de escapamento dupla central. Ideal seria acerto de suspensão mais firme, como forma eficaz de melhorar a experiência e destacá-lo dos Uno comuns. Evolução também no câmbio automatizado.

HONDA e SoftBank (proprietário da empresa de chips ARM) trabalham em inteligência artificial para automóveis. Por meio de câmeras e sensores será possível “aprender” reações do motorista. Sistemas autônomos de direção dependerão do recurso para tomar decisões em situações emergenciais.

DESDE que exista sinalização, faróis baixos têm que ser ligados nas estradas durante o dia, sob pena de multa. Carros com iluminação DRL não devem usar faróis, pois estes são menos eficientes em especial nos dias de chuva por refletir no asfalto molhado. Deve-se atentar que assinatura luminosa não é DRL. Tudo resultado de lei desastrada e sem eficácia em países tropicais.

PERFIL
Fernando Calmon (fernando@calmon.jor.br), jornalista especializado desde 1967, engenheiro, palestrante e consultor em assuntos técnicos e de mercado nas áreas automobilística e de comunicação. Sua coluna automobilística semanal Alta Roda começou em 1999. É publicada em uma rede nacional de 85 jornais, sites e revistas. É, ainda, correspondente no Brasil do site just-auto (Inglaterra).
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