quarta-feira, 29 de janeiro de 2014

Roberto Nasser - De carro por aí

Coluna 0514 29.01.2014 - edita@rnasser.com.br  

Em Genebra o jipinho pernambucano da Fiat

Limpe a foto, remova as máscaras colocadas para preservar o talhe final, e você verá um dos produtos a sair da fábrica Fiat/Chrysler – Jeep, em Goiana, Pe, fins deste ano. Apresentação em março, na mostra suíça porquanto será produto para atuação mundial, feito em duas bases: Melfi, Itália, e Pernambuco, Brasil. Acima do Equador será classificado Subcompact Crossover. Aqui, jipinho, como gosta a imprensa nacional, pequeno utilitário esportivo, maior altura livre do solo, posto de condução mais elevado, resistente à aventura diária de nossos pisos desnivelados, esburacados, desqualificados, porém tratados pela administração pública em seus três níveis como coisa perfeita, honesto retorno aos seus impostos. É nosso Padrão, o PIFA...

A base do novo produto, com missão internacional de manter a destacada rentabilidade da divisão Jeep, integrando a Chrysler, agora subsidiária integral da italiana Fiat, é a de produto não conhecido aqui, o Fiat 500 L – a plataforma longa, do 500 quatro portas. Tem a missão de passar a imagem de disposição, e nele a Fiat aplicará evolução da tecnologia da tração dianteira com opção em quatro rodas, desenvolvida por ela no – este sim – jipinho Panda, e aperfeiçoada pela Suzuki, com quem tem produto comum, húngaro, como Suzuki SX4, e Fiat, o Sedici. Tração total é exigência do comprador dos EUA e Canadá para enfrentar ruas e estradas nevadas, onde pode representar a incolumidade ou os ferimentos em acidentes causados por indirigibilidade.As fotos são de protótipo avaliado em pista de testes nos EUA, porém desenvolvido, acertado pela Fiat Automóveis, Brasil. O know how de fazer veículos aptos a resistir ao laboratório perene, diuturno, das agruras e irregularidades das ruas e estradas brasileiras, passou a limpo os protótipos italianos e os melhorou de maneira incomparável – dizem membros da equipe envolvida no desafio transformado em aula e demonstração de competência.

A versão brasileira deu dirigibilidade, resistência e durabilidade mais identificados como Jeep, ideais ao conceito pretendido para o novo produto. Motorização deve ser Fiat 1.4 MultiAir, 125 cv, e versões com motor T-Jet, o turbo.Apostam fontes dos EUA, chamar-se-á Jeepster. Nome antigo, de 1948, para criação do designer Brook Stevens, era espécie de Rural Willys conversível.
A fábrica da Fiat em Goiana, Pe, deve ter duas linhas de produto, sobre duas plataformas.  

Começar por cima, o Mercedes CLA

A Mercedes-Benz iniciou vender no Brasil cota de 1.400 unidades da nova alavanca no processo de recuperação de liderança pela empresa, o pequeno sedã CLA. É a melhor medida do esforço da Mercedes à conquista de clientes mais novos à marca, baixando a idade média dos usuários em uma década. É, dizem os anúncios nos EUA, o “Mercedes que seu pai nunca dirigiria”,  inovador, tração dianteira, linhas atrevidas. Sucesso imediato, numérico, em 2014 déficit de 60 mil CLA entre o tamanho do balcão mundial e o forno alemão.
A primeira leva aproveita clima de novidade, exclusividade, embute a sensação do chamar a atenção dos vizinhos ou colegas de escritório ao estacioná-lo quanto vale fazer torcer pescoços ? E, por isto, tem rótulo exclusivo ao Brasil. Como se diz em neo-português, a 1st Edition, primeira edição, é full, plena, em equipamentos. Custa R$ 150 mil - sem aumento do IPI.
Caro ? Série de lançamento é emocional, permite filas, ágios, sobre preços. A Mercedes surfa na onda. Próxima remessa versões terão menos equipamentos e preço por ausência da parcela do componente emocional da novidade, e de acessórios, como o teto solar em cristal, os faróis bi xenônio. Aposte nuns R$ 120 mil. Faz parte do caracterização faltar ajuste elétrico aos bancos frontais.
Coragem
Olhar o CLA instiga pensar na coragem da decisão em produzi-lo. Afinal, a Mercedes abrira este caminho com o antigo Classe A, no final dos anos ’90, punido por apresentar tantas mudanças em produto. Mas havia conclusão básica: a marca dormira sobre os louros da liderança, perdeu-a, seus produtos estavam caretas e, se não houvesse renovação, se acabaria. Era a Síndrome de Cadillac, vista nesta marca de luxo, quando percebeu que morreria, acompanhando seus clientes, e renovou-se completamente. O foco é comum: o futuro depende de atrair clientes novos em vontade e idade.A nova família, iniciada pelo hatch, contido em sucesso, mantém os conceitos diferenciadores – motor dianteiro transversal, tração dianteira -, menor tamanho e linhas adequadas. Nem quase formal como o Classe C pequeno, nem os estertores estéticos coreanos como aquele Hyundai dito Veloster, lento, sugerindo cruza de Kombi com VW SP2. Equilibrado, no gosto e exigências de compradores jovens, jovens senhores por idade ou cabeça, abre caminho no mercado. É Mercedes, tem aura de Mercedes, a icônica estrela de Mercedes, as proeminências no capô, lembrando os míticos Mercedes de corrida dos anos ’50, e os recentes esportivos SL. Sua aplicação define-se por suas medidas internas. É automóvel para casal com filhos pequenos ou sem eles, solteiros, ou condutores com mais idade. Pernaltas não se combinam com o bom trato no banco traseiro.

Composição
Pacote bem montado, do traço esportivo, à ausência de molduras superiores nos vidros laterais para mostrá-lo cupê de 4 portas, e o cuidado de linhas e soluções para fluir sem se atritar com o ar – consegue coeficiente aerodinâmico de 0,23, referência para o setor, obtido com muito trabalho no harmonizar frente, laterais e encontro com o painel traseiro. Mecanicamente o motor 1.6, quatro cilindros, 16 válvulas, injeção direta de gasolina, turbo alimentado, faz 156 cv. Entretanto, mais importante é a dosagem de torque, o que mexe o automóvel – 250 Nm, uns 25 kilos.  Logo após a marcha lenta está vivaz e fagueiro. Completa o pacote transmissão automática com 7 velocidades e o sistema stop/start, que desliga e liga o motor nas paradas. Harmônico entre casca e conteúdo.
O interior, diga-se, é como algumas arrumações femininas – sóbrio/faceiro. Ou adolescente bem criado, cabelos ao vento, pés no chão. Há novidade dos metais de acabamento galvanizados em prata escurecido, contrastando com laca preto-piano. Saídas de ar se inspiraram no modelo de topo, o SLS 63AMG.
Bancos amigáveis, em imitação de couro, o sintético Ártico, costuras em pespontos largos, teto em preto, nova mania de identificar esportivos, 17 pontos de iluminação na cabine. Há preocupação com segurança ativa, passiva, e com reduzir consumo e emissões, dados importantes a clientes e não usuários. Dirigibilidade enfatizada com emprego de alumínio na suspensão, assim como direção elétrica, sistema não interferente em potencia ou consumo. A eletrônica chegou à direção, com assistência para contra esterço, a manobra para corrigir derrapagens, acionada pelo ESP, o programa de estabilidade.
Enfim, bem proposto e bem composto, agradável ao dirigir. Não é um foguete ao pesar 1.430 kg – peso de picape média com chassis. Faz de 0 a 100 km/h em 8,5s e final de 223 km/h. É um Mercedes, e isto define construção, porém apresenta um defeito básico, exigindo paciência para conviver com ele: não passa sem chamar atenção.
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Roda-a-Roda
Liderança – Fechadas as contas de suas marcas Scion, Lexus, Hino e Daihatsu, Toyota manteve liderança mundial em vendas de veículos e, tivessem vendido mais 20 mil unidades perfaria 10 milhões. Cresceu 2,4% relativamente a 2012. Segunda GM, com 9.71 milhões. Terceiro Volkswagen, colada, com 9.7M.

Escala – Briga de cachorros grandes. A distância entre Toyota e GM, 460 mil unidades em 2012 – mais de 5% -, minguou a 270 mil – menos de 3%. E o Dobermann da VW, com dentes e fôlego, corre por fora, mostrando, ao crescer 5% em 2013, ser factível seu projeto de liderança mundial em 2018 ao colar na GM apenas 100 mil unidades menos – 1%. 2014 parecerá grid da Fórmula 1: todos os concorrentes embolados.

Anti – Ford desenvolve o Carro Autônomo e chamou cabeças acadêmicas ao projeto, o MIT e a Universidade de Stanford, dos EUA. Busca auto dirigibilidade, primeiro passo monitorando por sensores, mapa 3D em tempo real, medir comportamento de outros agentes da via, os veículos e pedestres.

Carro ? - De se imaginar em prazo inferior a aluno do primeiro grau chegar à faculdade, camarada entrará no carro, dirá destino, regulará som, temperatura ambiente, e lerá os jornais na tela do painel até o destino – sem colocar a mão no volante ou o pé no freio. O carro fará tudo. E então, para que automóvel ?

Xing Ling – Leitor da Coluna soube antes das negociações de bastidores para a GM vender os 7% de ações da PSA Peugeot Citroën, permitindo à chinesa Dongfeng subscrever 30% do capital. Anúncio aos 19 de fevereiro, na posse como no. 1 do ex Renault Carlos Tavares. Entretanto, por gaguejo no fluxo de caixa, e queda do valor das ações em 10%, o processo foi acelerado.

União – O presidente François Hollande se mexeu, abriu espaço em sua diuturna agenda e resolveu colocar a França sócia do negócio, subscrevendo percentual idêntico ao dos chineses – 15%.

Estocada – Sem rococós, conversinhas, impositivo, penetrou virilmente nos recônditos do negócio. Manobra imperiosa pois os 30% vendidos superam os 24,5% detidos pela fundadora família Peugeot. Unidos, fazem maioria francesa.

Ufa - Não ocorresse, os chineses mandariam na PSA em solo de França. Isto, ao contrário de outros atos presidenciais, os franceses nunca aceitariam. Cada novo sócio aporta, de imediato, 750M de euros. No total, 3B, evitando empréstimos.

Compre 1, leve 2 – Bom sítio argentino, o Autoblog.com.ar publica anúncio de revendedor em Pinar, Buenos Aires. Diz, “Comprando un Chrysler 300C a precio de lista te llevas una Amarok DC 2.0L TDI 180 CV Trendline 4×2 sin cargo, oferta válido desde el 16/1/2014 al 31/1/2014 o hasta agotar stock de 2 unidades, lo que ocurra primero”. Mais ou menos: comprando um Chrysler 300C a preço de tabela, leva um Amarok ....

Razões – O governo Cristina Kirschner para segurar os dólares em sua economia desgovernada, criou o Impostaço sobre os sedãs, eximindo ao picapes. O salto de preços – o 300 C, de 467 mil a 948.182 pesos – uns R$ 347 mil -, ameaça formar estoque capaz de quebrar os revendedores. Daí, casar estoque com atrações, mesmo custando 242.630 pesos – R$ 95 mil -, é perda menor.

Maior – Representante no Brasil, a Stuttgart Sportcar voltou ser maior vendedor Porsche na América Latina, com 1.036 zero km em 2013. Espera manter o rótulo com a chegada do Macan – visão da marca sobre evolução do VW Tiguan -, o híbrido 918 e a linha de Boxster, Cayman, Cayenne e Panamera.

Pré – Mercedes venderá o pequeno SUV GLA em julho, mas dividiu a paulistana Casa Fasano com moças bonitas na Mercedes-Benz Top Night, festa em torno de trabalhos do fotógrafo Luiz Tripolli mesclando automóveis Mercedes e as modelos, incluindo a atriz Sophie Charlotte. As moças representaram os países sede da Copa do Mundo. Projetam marca e revendedores, o GLA será o Mercedes mais vendido no país.

Igual – Cisânia entre alguns industriais de veículos sobre o rodízio na condução da Anfavea, a associação de classe, sugere à Abeiva, entidade dos importadores, mude foco, razão social e objetivo para Abeifa – de importadores e fabricantes. Receberia insatisfeitos e novas marcas.

... II – A Audi, de prevista adesão à nova entidade, deve associar-se à Anfavea, como crê. BMW também. Na prática, dois interlocutores enfraquecerão o setor.

Início – Fábrica da Nissan em Rezende, RJ,em corrida zero, ajustando máquinas e processos do March. Tapa de abrasileiramento irá diferenciará do mexicano.

Na mão – Para treinar usuários – de mais idade, vivência e renda – a Triumph faz o Riding Experience, relacionamento cliente-marca, de integração ao uso das motos e otimizar proveito com maior segurança. Cursos na estrada e fora dela.

Obrigação - Boa aplicação do usuário. 22 e 23 de fevereiro, R$ 1.800 para uso em estrada, e R$ 2.000 fora. Mais ? www.triumphexperience.com.br  Deveria constar do preço da moto, ou ser bônus. Faze-lo é fundamental.

Sem GP – Agora é oficial: Brasília não sediará o GP do Brasil, do Mundial de Velocidade, o MotoGP, dia 28 de setembro. Razão, o projeto de obras no Autódromo sequer está pronto. Quer mudar tudo - para futuras competições internacionais, diz o governo de Brasília.

Com GP – Irá para Goiânia. O governo de lá percebeu o potencial turístico e a exposição institucional do fazer a prova mundial em sua capital, colégio eleitoral definidor na campanha de re eleição do governador Marconi Perillo, dissociado do PT e do governo federal. Reformou seu autódromo para inaugurá-lo nestes dias. 

Começou – A DAF, holandesa de caminhões, marca da estadunidense Paccar, iniciou vender. Duas unidades. Uma 6x4 à Transportes Begnini, de Carambeí, Pr, e outra 6x2 à Madereira Montenegro, de Ponta Grossa, Pr, onde está a DAF.

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Gente – Shunichi Nakanishi, presidente da Toyota, saída. OOOO Na cadeira, Koji Kondo, 50, antes planejador de produto e logística, depois VP da empresa. OOOO Troca se inicia com treinamento e vivência no mercado. OOOO Engasgos do Etios, de interior mal adaptado ao país, em correção por ordem superior não foram motivo. OOOO Kondo-san era o responsável por área e produto, e declaração de posse fala em satisfação do cliente como missão. OOOO Confirma informações de Mark Hogan, chefe do seu chefe, sobre as imediatas correções no Etios. OOOO Luiz Rezende, 33, fica. OOOO Economista com MBA era CFO – o mandão em finanças -, e assumiu como CEO – o executivo maior – em dezembro. OOOO Na operação de automóveis Volvo, ex sueca, ora chinesa. OOOO Roberto Gasparetti, 44, executivo na Mercedes, sintonia. OOOO Volta à área de automóveis, onde transita como referencia. OOOO

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